A
medida foi tomada após a formação do colegiado responsável pela análise do
caso, composto pelos vereadores Heriberto do Sacolão, que presidirá os
trabalhos, João Taxista, na função de relator, e Rodrigo Rôa, como membro.
A
comissão foi instaurada para investigar denúncia apresentada pela
cirurgiã-dentista Mércia Cavalcante de Lira Lumba, que aponta supostas
irregularidades atribuídas ao parlamentar. O pedido em tramitação não se limita
ao afastamento da presidência da Casa, mas inclui a possibilidade de cassação
do mandato.
O
episódio ocorre na esteira de uma sessão legislativa marcada por tumulto, troca
de acusações e divergências sobre a condução do processo, evidenciando o
acirramento do ambiente político local.
Em
sua defesa, Luciano Pacheco sustenta que houve irregularidades na constituição
da comissão, alegando desrespeito ao regimento interno da Casa Legislativa.
Segundo ele, o procedimento seria fruto de uma articulação política do prefeito
do município com o objetivo de afastá-lo do cargo. “Não há fundamentos
jurídicos. Não existe crime de responsabilidade fiscal nem ato de improbidade
administrativa”, declarou.
Por
outro lado, o vereador Claudelino rebate as acusações e afirma que o
presidente, por estar diretamente envolvido na denúncia, não poderia conduzir
os trâmites relacionados à apuração.
Diante do impasse, a disputa deve migrar para a esfera judicial, o que pode prolongar o desfecho do caso e ampliar os impactos políticos na Câmara Municipal de Arcoverde. O cenário aponta para uma crise institucional com possíveis desdobramentos significativos no equilíbrio de forças do Legislativo local e com repercussão nas eleições estaduais no âmbito do município já que Luciano deve se lançar pré-candidato a Deputado Federal no palanque de João Campos (PSB). Com informações do Nill Junior


Nenhum comentário:
Postar um comentário