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terça-feira, 7 de abril de 2026

Polícia Federal revela suspeita de fraude eleitoral e afasta vereadores em Juazeiro (BA)

              Uma ofensiva da Polícia Federal acendeu um novo alerta sobre a lisura do processo eleitoral no interior da Bahia. Na manhã desta terça-feira (7), agentes federais deflagraram uma operação que investiga um suposto esquema estruturado de fraude eleitoral no município de Juazeiro, envolvendo vereadores e lideranças partidárias locais.

Como desdobramento imediato das investigações, dois parlamentares foram afastados de suas funções por determinação da Justiça Eleitoral. A medida cautelar visa garantir a integridade das apurações e evitar possíveis interferências no andamento do processo.

De acordo com as investigações, o grupo é suspeito de manipular a legislação que assegura a participação feminina nas eleições, utilizando candidaturas fictícias para cumprir formalmente a cota de gênero exigida por lei. As mulheres registradas como candidatas, segundo a PF, não teriam participado efetivamente da campanha, apesar de terem sido beneficiadas com recursos oriundos do fundo eleitoral.

Ainda conforme a apuração, há indícios de que, após o pleito, integrantes do esquema teriam tentado legitimar a fraude. Um dos episódios mais graves aponta que uma das candidatas foi pressionada a formalizar, em cartório, uma declaração reconhecendo que sua candidatura era fictícia — prática que pode ter impacto direto no resultado eleitoral e favorecer candidatos envolvidos.

A operação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão, resultando na coleta de documentos, equipamentos eletrônicos e quantias em dinheiro. Além do afastamento dos vereadores, a Justiça determinou a suspensão das atividades partidárias do presidente da sigla investigada.

Os parlamentares também estão impedidos de acessar as dependências da Câmara Municipal e de manter contato com servidores públicos, reforçando o caráter rigoroso das medidas judiciais.

Em meio à repercussão, o presidente da Câmara de Juazeiro, Emerson Mitu, se pronunciou oficialmente por meio de nota. Ele afirmou não ter sido notificado formalmente sobre decisões judiciais envolvendo os vereadores investigados, destacando que tomou conhecimento da operação apenas por meio da imprensa.

Mitu reforçou seu compromisso com a legalidade e o respeito às instituições, assegurando que adotará todas as medidas necessárias assim que houver comunicação oficial por parte das autoridades competentes, em conformidade com as determinações do Poder Judiciário.

O caso segue sob investigação e pode ter desdobramentos relevantes tanto no cenário político local quanto no âmbito da Justiça Eleitoral. 

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

PF e CGU investigam contratos da saúde em Juazeiro suspeitos de fraude com recursos do SUS

              Uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) lançou luz, nesta quarta-feira (28), sobre suspeitas de irregularidades milionárias na gestão de recursos da saúde pública em Juazeiro, no norte da Bahia. A ação apura possíveis fraudes em contratos firmados pela Prefeitura Municipal, envolvendo verbas do Sistema Único de Saúde (SUS), em especial durante e após o período crítico da pandemia da Covid-19.

Batizada de Operação Litíase, a investigação mira um suposto esquema de direcionamento de contratações na área de serviços hospitalares, com repasses que ultrapassam R$ 13 milhões, dos quais aproximadamente R$ 7 milhões teriam origem em recursos federais destinados ao SUS.

Segundo informações da Polícia Federal, os contratos sob investigação começaram a ser firmados durante a pandemia, mas os pagamentos se estenderam até o ano de 2023, mesmo diante de indícios de falhas na execução dos serviços contratados.

Um dos principais pontos da apuração envolve a locação de um imóvel contratado pelo município para funcionamento de serviços de saúde. De acordo com a PF, o contrato não apresentava detalhamento sobre a realização de atendimentos médicos, exames ou internações, o que levantou suspeitas quanto à real finalidade da contratação.

Outro fator que chamou atenção dos investigadores foi o fato de o endereço do imóvel coincidir com a sede do próprio instituto contratado para prestar os serviços médicos, indicando possível conflito de interesses.

Auditorias conduzidas pela CGU identificaram ainda falhas nos processos licitatórios, além de pagamentos realizados sem comprovação da efetiva execução dos serviços. Entre as irregularidades apontadas estão a ausência de registros de exames realizados, número de atendimentos prestados e critérios técnicos que justificassem os valores pagos às empresas contratadas.

Durante a deflagração da operação, cerca de 30 policiais federais cumpriram seis mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados no município de Juazeiro. Os materiais recolhidos serão analisados para aprofundar as investigações.

Até o momento, não houve divulgação de prisões, e a Prefeitura de Juazeiro ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.


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