Batizada
de Operação Litíase, a investigação mira um suposto esquema de direcionamento
de contratações na área de serviços hospitalares, com repasses que ultrapassam R$
13 milhões, dos quais aproximadamente R$ 7 milhões teriam origem em recursos
federais destinados ao SUS.
Segundo
informações da Polícia Federal, os contratos sob investigação começaram a ser
firmados durante a pandemia, mas os pagamentos se estenderam até o ano de 2023,
mesmo diante de indícios de falhas na execução dos serviços contratados.
Um
dos principais pontos da apuração envolve a locação de um imóvel contratado
pelo município para funcionamento de serviços de saúde. De acordo com a PF, o
contrato não apresentava detalhamento sobre a realização de atendimentos
médicos, exames ou internações, o que levantou suspeitas quanto à real
finalidade da contratação.
Outro
fator que chamou atenção dos investigadores foi o fato de o endereço do imóvel
coincidir com a sede do próprio instituto contratado para prestar os serviços
médicos, indicando possível conflito de interesses.
Auditorias
conduzidas pela CGU identificaram ainda falhas nos processos licitatórios, além
de pagamentos realizados sem comprovação da efetiva execução dos serviços.
Entre as irregularidades apontadas estão a ausência de registros de exames
realizados, número de atendimentos prestados e critérios técnicos que
justificassem os valores pagos às empresas contratadas.
Durante
a deflagração da operação, cerca de 30 policiais federais cumpriram seis
mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados no
município de Juazeiro. Os materiais recolhidos serão analisados para aprofundar
as investigações.
Até
o momento, não houve divulgação de prisões, e a Prefeitura de Juazeiro ainda
não se manifestou oficialmente sobre o caso.

