A
possibilidade de encerramento das atividades da agência do Banco Itaú em
Arcoverde tem provocado uma crescente mobilização institucional e popular no
município, evidenciando a preocupação com os impactos econômicos e sociais da
medida. Apesar do apoio formal de lideranças do Executivo e do Legislativo, foi
sentida a ausência de representantes políticos no principal ato público
realizado nesta semana.
A
articulação é liderada pelo Sindicato dos Bancários de Pernambuco, que vem
intensificando ações para tentar reverter a decisão da instituição financeira,
prevista para o próximo dia 7 de maio. Na última segunda-feira (13),
representantes do sindicato ocuparam a tribuna da Câmara de Vereadores de
Arcoverde, onde apresentaram os riscos que o fechamento da agência pode trazer
para a população e para a economia local.
Como
resultado da mobilização, os parlamentares aprovaram um requerimento
direcionado à governadora Raquel Lyra (PSD), solicitando atenção ao caso e a
abertura de diálogo institucional com o banco, na tentativa de evitar o
encerramento das atividades.
Segundo
o presidente do Sindicato, Fabiano Moura, há um esforço coletivo envolvendo
diversos setores. “Estamos costurando uma forte articulação política, com
gestão municipal e estadual, vereadores, população, deputados e representantes
do comércio lojista, para alertar sobre os impactos econômicos e sociais da
saída do banco”, afirmou. Ele destacou ainda que mobilizações
semelhantes já surtiram efeito em cidades como Belo Jardim e Jaboatão dos
Guararapes, onde o banco recuou da decisão de fechamento.
A
mobilização ganhou as ruas na terça-feira (14), com a realização de um ato
público em frente à agência do Itaú em Arcoverde. A manifestação reuniu
trabalhadores, clientes e moradores, ampliando a visibilidade do movimento. No
entanto, apesar do apoio declarado de lideranças políticas, nenhum
representante do Executivo ou do Legislativo esteve presente no ato.
Durante
o protesto, dirigentes sindicais reforçaram os prejuízos que o fechamento pode
causar. João Rufino, secretário de aposentados do sindicato, destacou que a
unidade funciona como agência polo, atendendo municípios vizinhos. “O
fechamento afeta diretamente trabalhadores, aposentados e toda a economia
local, que depende da circulação desse serviço”, alertou.
Já
o secretário de Assuntos Jurídicos, Flávio Coelho, chamou atenção para o
aumento da demanda após mudanças recentes no setor bancário. “Com o
crescimento do volume de serviços, a possível transferência de atendimentos
para outras cidades, como Garanhuns, preocupa e pode sobrecarregar
trabalhadores, gerando adoecimento”, afirmou.
A
agência de Arcoverde possui cerca de 14 mil clientes e atende aproximadamente 4
mil aposentados. Com o fechamento, muitos usuários terão que percorrer longas
distâncias para acessar serviços presenciais. A dirigente Suzi Rodrigues
ressaltou o impacto social da medida, especialmente para a população mais
vulnerável.
A
mobilização também conta com o apoio de entidades comerciais. Draiton Moraes,
representante do sindicato na subsede local, destacou que o diálogo com o setor
empresarial tem sido fundamental. “O comércio sofre diretamente com uma
retração desse porte. Estamos unindo forças com CDL e Associação Comercial para
evitar prejuízos à população”, pontuou.
Enquanto
a mobilização avança e ganha adesão popular, cresce a expectativa por uma
resposta concreta das lideranças políticas e do próprio banco diante da pressão
social instalada no município.
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