quarta-feira, 15 de abril de 2026

Mobilização cresce em Arcoverde contra fechamento do Itaú

          A possibilidade de encerramento das atividades da agência do Banco Itaú em Arcoverde tem provocado uma crescente mobilização institucional e popular no município, evidenciando a preocupação com os impactos econômicos e sociais da medida. Apesar do apoio formal de lideranças do Executivo e do Legislativo, foi sentida a ausência de representantes políticos no principal ato público realizado nesta semana.

A articulação é liderada pelo Sindicato dos Bancários de Pernambuco, que vem intensificando ações para tentar reverter a decisão da instituição financeira, prevista para o próximo dia 7 de maio. Na última segunda-feira (13), representantes do sindicato ocuparam a tribuna da Câmara de Vereadores de Arcoverde, onde apresentaram os riscos que o fechamento da agência pode trazer para a população e para a economia local.

Como resultado da mobilização, os parlamentares aprovaram um requerimento direcionado à governadora Raquel Lyra (PSD), solicitando atenção ao caso e a abertura de diálogo institucional com o banco, na tentativa de evitar o encerramento das atividades.

Segundo o presidente do Sindicato, Fabiano Moura, há um esforço coletivo envolvendo diversos setores. “Estamos costurando uma forte articulação política, com gestão municipal e estadual, vereadores, população, deputados e representantes do comércio lojista, para alertar sobre os impactos econômicos e sociais da saída do banco”, afirmou. Ele destacou ainda que mobilizações semelhantes já surtiram efeito em cidades como Belo Jardim e Jaboatão dos Guararapes, onde o banco recuou da decisão de fechamento.

A mobilização ganhou as ruas na terça-feira (14), com a realização de um ato público em frente à agência do Itaú em Arcoverde. A manifestação reuniu trabalhadores, clientes e moradores, ampliando a visibilidade do movimento. No entanto, apesar do apoio declarado de lideranças políticas, nenhum representante do Executivo ou do Legislativo esteve presente no ato.

Durante o protesto, dirigentes sindicais reforçaram os prejuízos que o fechamento pode causar. João Rufino, secretário de aposentados do sindicato, destacou que a unidade funciona como agência polo, atendendo municípios vizinhos. “O fechamento afeta diretamente trabalhadores, aposentados e toda a economia local, que depende da circulação desse serviço”, alertou.

Já o secretário de Assuntos Jurídicos, Flávio Coelho, chamou atenção para o aumento da demanda após mudanças recentes no setor bancário. “Com o crescimento do volume de serviços, a possível transferência de atendimentos para outras cidades, como Garanhuns, preocupa e pode sobrecarregar trabalhadores, gerando adoecimento”, afirmou.

A agência de Arcoverde possui cerca de 14 mil clientes e atende aproximadamente 4 mil aposentados. Com o fechamento, muitos usuários terão que percorrer longas distâncias para acessar serviços presenciais. A dirigente Suzi Rodrigues ressaltou o impacto social da medida, especialmente para a população mais vulnerável.

A mobilização também conta com o apoio de entidades comerciais. Draiton Moraes, representante do sindicato na subsede local, destacou que o diálogo com o setor empresarial tem sido fundamental. “O comércio sofre diretamente com uma retração desse porte. Estamos unindo forças com CDL e Associação Comercial para evitar prejuízos à população”, pontuou.

Enquanto a mobilização avança e ganha adesão popular, cresce a expectativa por uma resposta concreta das lideranças políticas e do próprio banco diante da pressão social instalada no município. 

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