segunda-feira, 9 de março de 2026

Violência contra a mulher cresce quase 19% na região de Arcoverde e já soma 301 casos em 2026

               Os números da violência doméstica contra a mulher seguem em trajetória preocupante no Sertão do Moxotó. Levantamento com base em dados da Gerência Geral de Análise Criminal e Estatística revela que os municípios que compõem a Área Integrada de Segurança 19 (AIS-19), com sede em Arcoverde, registraram aumento significativo nos casos entre 2024 e 2025, além de já acumularem centenas de ocorrências nos primeiros meses de 2026.

A AIS-19 abrange nove municípios da região: Arcoverde, Buíque, Ibimirim, Itaíba, Manari, Pedra, Sertânia, Tupanatinga e Venturosa. Juntas, essas cidades contabilizaram 1.536 mulheres vítimas de violência doméstica e familiar em 2025, contra 1.294 registros em 2024, representando crescimento de 18,7% no período.

Entre os municípios da região, Arcoverde concentra o maior número de ocorrências. A cidade passou de 595 registros em 2024 para 685 em 2025, crescimento de 15,1%.

Outros municípios também registraram aumento expressivo. Sertânia, por exemplo, saltou de 151 para 188 casos, enquanto Pedra passou de 90 para 123 ocorrências no mesmo período.

O dado mais expressivo, no entanto, foi registrado em Manari, que saiu de 17 casos em 2024 para 37 em 2025, crescimento superior a 117%, o maior percentual da região.

Comparativo por município (2024 x 2025)

  • Arcoverde: 595 685 (+15,1%)
  • Buíque: 191 218 (+14,1%)
  • Ibimirim: 81 91 (+12,3%)
  • Itaíba: 70 76 (+8,6%)
  • Manari: 17 37 (+117,6%)
  • Pedra: 90 123 (+36,7%)
  • Sertânia: 151 188 (+24,5%)
  • Tupanatinga: 40 53 (+32,5%)
  • Venturosa: 59 65 (+10,2%)

Mesmo com apenas dois meses contabilizados, o ano de 2026 já apresenta números expressivos. Entre janeiro e fevereiro foram 301 casos de violência doméstica contra mulheres na região da AIS-19.

O município de Arcoverde novamente lidera os registros, com 123 ocorrências, seguido por Sertânia, com 54 casos, e Buíque, com 38 registros.

Confira os números do início de 2026:

  • Arcoverde: 123 casos
  • Buíque: 38
  • Ibimirim: 33
  • Itaíba: 10
  • Manari: 4
  • Pedra: 23
  • Sertânia: 54
  • Tupanatinga: 12
  • Venturosa: 4

Especialistas apontam que o crescimento dos registros pode estar relacionado tanto ao aumento real da violência quanto à ampliação das denúncias, impulsionadas por campanhas de conscientização e maior acesso aos canais de proteção.

Ainda assim, os números reforçam a necessidade de fortalecimento das políticas públicas de prevenção, proteção às vítimas e responsabilização dos agressores, especialmente em regiões do interior onde o acesso a serviços especializados ainda é limitado.

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