segunda-feira, 9 de março de 2026

Operação do MPPE revela suspeita de fraude milionária em contratos da Prefeitura de Ipojuca

            Uma investigação conduzida pelo Ministério Público de Pernambuco colocou a administração pública de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife, no centro de um novo escândalo político envolvendo suspeitas de corrupção em contratos públicos firmados durante a gestão da ex-prefeita Célia Sales.

A apuração integra a Operação Patranha, deflagrada pelo MPPE para investigar um suposto esquema de fraude em licitações e superfaturamento na contratação de empresas responsáveis pelo fornecimento de materiais gráficos para a prefeitura. Durante a operação, um empresário foi preso sob suspeita de participar do esquema, que teria causado prejuízo milionário aos cofres públicos.

De acordo com os promotores responsáveis pelo caso, as investigações apontam que empresários teriam atuado de forma coordenada para manipular processos licitatórios, garantindo vantagem indevida em contratos firmados com o município. O objetivo seria assegurar a vitória em concorrências públicas e comercializar produtos com preços muito acima do valor de mercado.

Entre os itens analisados pela investigação estão materiais promocionais e adesivos destinados a campanhas turísticas do município. Um dos dados que mais chamou a atenção dos investigadores foi a aquisição de 60 milhões de adesivos turísticos, número considerado desproporcional quando comparado à população local, estimada em menos de 99 mil habitantes, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

As diligências fazem parte de um conjunto mais amplo de investigações que apuram possíveis irregularidades administrativas em diferentes setores da gestão municipal. Paralelamente à Operação Patranha, também foi executada a Operação Habite-se, que investiga suspeitas de um esquema criminoso envolvendo o licenciamento de imóveis no município.

Ao todo, 31 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas duas operações, em ações realizadas simultaneamente para coletar documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais considerados relevantes para o avanço das investigações.

Durante entrevista coletiva, o promotor Roberto Brayner informou que apenas o esquema investigado pela Operação Patranha pode ter provocado um prejuízo estimado em cerca de R$ 21 milhões aos cofres públicos.

Segundo fontes ligadas às investigações, o caso ainda está em fase inicial e novas medidas podem ser adotadas nos próximos dias. Há expectativa de que uma segunda fase da operação seja deflagrada em breve, o que pode ampliar o alcance das apurações e revelar novos envolvidos no esquema.

O desdobramento das investigações deverá aprofundar a análise sobre contratos firmados pela administração municipal e eventuais responsabilidades administrativas e criminais de agentes públicos e empresários ligados aos processos licitatórios investigados.

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