segunda-feira, 6 de abril de 2026

Festival Danado de Bom mobiliza campanha para preservar legado de João Silva em Arcoverde

                  A valorização da cultura nordestina e da música de raiz enfrenta, mais uma vez, o desafio da sustentabilidade financeira. Em Arcoverde, produtores culturais e artistas se uniram para garantir a realização da terceira edição do Festival Danado de Bom, evento dedicado à obra do compositor João Silva, reconhecido como um dos principais parceiros de Luiz Gonzaga e considerado Patrimônio Vivo de Pernambuco.

Sem aprovação em editais públicos e enfrentando limitações orçamentárias, a iniciativa passou a contar com o apoio direto da população por meio de uma campanha de arrecadação. A mobilização é liderada pela Associação Cultural ComunicArte, em parceria com o Coletivo Cultural de Arcoverde, o Movimento Arcoverdense de Música Autoral e a Falando Francamente Comunicação e Produção.

O festival tem como objetivo não apenas celebrar a trajetória de João Silva, mas também fortalecer a cena musical autoral da região e manter viva a tradição que ajudou a construir a identidade cultural do Nordeste. Ao longo das edições anteriores, o evento reuniu artistas, compositores e o público em uma programação marcada por shows, homenagens e valorização da música regional.

Para viabilizar a realização deste ano, os organizadores disponibilizaram uma chave Pix para doações, em nome da Associação Cultural ComunicArte (CNPJ: 49.533.404/0001-30). A expectativa é que a colaboração coletiva permita cobrir custos de produção e assegurar a continuidade do festival.

A iniciativa evidencia a importância do engajamento social na preservação cultural, especialmente em tempos de escassez de financiamento público. Mais do que um evento, o Festival Danado de Bom representa um movimento de resistência artística e de valorização da memória musical nordestina. 

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Relação entre Raquel Lyra e União Progressista é retomada, diz Kaio Maniçoba

          Em meio às movimentações que antecipam o cenário eleitoral em Pernambuco, o deputado estadual Kaio Maniçoba (PP) afirmou que a relação entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e a federação União Progressista voltou a um estágio de estabilidade e diálogo institucional.

A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, nesta segunda-feira (6), e ocorre após um período recente de tensão política provocado por divergências estratégicas dentro do grupo aliado.

O episódio mais recente que evidenciou o desgaste foi a decisão da governadora de promover mudanças em cargos estratégicos do governo estadual, com o afastamento de nomes ligados ao Partido Progressistas em órgãos relevantes, como a Ceasa Pernambuco, o Porto do Recife e o Lafepe. A medida foi interpretada como uma reação à aproximação do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) com o pré-candidato ao Governo do Estado, João Campos (PSB).

Apesar do contexto de tensão, Kaio Maniçoba minimizou o episódio, classificando-o como parte natural das dinâmicas políticas. Segundo ele, a governadora exerceu uma prerrogativa legítima ao reconfigurar sua base administrativa. “O governo é de Raquel Lyra, e cabe a ela definir os rumos da gestão. Esse movimento já foi superado”, afirmou.

O parlamentar também destacou que, internamente, a federação formada por PP e União Brasil mantém, em sua maioria, alinhamento com o projeto de reeleição da atual governadora. Ele reforçou que há uma tendência de fortalecimento da relação política no âmbito da Assembleia Legislativa de Pernambuco, onde as articulações devem ganhar maior consistência nos próximos meses.

Enquanto isso, o tabuleiro político segue em aberto. A composição da chapa majoritária ainda não foi definida, mas nomes já começam a circular como possíveis candidatos ao Senado, incluindo Túlio Gadêlha (PSD), Miguel Coelho (União Brasil), o próprio Eduardo da Fonte (PP) e o senador Fernando Dueire (PSD).

A fala de Maniçoba indica uma tentativa de recomposição dentro da base governista, em um momento decisivo para a definição de alianças e estratégias eleitorais em Pernambuco. Foto: Arthur Botelho/Folha de Pernambuco

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Victor Marques assume Prefeitura do Recife e promete ritmo intenso de trabalho

           A cidade do Recife inicia um novo capítulo em sua administração municipal com a posse do prefeito Victor Marques (PCdoB), que assumiu oficialmente o comando da capital nesta segunda-feira (6). Em um discurso marcado por compromisso com continuidade e eficiência, o novo gestor assegurou que a intensidade do trabalho será mantida e que a gestão seguirá orientada por resultados concretos.

A chegada de Victor Marques ao cargo ocorre após a renúncia do então prefeito João Campos (PSB), que deixa o Executivo municipal para disputar o Governo de Pernambuco nas eleições deste ano. A cerimônia de posse foi realizada na Câmara Municipal do Recife, reunindo autoridades, lideranças políticas e representantes da sociedade civil.

Durante seu pronunciamento, Marques destacou um modelo de gestão baseado no trabalho coletivo. Segundo ele, a administração não será centralizada, mas conduzida por uma equipe alinhada e comprometida com decisões colegiadas. “Temos um time unido, preparado para transformar planejamento em ação”, afirmou.

O novo prefeito também sinalizou que pretende intensificar a presença nas ruas, acompanhando de perto as demandas da população. Ao enfatizar uma postura prática, reforçou que sua prioridade será tirar projetos do papel e acelerar entregas. “O discurso precisa virar realidade. Vamos fazer acontecer”, declarou.

No campo das políticas públicas, Victor Marques apontou a infraestrutura como eixo central da gestão. Entre as prioridades estão obras estruturantes para minimizar problemas históricos de alagamentos, além de investimentos robustos em áreas vulneráveis. De acordo com o prefeito, cerca de R$ 300 milhões ainda serão aplicados em intervenções nos morros da cidade até o fim do mandato.

O plano de governo também contempla ações em mobilidade e urbanização, incluindo pavimentação de vias e construção de pontes. Marques confirmou a conclusão de obras importantes, como a da Ladeira da Cohab, na Zona Sul, além da ampliação da rede de creches e unidades de saúde.

Ao encerrar o discurso, o prefeito agradeceu à população recifense pela confiança depositada no projeto político que representa, destacando a expressiva votação obtida na última eleição ao lado de João Campos. Ele reforçou que a gestão seguirá focada em enfrentar desafios com responsabilidade e agilidade. “Problemas existem para serem resolvidos. Nosso compromisso é com as pessoas”, concluiu. 

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Justiça cobra explicações da Câmara de Arcoverde sobre processo de cassação do vereador Claudelino

             A suspensão do processo de cassação do vereador Claudelino Costa (PSB) voltou ao centro do debate político e jurídico em Arcoverde. Em decisão recente, o juiz João Eduardo Ventura Bernardo determinou que a Câmara de Vereadores de Arcoverde apresente, no prazo de dez dias, justificativas formais para a interrupção do trâmite legislativo.

A notificação foi encaminhada ao presidente da Casa, Luciano Pacheco, responsável por conduzir os trabalhos do Legislativo municipal. O magistrado também requisitou informações detalhadas sobre o andamento do processo e os motivos que levaram à sua suspensão, ocorrida no final do ano passado.

Claudelino Costa é alvo de acusações de suposta oferta de vantagem indevida ao empresário Micael Lopes, o que motivou a abertura do processo de cassação no âmbito da Câmara.

A interrupção do caso, no entanto, passou a ser questionada judicialmente. A defesa do empresário sustenta que a paralisação não ocorreu por razões técnicas, mas sim como parte de uma articulação política para esfriar o caso e favorecer o parlamentar, que ocupa o cargo de vice-presidente da Casa.

Em declarações públicas, Micael Lopes afirmou que recorreu ao Judiciário diante do que classificou como uma postura corporativista do Legislativo municipal. Segundo ele, haveria uma tentativa de blindagem política dentro da Câmara, dificultando o avanço das investigações.

A decisão judicial amplia a pressão sobre o Legislativo de Arcoverde, que agora terá que esclarecer oficialmente os critérios adotados na condução do processo. O caso também reacende o debate sobre transparência, autonomia dos poderes e responsabilidade institucional em situações que envolvem denúncias contra agentes públicos.

A depender das respostas apresentadas pela Câmara, o processo poderá ganhar novos desdobramentos jurídicos e políticos, com possíveis impactos no cenário local. 

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Operação Semana Santa registra queda de acidentes e nenhuma morte nas rodovias federais de Pernambuco

            O balanço da Polícia Rodoviária Federal sobre a Operação Semana Santa 2026 aponta um cenário positivo nas rodovias federais que cortam Pernambuco. Realizada entre os dias 2 e 5 de abril, a ação terminou sem registro de mortes, indicando uma redução significativa na gravidade dos sinistros em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Durante os quatro dias de operação, foram contabilizados 32 sinistros, com 38 pessoas feridas. O número representa uma queda relevante em relação a 2025, quando foram registrados 47 acidentes, 55 feridos e sete mortes nas estradas federais do estado.

Além da diminuição nos índices de acidentes, a PRF intensificou a fiscalização, abordando 3.399 veículos e 4.606 pessoas. Como resultado, foram emitidas 2.102 autuações e recolhidos 153 veículos com irregularidades.

Entre as infrações mais frequentes, o excesso de velocidade lidera o ranking, com 1.317 registros capturados por radares. A imprudência nas ultrapassagens também chamou atenção, com 174 autuações por manobras em locais proibidos, além de 125 casos de motoristas trafegando pelo acostamento.

Outras condutas de risco identificadas incluem o não uso do cinto de segurança (95 casos), a ausência de capacete (63) e o transporte irregular de crianças sem cadeirinha (33).

No combate à embriaguez ao volante, foram realizados 2.891 testes com etilômetro, resultando em 35 autuações e duas prisões. Ao todo, a operação também contabilizou 10 detenções por diferentes infrações.

Para a PRF, o resultado reforça a importância das ações educativas e de fiscalização intensiva, especialmente em períodos de grande fluxo nas rodovias, como feriados prolongados.

O desempenho da operação indica avanços na segurança viária, mas também evidencia a necessidade de manutenção das medidas preventivas para reduzir comportamentos de risco e preservar vidas nas estradas. 

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Pedido de cassação contra presidente da Câmara de Arcoverde abre nova frente de tensão política

         O cenário político de Arcoverde voltou a se intensificar com o protocolo de um pedido de cassação contra o vereador Luciano Pacheco (MDB), atual presidente da Câmara Municipal de Arcoverde. A denúncia, além do conteúdo jurídico, adiciona um elemento político relevante: foi apresentada por uma cidadã que é irmã de uma secretária da gestão do prefeito Zeca Cavalcanti.

A autora da representação é a cirurgiã-dentista Mércia Cavalcante de Lira Lumba, que, por meio do advogado Tércio Soares Belarmino, acusa o parlamentar de ter exercido atividade advocatícia de forma irregular enquanto já ocupava função na Mesa Diretora da Casa.

De acordo com a denúncia, Luciano Pacheco teria atuado como advogado nos dias 29 e 30 de abril de 2025 em um processo que tramita na 4ª Vara Criminal da Comarca de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Documentos anexados ao pedido indicam sua presença em cartório para acesso a mídias do processo e, posteriormente, sua participação em sessão do Tribunal do Júri na defesa de um acusado.

A acusação se baseia no artigo 28 do Estatuto da Advocacia, que estabelece impedimento para o exercício da advocacia por integrantes da Mesa Diretora do Legislativo. Segundo o entendimento apresentado, desde 1º de janeiro de 2025, quando assumiu a presidência da Câmara, o vereador já estaria legalmente impossibilitado de advogar.

Outro ponto destacado na denúncia é a suposta reincidência. Conforme o documento, Pacheco já teria sido alvo de questionamentos semelhantes em 2010, quando também ocupava a presidência da Casa Legislativa.

O fato de a denúncia partir de alguém com ligação familiar com integrante do governo municipal adiciona um novo ingrediente ao caso, ampliando as interpretações sobre possíveis motivações políticas e elevando a temperatura no ambiente institucional. Recentemente, por meio de notas publicada nas redes sociais, o prefeito Zeca Cavalcanti e seu vice, Siqueirinha, anunciaram que o vereador Luciano Pacheco não fazia mais parte de seu grupo político.

O pedido de cassação agora será analisado no âmbito da Câmara Municipal, podendo também repercutir em órgãos como o Ministério Público, a Ordem dos Advogados do Brasil e o Tribunal de Contas do Estado. Há informações que tal denúncia também já foi feita ao MPPE, mas não se sabe a decisão.

Nos bastidores, a movimentação já provoca reações e deve influenciar diretamente o clima político local, especialmente diante do papel político de Luciano Pacheco que deve anunciar sua pré-candidatura a deputado federal no palanque de João Campos.

CLIC AQUI E LEIA AQUI O PEDIDO DE CASSAÇÃO

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Pernambuco entra em estado de alerta com chuvas intensas e risco elevado em dezenas de municípios

          O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu, nesta segunda-feira (6), uma série de alertas que colocam grande parte de Pernambuco em situação de atenção máxima para eventos climáticos severos. Ao todo, 39 municípios estão sob classificação de “Grande Perigo”, o nível mais alto de risco, indicando possibilidade de chuvas intensas com impactos significativos.

As áreas mais afetadas incluem a Região Metropolitana do Recife, além da Zona da Mata Norte e Sul, regiões historicamente vulneráveis a alagamentos e deslizamentos em períodos de precipitação elevada. Cidades como Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Paulista, Camaragibe, Cabo de Santo Agostinho, Ribeirão, Rio Formoso estão entre as localidades com maior nível de alerta.

De acordo com o Inmet, o nível vermelho — classificado como Grande Perigo — é acionado quando há previsão de chuvas superiores a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia. Esse volume pode provocar alagamentos, enxurradas, transbordamento de rios e riscos à segurança da população.

Além do alerta máximo, o órgão também mantém áreas do estado sob bandeira laranja, que representa situação de “Perigo”, com previsão de chuvas entre 30 e 60 mm/h ou até 100 mm/dia. Esse aviso abrange partes da Região Metropolitana, Zona da Mata, Agreste e trechos do Sertão.

Já o restante do estado aparece sob alerta amarelo, indicando chuvas de menor intensidade, mas ainda assim com potencial para causar transtornos pontuais.

Especialistas reforçam a necessidade de atenção redobrada da população, especialmente em áreas de risco. Recomenda-se evitar deslocamentos desnecessários durante períodos de chuva intensa, além de monitorar atualizações dos órgãos oficiais e seguir orientações da Defesa Civil.

O cenário climático exige vigilância constante, sobretudo diante do histórico recente de eventos extremos no estado, que têm causado prejuízos materiais e colocado vidas em risco. 

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Política à Mesa | voto da terra contra o peso das estruturas: o novo xadrez eleitoral de Arcoverde

Com o encerramento da janela partidária e do prazo de filiações, o cenário eleitoral em Arcoverde entra, definitivamente, em uma fase mais clara — e, ao mesmo tempo, mais imprevisível. O tabuleiro está montado, as peças posicionadas e, agora, o que se observa é uma disputa que vai além de partidos: trata-se de identidade, pertencimento e força política local versus influência externa.

Arcoverde apresenta, neste ciclo, um número significativo de nomes locais disputando vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. Entre os candidatos a deputado estadual, surgem figuras como Rosinaldo Já Morreu (PSB), Olavo Bandeira (PSDB) e o Cel. Tibério. Já na corrida federal, o município conta com Luciano Pacheco (MDB), Israel Guerra (PP) e Warton Brito (PDT).

Esse conjunto de candidaturas revela um movimento que historicamente ganha força no interior: o eleitor tende a valorizar nomes “da casa”, que conhecem a realidade local, têm vínculos diretos com a população e, sobretudo, representam a possibilidade de maior presença política no município após as eleições.

Não é apenas uma questão emocional — é estratégica. O voto no candidato da terra carrega a expectativa de retorno em obras, investimentos e atenção direta às demandas locais.

Por outro lado, o prefeito Zeca Cavalcanti aposta em nomes de fora para compor seu palanque: Marcelo Gouveia (federal) e Gustavo Gouveia (estadual), ambos de Carpina. Já a ex-prefeita Madalena Britto deve apoiar Felipe Carreras (Recife) para federal e Diogo Moraes (Santa Cruz do Capibaribe) para estadual. Detalhe: o nome de Madalena ainda circula nas hostes socialista como possível nome para disputar uma vaga de Deputada Federal por Arcoverde.

Dentre esses nomes de pré-candidatos a deputados federais, o do presidente da Câmara, vereador Luciano Pacheco (MDB), pode ser a surpresa eleitoral, tornando-se um dos nomes fortes da campanha de João Campos em Arcoverde, já que o MDB é aliado do socialista. 

Essas escolhas não são aleatórias. Representam alianças políticas consolidadas, acesso a estruturas partidárias mais robustas e, principalmente, a promessa de recursos e articulações em níveis estadual e federal.

No entanto, esse modelo enfrenta um desafio recorrente: o distanciamento geográfico e simbólico. Para uma parcela significativa do eleitorado, apoiar candidatos de fora pode soar como abrir mão de protagonismo político local.

O eleitor de Arcoverde, como em boa parte do Sertão, não decide apenas com base em alinhamentos partidários. Há uma forte influência do sentimento de pertencimento. O discurso do “filho da terra” ainda mobiliza, especialmente quando há múltiplas opções locais competitivas.

Por outro lado, a força da máquina pública e das lideranças políticas tradicionais ainda pesa — e muito. Prefeitos, ex-prefeitos e grupos consolidados conseguem transferir votos, mas esse poder já não é absoluto como em outros tempos.

A tendência é de um eleitor mais dividido, que pode fragmentar sua votação entre nomes locais e candidatos apoiados por lideranças, dificultando previsões lineares.

A grande incógnita para outubro é saber até que ponto o prefeito Zeca Cavalcanti conseguirá cumprir a promessa de garantir uma votação expressiva para seus candidatos “de fora”. O mesmo vale para o grupo da ex-prefeita Madalena.

Se, por um lado, ambos possuem capital político e capacidade de mobilização, por outro enfrentam um cenário onde os candidatos da terra podem “comer pelas beiradas”, capturando votos justamente pela identificação direta com o eleitor.

Em um ambiente com múltiplas candidaturas locais, há também o risco de dispersão de votos, o que pode acabar beneficiando candidatos externos com bases mais consolidadas e votação regionalizada.

O que se desenha em Arcoverde é mais do que uma disputa eleitoral — é um teste sobre o peso real da política local frente às articulações externas.

Se os candidatos da terra conseguirem consolidar suas campanhas e evitar a fragmentação excessiva, podem surpreender e reafirmar a força do voto identitário. Caso contrário, o cenário pode favorecer, mais uma vez, os nomes apoiados por estruturas maiores.

Outubro dirá se Arcoverde optará por fortalecer sua própria representação ou manter a tradição de apostar em alianças externas.

Na prática, o eleitor terá a palavra final — e, desta vez, ela promete ecoar além das urnas. 

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Flávio Bolsonaro alerta para prejuízos de brigas internas no campo conservador

            Em um momento de crescente tensão entre lideranças do campo conservador, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) fez um apelo público por pacificação interna. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar defendeu que integrantes da direita brasileira deixem de lado conflitos pessoais e concentrem esforços na construção de um projeto político comum para o país.

A manifestação ocorre após uma troca de críticas entre o ex-deputado Carlos Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), evidenciando mais um episódio de atrito dentro do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

No pronunciamento, Flávio Bolsonaro classificou o cenário como preocupante e contraproducente. “É angustiante ver lideranças do nosso lado se confrontando enquanto há um país a ser reconstruído”, afirmou, ressaltando que disputas internas enfraquecem o grupo e não produzem vencedores.

O episódio que desencadeou a nova crise envolveu também o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que reagiu de forma contundente a uma interação de Nikolas Ferreira nas redes sociais. O parlamentar mineiro havia respondido com uma risada a uma publicação, gesto interpretado como provocação pela família Bolsonaro.

A partir daí, Eduardo elevou o tom das críticas, acusando Nikolas de desrespeito e de utilizar sua influência digital para impulsionar conteúdos e perfis críticos ao bolsonarismo. Em suas declarações, sugeriu ainda que a visibilidade conquistada pelo deputado teria contribuído para um distanciamento político e pessoal.

O episódio reforça um cenário de fragmentação dentro da direita brasileira, em um momento em que lideranças buscam se posicionar estrategicamente para as eleições futuras. Analistas avaliam que, apesar da base ideológica comum, disputas por protagonismo e influência nas redes sociais têm ampliado divergências internas.

O apelo de Flávio Bolsonaro surge, portanto, como uma tentativa de conter desgastes e reorientar o grupo, diante do desafio de manter coesão política em um ambiente marcado por disputas narrativas e concorrência por espaço no eleitorado conservador. 

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João Campos inicia agenda no Sertão com articulação política e simbolismo histórico no Araripe

           O pré-candidato ao Governo de Pernambuco pela Frente Popular, João Campos (PSB), dá início nesta segunda-feira a uma agenda estratégica no Sertão do Araripe, combinando articulação política, fortalecimento de alianças e gestos simbólicos que remetem à tradição de sua família na política nordestina.

Antes de ingressar em território pernambucano, o socialista cumpre um roteiro no Juazeiro do Norte, onde visita o memorial do Padre Cícero, em um gesto semelhante ao realizado por seu pai, Eduardo Campos, durante a campanha presidencial de 2014. A passagem também carrega valor afetivo, já que a região tem ligação com o legado de Miguel Arraes, bisavô do pré-candidato.

                Na sequência, João Campos segue para Araripina, município considerado peça-chave na estratégia eleitoral no Sertão. Diferente de disputas anteriores, o cenário político local agora é mais favorável ao socialista, que contará com o apoio do prefeito Evilásio Mateus (PDT).

A agenda na cidade inclui almoço com lideranças políticas e entrevista à rádio local, além de visita a trechos das obras da Transnordestina, empreendimento visto como fundamental para o desenvolvimento econômico da região.

O movimento em Araripina ganha ainda mais relevância diante do atual cenário político local. Apesar do apoio de Evilásio a João Campos, parte significativa das lideranças do município está alinhada à governadora Raquel Lyra (PSD), incluindo nomes como Miguel Coelho e Fernando Dueire (pré-candidatos ao Senado), além de Fernando Filho (deputado federal) e Roberta Arraes (PP).

O apoio do prefeito ao projeto socialista ocorre após um rompimento político com o grupo liderado por Raimundo Pimentel, aliado da governadora. Segundo Evilásio, divergências locais e falta de diálogo com o governo estadual motivaram o distanciamento.

Após cumprir agenda em Araripina, João Campos segue para Santa Cruz, onde participa, à noite, do lançamento da pré-candidatura de Eliane Soares (PSB) à Câmara Federal.

Na terça-feira, o roteiro continua com passagem por Ouricuri, incluindo entrevista à rádio local e encontros políticos. À noite, o socialista estará em Ipubi, onde participa de um ato político que marcará novas adesões ao PSB.

Entre os destaques está a filiação do prefeito João Marcos Siqueira ao partido, após anos de liderança no PSD local, além da entrada do vice-prefeito Glauber Pires. O evento também contará com o lançamento da pré-candidatura de Ana Abrantes (Republicanos) a deputada federal.

A movimentação no Sertão reforça a estratégia de interiorização da pré-campanha de João Campos, que busca consolidar alianças regionais e ampliar sua base política em um cenário de disputa que promete ser acirrado nas eleições estaduais. 

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