segunda-feira, 6 de abril de 2026

Pedido de cassação contra presidente da Câmara de Arcoverde abre nova frente de tensão política

         O cenário político de Arcoverde voltou a se intensificar com o protocolo de um pedido de cassação contra o vereador Luciano Pacheco (MDB), atual presidente da Câmara Municipal de Arcoverde. A denúncia, além do conteúdo jurídico, adiciona um elemento político relevante: foi apresentada por uma cidadã que é irmã de uma secretária da gestão do prefeito Zeca Cavalcanti.

A autora da representação é a cirurgiã-dentista Mércia Cavalcante de Lira Lumba, que, por meio do advogado Tércio Soares Belarmino, acusa o parlamentar de ter exercido atividade advocatícia de forma irregular enquanto já ocupava função na Mesa Diretora da Casa.

De acordo com a denúncia, Luciano Pacheco teria atuado como advogado nos dias 29 e 30 de abril de 2025 em um processo que tramita na 4ª Vara Criminal da Comarca de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Documentos anexados ao pedido indicam sua presença em cartório para acesso a mídias do processo e, posteriormente, sua participação em sessão do Tribunal do Júri na defesa de um acusado.

A acusação se baseia no artigo 28 do Estatuto da Advocacia, que estabelece impedimento para o exercício da advocacia por integrantes da Mesa Diretora do Legislativo. Segundo o entendimento apresentado, desde 1º de janeiro de 2025, quando assumiu a presidência da Câmara, o vereador já estaria legalmente impossibilitado de advogar.

Outro ponto destacado na denúncia é a suposta reincidência. Conforme o documento, Pacheco já teria sido alvo de questionamentos semelhantes em 2010, quando também ocupava a presidência da Casa Legislativa.

O fato de a denúncia partir de alguém com ligação familiar com integrante do governo municipal adiciona um novo ingrediente ao caso, ampliando as interpretações sobre possíveis motivações políticas e elevando a temperatura no ambiente institucional. Recentemente, por meio de notas publicada nas redes sociais, o prefeito Zeca Cavalcanti e seu vice, Siqueirinha, anunciaram que o vereador Luciano Pacheco não fazia mais parte de seu grupo político.

O pedido de cassação agora será analisado no âmbito da Câmara Municipal, podendo também repercutir em órgãos como o Ministério Público, a Ordem dos Advogados do Brasil e o Tribunal de Contas do Estado. Há informações que tal denúncia também já foi feita ao MPPE, mas não se sabe a decisão.

Nos bastidores, a movimentação já provoca reações e deve influenciar diretamente o clima político local, especialmente diante do papel político de Luciano Pacheco que deve anunciar sua pré-candidatura a deputado federal no palanque de João Campos.

CLIC AQUI E LEIA AQUI O PEDIDO DE CASSAÇÃO

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