A
declaração foi dada durante entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, nesta
segunda-feira (6), e ocorre após um período recente de tensão política
provocado por divergências estratégicas dentro do grupo aliado.
O
episódio mais recente que evidenciou o desgaste foi a decisão da governadora de
promover mudanças em cargos estratégicos do governo estadual, com o afastamento
de nomes ligados ao Partido Progressistas em órgãos relevantes, como a Ceasa
Pernambuco, o Porto do Recife e o Lafepe. A medida foi interpretada como uma
reação à aproximação do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) com o
pré-candidato ao Governo do Estado, João Campos (PSB).
Apesar
do contexto de tensão, Kaio Maniçoba minimizou o episódio, classificando-o como
parte natural das dinâmicas políticas. Segundo ele, a governadora exerceu uma
prerrogativa legítima ao reconfigurar sua base administrativa. “O governo
é de Raquel Lyra, e cabe a ela definir os rumos da gestão. Esse movimento já
foi superado”, afirmou.
O
parlamentar também destacou que, internamente, a federação formada por PP e
União Brasil mantém, em sua maioria, alinhamento com o projeto de reeleição da
atual governadora. Ele reforçou que há uma tendência de fortalecimento da
relação política no âmbito da Assembleia Legislativa de Pernambuco, onde as
articulações devem ganhar maior consistência nos próximos meses.
Enquanto
isso, o tabuleiro político segue em aberto. A composição da chapa majoritária
ainda não foi definida, mas nomes já começam a circular como possíveis
candidatos ao Senado, incluindo Túlio Gadêlha (PSD), Miguel Coelho (União
Brasil), o próprio Eduardo da Fonte (PP) e o senador Fernando Dueire (PSD).
A fala de Maniçoba indica uma tentativa de recomposição dentro da base governista, em um momento decisivo para a definição de alianças e estratégias eleitorais em Pernambuco. Foto: Arthur Botelho/Folha de Pernambuco
👉 Acompanhe mais notícias
e curta nossas redes sociais:


Nenhum comentário:
Postar um comentário