segunda-feira, 6 de abril de 2026

Justiça cobra explicações da Câmara de Arcoverde sobre processo de cassação do vereador Claudelino

             A suspensão do processo de cassação do vereador Claudelino Costa (PSB) voltou ao centro do debate político e jurídico em Arcoverde. Em decisão recente, o juiz João Eduardo Ventura Bernardo determinou que a Câmara de Vereadores de Arcoverde apresente, no prazo de dez dias, justificativas formais para a interrupção do trâmite legislativo.

A notificação foi encaminhada ao presidente da Casa, Luciano Pacheco, responsável por conduzir os trabalhos do Legislativo municipal. O magistrado também requisitou informações detalhadas sobre o andamento do processo e os motivos que levaram à sua suspensão, ocorrida no final do ano passado.

Claudelino Costa é alvo de acusações de suposta oferta de vantagem indevida ao empresário Micael Lopes, o que motivou a abertura do processo de cassação no âmbito da Câmara.

A interrupção do caso, no entanto, passou a ser questionada judicialmente. A defesa do empresário sustenta que a paralisação não ocorreu por razões técnicas, mas sim como parte de uma articulação política para esfriar o caso e favorecer o parlamentar, que ocupa o cargo de vice-presidente da Casa.

Em declarações públicas, Micael Lopes afirmou que recorreu ao Judiciário diante do que classificou como uma postura corporativista do Legislativo municipal. Segundo ele, haveria uma tentativa de blindagem política dentro da Câmara, dificultando o avanço das investigações.

A decisão judicial amplia a pressão sobre o Legislativo de Arcoverde, que agora terá que esclarecer oficialmente os critérios adotados na condução do processo. O caso também reacende o debate sobre transparência, autonomia dos poderes e responsabilidade institucional em situações que envolvem denúncias contra agentes públicos.

A depender das respostas apresentadas pela Câmara, o processo poderá ganhar novos desdobramentos jurídicos e políticos, com possíveis impactos no cenário local. 

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Operação Semana Santa registra queda de acidentes e nenhuma morte nas rodovias federais de Pernambuco

            O balanço da Polícia Rodoviária Federal sobre a Operação Semana Santa 2026 aponta um cenário positivo nas rodovias federais que cortam Pernambuco. Realizada entre os dias 2 e 5 de abril, a ação terminou sem registro de mortes, indicando uma redução significativa na gravidade dos sinistros em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Durante os quatro dias de operação, foram contabilizados 32 sinistros, com 38 pessoas feridas. O número representa uma queda relevante em relação a 2025, quando foram registrados 47 acidentes, 55 feridos e sete mortes nas estradas federais do estado.

Além da diminuição nos índices de acidentes, a PRF intensificou a fiscalização, abordando 3.399 veículos e 4.606 pessoas. Como resultado, foram emitidas 2.102 autuações e recolhidos 153 veículos com irregularidades.

Entre as infrações mais frequentes, o excesso de velocidade lidera o ranking, com 1.317 registros capturados por radares. A imprudência nas ultrapassagens também chamou atenção, com 174 autuações por manobras em locais proibidos, além de 125 casos de motoristas trafegando pelo acostamento.

Outras condutas de risco identificadas incluem o não uso do cinto de segurança (95 casos), a ausência de capacete (63) e o transporte irregular de crianças sem cadeirinha (33).

No combate à embriaguez ao volante, foram realizados 2.891 testes com etilômetro, resultando em 35 autuações e duas prisões. Ao todo, a operação também contabilizou 10 detenções por diferentes infrações.

Para a PRF, o resultado reforça a importância das ações educativas e de fiscalização intensiva, especialmente em períodos de grande fluxo nas rodovias, como feriados prolongados.

O desempenho da operação indica avanços na segurança viária, mas também evidencia a necessidade de manutenção das medidas preventivas para reduzir comportamentos de risco e preservar vidas nas estradas. 

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Pedido de cassação contra presidente da Câmara de Arcoverde abre nova frente de tensão política

         O cenário político de Arcoverde voltou a se intensificar com o protocolo de um pedido de cassação contra o vereador Luciano Pacheco (MDB), atual presidente da Câmara Municipal de Arcoverde. A denúncia, além do conteúdo jurídico, adiciona um elemento político relevante: foi apresentada por uma cidadã que é irmã de uma secretária da gestão do prefeito Zeca Cavalcanti.

A autora da representação é a cirurgiã-dentista Mércia Cavalcante de Lira Lumba, que, por meio do advogado Tércio Soares Belarmino, acusa o parlamentar de ter exercido atividade advocatícia de forma irregular enquanto já ocupava função na Mesa Diretora da Casa.

De acordo com a denúncia, Luciano Pacheco teria atuado como advogado nos dias 29 e 30 de abril de 2025 em um processo que tramita na 4ª Vara Criminal da Comarca de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Documentos anexados ao pedido indicam sua presença em cartório para acesso a mídias do processo e, posteriormente, sua participação em sessão do Tribunal do Júri na defesa de um acusado.

A acusação se baseia no artigo 28 do Estatuto da Advocacia, que estabelece impedimento para o exercício da advocacia por integrantes da Mesa Diretora do Legislativo. Segundo o entendimento apresentado, desde 1º de janeiro de 2025, quando assumiu a presidência da Câmara, o vereador já estaria legalmente impossibilitado de advogar.

Outro ponto destacado na denúncia é a suposta reincidência. Conforme o documento, Pacheco já teria sido alvo de questionamentos semelhantes em 2010, quando também ocupava a presidência da Casa Legislativa.

O fato de a denúncia partir de alguém com ligação familiar com integrante do governo municipal adiciona um novo ingrediente ao caso, ampliando as interpretações sobre possíveis motivações políticas e elevando a temperatura no ambiente institucional. Recentemente, por meio de notas publicada nas redes sociais, o prefeito Zeca Cavalcanti e seu vice, Siqueirinha, anunciaram que o vereador Luciano Pacheco não fazia mais parte de seu grupo político.

O pedido de cassação agora será analisado no âmbito da Câmara Municipal, podendo também repercutir em órgãos como o Ministério Público, a Ordem dos Advogados do Brasil e o Tribunal de Contas do Estado. Há informações que tal denúncia também já foi feita ao MPPE, mas não se sabe a decisão.

Nos bastidores, a movimentação já provoca reações e deve influenciar diretamente o clima político local, especialmente diante do papel político de Luciano Pacheco que deve anunciar sua pré-candidatura a deputado federal no palanque de João Campos.

CLIC AQUI E LEIA AQUI O PEDIDO DE CASSAÇÃO

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Pernambuco entra em estado de alerta com chuvas intensas e risco elevado em dezenas de municípios

          O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu, nesta segunda-feira (6), uma série de alertas que colocam grande parte de Pernambuco em situação de atenção máxima para eventos climáticos severos. Ao todo, 39 municípios estão sob classificação de “Grande Perigo”, o nível mais alto de risco, indicando possibilidade de chuvas intensas com impactos significativos.

As áreas mais afetadas incluem a Região Metropolitana do Recife, além da Zona da Mata Norte e Sul, regiões historicamente vulneráveis a alagamentos e deslizamentos em períodos de precipitação elevada. Cidades como Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Paulista, Camaragibe, Cabo de Santo Agostinho, Ribeirão, Rio Formoso estão entre as localidades com maior nível de alerta.

De acordo com o Inmet, o nível vermelho — classificado como Grande Perigo — é acionado quando há previsão de chuvas superiores a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia. Esse volume pode provocar alagamentos, enxurradas, transbordamento de rios e riscos à segurança da população.

Além do alerta máximo, o órgão também mantém áreas do estado sob bandeira laranja, que representa situação de “Perigo”, com previsão de chuvas entre 30 e 60 mm/h ou até 100 mm/dia. Esse aviso abrange partes da Região Metropolitana, Zona da Mata, Agreste e trechos do Sertão.

Já o restante do estado aparece sob alerta amarelo, indicando chuvas de menor intensidade, mas ainda assim com potencial para causar transtornos pontuais.

Especialistas reforçam a necessidade de atenção redobrada da população, especialmente em áreas de risco. Recomenda-se evitar deslocamentos desnecessários durante períodos de chuva intensa, além de monitorar atualizações dos órgãos oficiais e seguir orientações da Defesa Civil.

O cenário climático exige vigilância constante, sobretudo diante do histórico recente de eventos extremos no estado, que têm causado prejuízos materiais e colocado vidas em risco. 

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Política à Mesa | voto da terra contra o peso das estruturas: o novo xadrez eleitoral de Arcoverde

Com o encerramento da janela partidária e do prazo de filiações, o cenário eleitoral em Arcoverde entra, definitivamente, em uma fase mais clara — e, ao mesmo tempo, mais imprevisível. O tabuleiro está montado, as peças posicionadas e, agora, o que se observa é uma disputa que vai além de partidos: trata-se de identidade, pertencimento e força política local versus influência externa.

Arcoverde apresenta, neste ciclo, um número significativo de nomes locais disputando vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. Entre os candidatos a deputado estadual, surgem figuras como Rosinaldo Já Morreu (PSB), Olavo Bandeira (PSDB) e o Cel. Tibério. Já na corrida federal, o município conta com Luciano Pacheco (MDB), Israel Guerra (PP) e Warton Brito (PDT).

Esse conjunto de candidaturas revela um movimento que historicamente ganha força no interior: o eleitor tende a valorizar nomes “da casa”, que conhecem a realidade local, têm vínculos diretos com a população e, sobretudo, representam a possibilidade de maior presença política no município após as eleições.

Não é apenas uma questão emocional — é estratégica. O voto no candidato da terra carrega a expectativa de retorno em obras, investimentos e atenção direta às demandas locais.

Por outro lado, o prefeito Zeca Cavalcanti aposta em nomes de fora para compor seu palanque: Marcelo Gouveia (federal) e Gustavo Gouveia (estadual), ambos de Carpina. Já a ex-prefeita Madalena Britto deve apoiar Felipe Carreras (Recife) para federal e Diogo Moraes (Santa Cruz do Capibaribe) para estadual. Detalhe: o nome de Madalena ainda circula nas hostes socialista como possível nome para disputar uma vaga de Deputada Federal por Arcoverde.

Dentre esses nomes de pré-candidatos a deputados federais, o do presidente da Câmara, vereador Luciano Pacheco (MDB), pode ser a surpresa eleitoral, tornando-se um dos nomes fortes da campanha de João Campos em Arcoverde, já que o MDB é aliado do socialista. 

Essas escolhas não são aleatórias. Representam alianças políticas consolidadas, acesso a estruturas partidárias mais robustas e, principalmente, a promessa de recursos e articulações em níveis estadual e federal.

No entanto, esse modelo enfrenta um desafio recorrente: o distanciamento geográfico e simbólico. Para uma parcela significativa do eleitorado, apoiar candidatos de fora pode soar como abrir mão de protagonismo político local.

O eleitor de Arcoverde, como em boa parte do Sertão, não decide apenas com base em alinhamentos partidários. Há uma forte influência do sentimento de pertencimento. O discurso do “filho da terra” ainda mobiliza, especialmente quando há múltiplas opções locais competitivas.

Por outro lado, a força da máquina pública e das lideranças políticas tradicionais ainda pesa — e muito. Prefeitos, ex-prefeitos e grupos consolidados conseguem transferir votos, mas esse poder já não é absoluto como em outros tempos.

A tendência é de um eleitor mais dividido, que pode fragmentar sua votação entre nomes locais e candidatos apoiados por lideranças, dificultando previsões lineares.

A grande incógnita para outubro é saber até que ponto o prefeito Zeca Cavalcanti conseguirá cumprir a promessa de garantir uma votação expressiva para seus candidatos “de fora”. O mesmo vale para o grupo da ex-prefeita Madalena.

Se, por um lado, ambos possuem capital político e capacidade de mobilização, por outro enfrentam um cenário onde os candidatos da terra podem “comer pelas beiradas”, capturando votos justamente pela identificação direta com o eleitor.

Em um ambiente com múltiplas candidaturas locais, há também o risco de dispersão de votos, o que pode acabar beneficiando candidatos externos com bases mais consolidadas e votação regionalizada.

O que se desenha em Arcoverde é mais do que uma disputa eleitoral — é um teste sobre o peso real da política local frente às articulações externas.

Se os candidatos da terra conseguirem consolidar suas campanhas e evitar a fragmentação excessiva, podem surpreender e reafirmar a força do voto identitário. Caso contrário, o cenário pode favorecer, mais uma vez, os nomes apoiados por estruturas maiores.

Outubro dirá se Arcoverde optará por fortalecer sua própria representação ou manter a tradição de apostar em alianças externas.

Na prática, o eleitor terá a palavra final — e, desta vez, ela promete ecoar além das urnas. 

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Flávio Bolsonaro alerta para prejuízos de brigas internas no campo conservador

            Em um momento de crescente tensão entre lideranças do campo conservador, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) fez um apelo público por pacificação interna. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar defendeu que integrantes da direita brasileira deixem de lado conflitos pessoais e concentrem esforços na construção de um projeto político comum para o país.

A manifestação ocorre após uma troca de críticas entre o ex-deputado Carlos Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), evidenciando mais um episódio de atrito dentro do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

No pronunciamento, Flávio Bolsonaro classificou o cenário como preocupante e contraproducente. “É angustiante ver lideranças do nosso lado se confrontando enquanto há um país a ser reconstruído”, afirmou, ressaltando que disputas internas enfraquecem o grupo e não produzem vencedores.

O episódio que desencadeou a nova crise envolveu também o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que reagiu de forma contundente a uma interação de Nikolas Ferreira nas redes sociais. O parlamentar mineiro havia respondido com uma risada a uma publicação, gesto interpretado como provocação pela família Bolsonaro.

A partir daí, Eduardo elevou o tom das críticas, acusando Nikolas de desrespeito e de utilizar sua influência digital para impulsionar conteúdos e perfis críticos ao bolsonarismo. Em suas declarações, sugeriu ainda que a visibilidade conquistada pelo deputado teria contribuído para um distanciamento político e pessoal.

O episódio reforça um cenário de fragmentação dentro da direita brasileira, em um momento em que lideranças buscam se posicionar estrategicamente para as eleições futuras. Analistas avaliam que, apesar da base ideológica comum, disputas por protagonismo e influência nas redes sociais têm ampliado divergências internas.

O apelo de Flávio Bolsonaro surge, portanto, como uma tentativa de conter desgastes e reorientar o grupo, diante do desafio de manter coesão política em um ambiente marcado por disputas narrativas e concorrência por espaço no eleitorado conservador. 

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João Campos inicia agenda no Sertão com articulação política e simbolismo histórico no Araripe

           O pré-candidato ao Governo de Pernambuco pela Frente Popular, João Campos (PSB), dá início nesta segunda-feira a uma agenda estratégica no Sertão do Araripe, combinando articulação política, fortalecimento de alianças e gestos simbólicos que remetem à tradição de sua família na política nordestina.

Antes de ingressar em território pernambucano, o socialista cumpre um roteiro no Juazeiro do Norte, onde visita o memorial do Padre Cícero, em um gesto semelhante ao realizado por seu pai, Eduardo Campos, durante a campanha presidencial de 2014. A passagem também carrega valor afetivo, já que a região tem ligação com o legado de Miguel Arraes, bisavô do pré-candidato.

                Na sequência, João Campos segue para Araripina, município considerado peça-chave na estratégia eleitoral no Sertão. Diferente de disputas anteriores, o cenário político local agora é mais favorável ao socialista, que contará com o apoio do prefeito Evilásio Mateus (PDT).

A agenda na cidade inclui almoço com lideranças políticas e entrevista à rádio local, além de visita a trechos das obras da Transnordestina, empreendimento visto como fundamental para o desenvolvimento econômico da região.

O movimento em Araripina ganha ainda mais relevância diante do atual cenário político local. Apesar do apoio de Evilásio a João Campos, parte significativa das lideranças do município está alinhada à governadora Raquel Lyra (PSD), incluindo nomes como Miguel Coelho e Fernando Dueire (pré-candidatos ao Senado), além de Fernando Filho (deputado federal) e Roberta Arraes (PP).

O apoio do prefeito ao projeto socialista ocorre após um rompimento político com o grupo liderado por Raimundo Pimentel, aliado da governadora. Segundo Evilásio, divergências locais e falta de diálogo com o governo estadual motivaram o distanciamento.

Após cumprir agenda em Araripina, João Campos segue para Santa Cruz, onde participa, à noite, do lançamento da pré-candidatura de Eliane Soares (PSB) à Câmara Federal.

Na terça-feira, o roteiro continua com passagem por Ouricuri, incluindo entrevista à rádio local e encontros políticos. À noite, o socialista estará em Ipubi, onde participa de um ato político que marcará novas adesões ao PSB.

Entre os destaques está a filiação do prefeito João Marcos Siqueira ao partido, após anos de liderança no PSD local, além da entrada do vice-prefeito Glauber Pires. O evento também contará com o lançamento da pré-candidatura de Ana Abrantes (Republicanos) a deputada federal.

A movimentação no Sertão reforça a estratégia de interiorização da pré-campanha de João Campos, que busca consolidar alianças regionais e ampliar sua base política em um cenário de disputa que promete ser acirrado nas eleições estaduais. 

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domingo, 5 de abril de 2026

Mudança de partidos sacode a Alepe e redefine cenário político em Pernambuco

         Com o fim da janela partidária, encerrada na última sexta-feira (3), a Assembleia Legislativa de Pernambuco passa a operar sob uma nova lógica de forças políticas. O período, que permitiu a troca de legenda sem risco de perda de mandato, provocou uma das mais expressivas reconfigurações partidárias dos últimos anos no Legislativo estadual.

Ao longo de um mês — entre 5 de março e o início de abril —, 28 dos 49 deputados estaduais optaram por mudar de sigla, evidenciando um movimento articulado de reposicionamento político com impactos diretos na correlação de forças dentro da Casa.

O principal destaque desse processo foi o crescimento do PSD, partido liderado em Pernambuco pela governadora Raquel Lyra. A legenda se consolidou como uma das maiores bancadas da Alepe ao atrair nomes de diferentes espectros políticos, como Débora Almeida e Izaías Régis (ex-PSDB), Joãozinho Tenório (ex-PRD), Aglailson Victor (ex-PSB), Jarbas Filho (ex-MDB), além de Socorro Pimentel e Romero Sales Filho (ex-União Brasil) e Antônio Moraes (ex-PP).

Outro partido que saiu fortalecido foi o Podemos, que ampliou significativamente sua presença parlamentar. A sigla recebeu Gustavo Gouveia, Wanderson Florêncio, Luciano Duque e Fabrízio Ferraz, todos oriundos do Solidariedade, além de Edson Vieira (ex-União Brasil), Mário Ricardo (ex-Republicanos) e Jefferson Timóteo (ex-PP).

Mesmo tendo registrado perdas, o Progressistas (PP) também conseguiu expandir sua bancada com a chegada de Joel da Harpa (ex-PL), Gleide Ângelo, France Hacker e Danilo Godoy, estes três últimos vindos do PSB.

Já o PSB, comandado no estado pelo prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, também protagonizou movimentações estratégicas ao filiar Diogo Moraes (ex-PSDB), Waldemar Borges (ex-MDB) e Romero Albuquerque (ex-União Brasil).

Outras mudanças relevantes incluem a ida do presidente da Alepe, Álvaro Porto, do PSDB para o MDB, além da migração de Zé Queiroz (ex-PDT) para a mesma legenda. O PT também ganhou reforços com as filiações de Dani Portela (ex-Psol) e João Paulo Costa (ex-PCdoB). Já o Partido Novo passa a ter, pela primeira vez, representação na Casa com a chegada de Renato Antunes (ex-PL). Completando o cenário, Junior Matuto trocou o PRD pelo Republicanos.

Diante desse novo arranjo partidário, analistas políticos avaliam que a reorganização interna das bancadas deve influenciar diretamente o ritmo das votações, a formação de blocos e a condução das pautas estratégicas ao longo do ano legislativo, abrindo espaço para novas alianças e disputas dentro do Parlamento pernambucano. 

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Vinicius Castello deixa Secretaria no Recife e projeta novo passo na política estadual

              O secretário-executivo de Integração Metropolitana da Prefeitura do Recife, Vinicius Castello, oficializou neste sábado (4) sua saída do cargo que ocupava desde o início de 2025, marcando uma transição estratégica em sua trajetória pública.

Filiado ao PCdoB e com histórico político consolidado na Região Metropolitana, Castello deixa a função após um período dedicado à articulação entre o Recife e municípios vizinhos, com foco na construção de políticas integradas de desenvolvimento urbano e social. Durante sua passagem pela pasta, destacou-se pela interlocução institucional com diferentes esferas de poder, incluindo agendas em Brasília e parcerias com órgãos do Judiciário.

Ao fazer um balanço de sua atuação, o ex-secretário ressaltou a importância do trabalho desenvolvido na capital pernambucana, enfatizando o esforço conjunto para alinhar projetos estruturadores entre cidades como Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes.

“Foi um período de muito aprendizado e dedicação, no qual buscamos construir caminhos que promovam o desenvolvimento integrado e beneficiem diretamente a população. Sou grato pela confiança depositada pela gestão municipal”, afirmou.

A saída da secretaria ocorre em meio à sua pré-candidatura a deputado estadual. Ex-vereador de Olinda e candidato à prefeitura do município em 2024, Castello agora direciona seus esforços para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco, ampliando sua atuação política para todo o estado.

Segundo ele, o objetivo é fortalecer a representação popular e contribuir para a formulação de políticas públicas que promovam inclusão e oportunidades. “Coloco meu nome à disposição de Pernambuco com o compromisso de defender quem mais precisa e transformar desenvolvimento em resultados concretos na vida das pessoas”, declarou.

A movimentação reforça o início das articulações políticas no estado e evidencia a busca por novos espaços de atuação por parte de lideranças com experiência na gestão pública. 

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Avante lança Augusto Cury como pré-candidato à Presidência e amplia cenário para 2026

           O cenário político nacional ganhou um novo elemento neste domingo (5), com o anúncio do partido Avante de lançar o escritor Augusto Cury como pré-candidato à Presidência da República nas eleições de outubro. A entrada de um nome oriundo do campo intelectual e da psicologia no debate eleitoral sinaliza uma tentativa de diversificar as abordagens tradicionais da política brasileira.

De acordo com a legenda, a pré-candidatura está ancorada em propostas que priorizam o equilíbrio emocional da população, o fortalecimento da educação e a adoção de uma gestão pública mais humanizada. A sigla avalia que a iniciativa marca uma nova fase de posicionamento político, buscando protagonismo em meio às discussões nacionais.

Em declaração divulgada pelo partido, Cury destacou que sua eventual candidatura não está centrada em ambições pessoais, mas em um propósito coletivo. “Meu objetivo é contribuir para a construção do Brasil dos nossos sonhos. Não amo o poder, não preciso do poder e não busco o poder pelo poder. Não se trata de um projeto pessoal, mas de uma jornada”, afirmou.

Com o anúncio, o escritor passa a integrar um grupo já em formação de pré-candidatos à Presidência, que inclui nomes como Ronaldo Caiado, Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Renan Santos e Aldo Rebelo.

Natural de Colina, Augusto Cury nasceu em 1958 e construiu carreira consolidada como médico psiquiatra, pesquisador e escritor. Formado pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, também possui doutorado internacional em Psicologia Multifocal. Ao longo das últimas décadas, dedicou-se ao estudo das emoções e à produção literária, tornando-se um dos autores mais lidos do país.

Entre suas obras de maior destaque está o livro O Vendedor de Sonhos, que alcançou reconhecimento internacional e foi adaptado para o cinema em 2016, com direção de Jayme Monjardim. Sua trajetória também inclui atuação como professor, conferencista e pesquisador em congressos nacionais e internacionais.

A entrada de Cury na disputa presidencial adiciona um novo perfil ao debate político, com foco em aspectos emocionais e educacionais, e deve contribuir para ampliar as discussões sobre os rumos do país no próximo ciclo eleitoral. 

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