Ao
longo de um mês — entre 5 de março e o início de abril —, 28 dos 49 deputados
estaduais optaram por mudar de sigla, evidenciando um movimento articulado de
reposicionamento político com impactos diretos na correlação de forças dentro
da Casa.
O
principal destaque desse processo foi o crescimento do PSD, partido liderado em
Pernambuco pela governadora Raquel Lyra. A legenda se consolidou como uma das
maiores bancadas da Alepe ao atrair nomes de diferentes espectros políticos,
como Débora Almeida e Izaías Régis (ex-PSDB), Joãozinho Tenório (ex-PRD),
Aglailson Victor (ex-PSB), Jarbas Filho (ex-MDB), além de Socorro Pimentel e
Romero Sales Filho (ex-União Brasil) e Antônio Moraes (ex-PP).
Outro
partido que saiu fortalecido foi o Podemos, que ampliou significativamente sua
presença parlamentar. A sigla recebeu Gustavo Gouveia, Wanderson Florêncio,
Luciano Duque e Fabrízio Ferraz, todos oriundos do Solidariedade, além de Edson
Vieira (ex-União Brasil), Mário Ricardo (ex-Republicanos) e Jefferson Timóteo
(ex-PP).
Mesmo
tendo registrado perdas, o Progressistas (PP) também conseguiu expandir sua
bancada com a chegada de Joel da Harpa (ex-PL), Gleide Ângelo, France Hacker e
Danilo Godoy, estes três últimos vindos do PSB.
Já
o PSB, comandado no estado pelo prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo
de Pernambuco, João Campos, também protagonizou movimentações estratégicas ao
filiar Diogo Moraes (ex-PSDB), Waldemar Borges (ex-MDB) e Romero Albuquerque
(ex-União Brasil).
Outras
mudanças relevantes incluem a ida do presidente da Alepe, Álvaro Porto, do PSDB
para o MDB, além da migração de Zé Queiroz (ex-PDT) para a mesma legenda. O PT
também ganhou reforços com as filiações de Dani Portela (ex-Psol) e João Paulo
Costa (ex-PCdoB). Já o Partido Novo passa a ter, pela primeira vez,
representação na Casa com a chegada de Renato Antunes (ex-PL). Completando o
cenário, Junior Matuto trocou o PRD pelo Republicanos.
Diante desse novo arranjo partidário, analistas políticos avaliam que a reorganização interna das bancadas deve influenciar diretamente o ritmo das votações, a formação de blocos e a condução das pautas estratégicas ao longo do ano legislativo, abrindo espaço para novas alianças e disputas dentro do Parlamento pernambucano.
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