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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Folia dos Bois: quando uma cidade construiu identidade — e corre o risco de perdê-la

Tem coisa que dói mais do que barulho.

É o silêncio.

Como andar por Arcoverde em pleno Carnaval e não lembrar do tempo em que a cidade parecia suspensa?

Buíque lotada, Pesqueira fervendo, o Recife e Olinda disputados, as praias cheias. Diziam: “todo mundo viaja”.

Mas quem era esse “todo mundo”?
Os que podiam?
Os que tinham carro, hospedagem, convite?
Ou os 99% que ficavam?

A maioria ficava. Na terra. Na calçada. Na memória.

Construímos o São João. Foi quase natural. A vocação, o talento, os artistas, o sentimento coletivo. Mas o Carnaval… ah, o Carnaval era um desafio. Parecia que a cidade tinha aceitado o destino do silêncio.

Até que, em 2001, como bem lembrou Albérico Pacheco, alguém resolveu enfrentar a lógica pronta. Não foi só uma decisão administrativa. Foi política. Foi cultural. Foi um ato de teimosia afetiva: criar uma identidade para o Carnaval de Arcoverde.

Começou com três bois.
Três.

E vieram os risos dos “intelectuais políticos”, os comentários atravessados, as previsões de fracasso. No segundo ano eram sete. Depois vieram mais. E mais. Até que a Folia dos Bois virou movimento.

Em 2010, ganhou vitrine nacional na TV Globo. Não foi comprada. Não foi bancada com contratos milionários. Foi construída. Era história viva.

De três para trinta e três bois desfilando pela Praça da Bandeira. Ano com arquibancada. Criança brincando de boi na rua, no bairro, no recreio da escola. Porque quando a cultura entra na escola, ela deixa de ser evento e vira pertencimento.

Arcoverde começava a ser conhecida por algo que era só dela.

Pesqueira tem os Caiporas.
Bezerros tem os Papangus.
E Arcoverde estava se tornando a terra da Folia dos Bois.

Estava.

O mundo novo chegou com discursos modernos, planilhas frias e prioridades técnicas. E, aos poucos, o que era rastro virou poeira. O silêncio voltou, mas agora não é o silêncio de antes. É o silêncio de quem sabe o que perdeu.

Não se está apenas tirando o Carnaval do coração de Arcoverde.
Está se apagando uma construção coletiva.

E quando dizem: “mas estamos dando dinheiro aos blocos e troças”… fica a pergunta que insiste:

Cultura é só repasse?
É só cachê?
É só evento de calendário?

Ou cultura é identidade, é continuidade, é política pública com memória?

Dinheiro paga trio.
Pertencimento constrói geração.

Talvez o maior erro não seja acabar uma festa.
Seja esquecer que ela já tinha virado símbolo.

E símbolo, quando é abandonado, vira saudade.


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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Política à Mesa: Pesquisa Datafolha inaugura novo capítulo da disputa pelo Governo de Pernambuco em 2026

             A divulgação da primeira rodada da pesquisa Datafolha em Pernambuco, nesta sexta-feira (6), marca mais do que a apresentação de números: inaugura oficialmente o ano eleitoral no estado e estabelece o primeiro grande parâmetro de avaliação do cenário político rumo a 2026. O levantamento surge após um início de ano turbulento, permeado por embates públicos, disputas narrativas intensas e tentativas — frustradas ou incentivadas — de judicialização do debate político.

Registrada no último dia 30 sob o número PE-09595/2026, a pesquisa ouviu 1.022 eleitores em todas as regiões de Pernambuco. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, o que confere relevância estatística ao primeiro retrato amplo do ano eleitoral.

No centro desse tabuleiro estão dois protagonistas que concentram atenções, forças políticas e expectativas do eleitorado: o prefeito do Recife, João Campos (PSB), e a governadora Raquel Lyra (PSD), que busca a reeleição. A disputa pelo Palácio do Campo das Princesas ganha contornos ainda mais estratégicos diante de um elemento decisivo: a corrida simbólica e prática pelo alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

João Campos inicia o ciclo eleitoral como favorito. Desde 2024, o socialista vinha sustentando índices elevados nas pesquisas, refletindo forte recall eleitoral e protagonismo político. No entanto, analistas já identificavam sinais de desaceleração, o que torna esta rodada do Datafolha especialmente relevante. A principal expectativa é verificar se o prefeito recifense mantém patamares superiores a 50% das intenções de voto ou se o cenário começa a se desenhar como uma disputa mais equilibrada.

Do lado oposto, Raquel Lyra tenta reverter o quadro com uma estratégia baseada em reorganização política e administrativa. A governadora intensificou sua agenda institucional, reforçou a comunicação do governo e passou a investir com mais ênfase na aproximação com o Palácio do Planalto. O movimento ampliou sua presença no eleitorado de centro e pode representar um divisor de águas caso a pesquisa indique crescimento e redução da diferença em relação ao adversário.

No pano de fundo dessa disputa, episódios sensíveis também influenciam o ambiente político. Denúncias envolvendo a nomeação de concursados na Prefeitura do Recife fora da ordem de classificação, questionamentos sobre benefícios concedidos pelo Governo do Estado a empresas ligadas à família da governadora e o caso da chamada “polícia paralela”, que teria monitorado secretários municipais sem autorização formal, contribuíram para elevar a temperatura do debate público.

Além da corrida pelo Executivo estadual, a pesquisa Datafolha também lança luz sobre outro campo decisivo: a disputa pelo Senado. O desenho dessa eleição será determinante para a formação das chapas majoritárias e pode provocar rearranjos políticos significativos nos próximos meses, com potencial de surpreender tanto lideranças quanto o eleitorado. 

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

A mulher de César e o peso da aparência na gestão pública no caso Biesp

“A mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta"

A máxima atribuída ao imperador romano Júlio César atravessou séculos não por acaso. Ela sintetiza, com precisão quase cirúrgica, um princípio fundamental da vida pública: a confiança não nasce apenas da legalidade dos atos, mas também da forma como eles são comunicados, explicados e apresentados à sociedade.

Na administração pública contemporânea, onde a informação circula em velocidade vertiginosa e as redes sociais amplificam dúvidas, ruídos e versões, o desalinhamento entre discurso e prática é terreno fértil para a desconfiança. Quando o governo age corretamente, mas demora a explicar — ou explica mal — abre espaço para questionamentos que poderiam ser evitados.

A recente polêmica em Arcoverde sobre a posse do terreno onde será construído o BIESP é um exemplo didático desse fenômeno. Independentemente da legalidade do ato, o silêncio inicial e a falta de uma resposta rápida, preventiva e documental criaram um ambiente propício à dúvida. E, uma vez instalada, a desconfiança ganha vida própria.

Uma simples consulta às leis aprovadas pela Câmara de Vereadores de Arcoverde revela que o tema já estava juridicamente resolvido há quase cinco décadas. A Lei nº 1.342, de 02 de maio de 1977, sancionada pelo então prefeito Áureo Bradley, autoriza expressamente o Poder Executivo Municipal a doar ao Departamento de Terminais Rodoviários de Pernambuco (DETERPE) um terreno de 25.082 metros quadrados para a construção do Terminal Rodoviário da cidade.

O texto legal é claro, objetivo e detalhado. Define não apenas a doação, mas também as medidas e confrontações do terreno, deixando evidente que a área destinada ao terminal contempla não só a edificação, mas todo o espaço físico ao seu redor, incluindo vias que foram sendo abertas e estruturadas ao longo dos anos — algo facilmente verificável, inclusive, por imagens de satélite (Google Maps).

Ainda assim, a ausência de uma comunicação ágil e transparente por parte da secretaria diretamente envolvida no caso, especialmente diante da necessidade sensível de retirada de ocupantes da área, fez com que a prefeitura se tornasse alvo de críticas nas redes sociais. As respostas oficiais só vieram depois e, mesmo assim, sem a apresentação imediata de documentos ou dados técnicos capazes de encerrar o debate.

O problema, portanto, não foi jurídico. Foi comunicacional. E comunicação, na política, não é detalhe — é parte essencial da gestão.

Volta-se, então, à lição de César: na vida pública, estar certo não basta. É preciso parecer certo. Ser honesto não é suficiente; é necessário demonstrar honestidade de forma clara, acessível e antecipada. Governos que compreendem isso reduzem ruídos, fortalecem a credibilidade e preservam aquilo que mais importa: a confiança da sociedade.


GIRO DE NOTÍCIAS:

Capacitação - A Secretaria da Mulher de Arcoverde está com inscrições abertas para o Curso de Capacitação em Apoio de Segurança para Mulheres. São 20 vagas para mulheres, a partir de 18 anos, que tenham interesse de trabalhar na área de segurança de eventos. O curso será nos dias 22 e 23 de janeiro, das 9h às 11h, e as inscrições devem ser feitas no instagram da Secretaria da Mulher @arcoverdemulheres.

Cultura - O Coco Raízes de Arcoverde realiza no próximo dia 23 de janeiro, a partir das 19h, o primeiro ensaio aberto do ano. O evento acontece na sede do grupo, na Mário Napoleão, no Alto do Cruzeiro, com as apresentações de Negadeza (Olinda) & grupo Rala Coco (Olinda), Orquestra Maktub (Arcoverde) e Maracatu Batuque do Sertão (Arcoverde).

Petrolândia – Acompanhado de uma comitiva que incluía representantes dos bairros Nova Esperança e Novo Horizonte, o prefeito de Petrolândia, Fabiano Marques (Republicanos), esteve na sede da Compesa, em Recife. Foi em busca de soluções para o abastecimento de água na cidade, especialmente nos dois bairros. Ouviu da presidência da companhia promessas de curto, médio e longo prazo. Pelo jeito a Compesa resolveu apresentar broncas em todo canto coma chegada da privatização. 

Caruaru - A Prefeitura de Caruaru divulgou a programação oficial do Pré-Carnaval Multicultural 2026. A festa será realizada nos dias 6 e 7 de fevereiro e contará com mais de 50 atrações distribuídas em cinco polos fixos, além de um circuito itinerante com apresentações em trios elétricos pelas ruas do Centro. A abertura acontece na sexta-feira (6), com shows concentrados no Polo Carlos Fernando, montado na Estação Ferroviária. Na grade tem nomes como André Rio, Benil, Ed Carlos, Xanddy Harmonia, entre outros.

Venturosa - A Prefeitura de Venturosa chamou, os aprovados não quiseram vir e assumir e então o prefeito Kelvin Cavalcanti (PSD) assinou vários decretos de “desistências tácitas” de candidatos aprovados em concurso público para várias funções e cargos. As principais desistências são de aprovados para Agente de Combate às Endemias, Auxiliar de Serviços Administrativos, Assistente Social e Recepcionista. Com a decisão, os concursados que estão na lista de espera agora poderão ser chamados. 

FRASE DO DIA

“As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras” (Friedrich Nietzsche)

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Caso Arthur: retrato cruel da falência do Estado e da vitória da barbárie

           “Barbárie: é a condição daquilo que é selvagem, cruel, desumano e grosseiro. Que não tem leis nem civilização”. Essa palavra entrou em cena no Sertão pernambucano sob os olhos do Estado, dos chamados civilizados.

O brutal caso do menino Arthur, de apenas 2 anos, expõe as feridas abertas de uma sociedade que se vê à deriva entre a indignação popular e a falência das instituições. Retrata a cruel da falência de diversos sistemas de proteção social. Arthur foi vítima de uma violência extrema, cometida por pessoas que deveriam zelar pela sua segurança, e, em um desdobramento que surpreende e amedronta, um dos suspeitos foi linchado pelas próprias mãos da multidão ao ser retirado da viatura policial.

Essa reação violenta, embora compreensível à primeira vista diante de um crime tão hediondo, representa um grave desafio ao Estado de Direito. O linchamento, um ato extrajudicial movido pelo desespero e pela indignação, acaba por minar a confiança nas instituições responsáveis por julgar e punir os culpados. Ao mesmo tempo em que a sociedade clama por justiça imediata, ela se vê, paradoxalmente, contribuindo para a própria desordem, transformando a dor coletiva em um espetáculo de violência.

Outro aspecto inquietante desse episódio é a atenção que a tragédia tem recebido nas redes sociais. Em meio à comoção, o perfil da mãe de Arthur — que havia deixado o filho aos cuidados de terceiros, quando deveria estar o protegendo — vem ganhando seguidores a passos largos. Essa contagem de likes e de novas conexões revela um fenômeno contemporâneo perturbador: a transformação do sofrimento em conteúdo digital. Em vez de focarmos exclusivamente na dor de uma perda irreparável, muitos se veem seduzidos pelo potencial de viralização e pela promessa ilusória de popularidade, ofuscando a gravidade dos fatos e a necessidade de uma reflexão profunda.

O caso de Arthur é, assim, um duplo espelho das fragilidades do nosso tempo. De um lado, temos a falência dos mecanismos de proteção infantil e da justiça formal, que falharam em prevenir um crime tão brutal. Do outro, a reação imediatista e violenta da população, que, ao se precipitar para fazer justiça com as próprias mãos, reforça um ciclo de violência e desconfiança. A realidade é que, sem o fortalecimento das instituições e sem um debate sério sobre os limites éticos da exposição do sofrimento nas redes, estaremos sempre fadados a repetir esse triste capítulo.

A governadora fala em “enxergar os erros que aconteceram. Foi uma barbárie”, mas teme em apontar os erros do Estado. Representantes dos direitos humanos protestam contra a forma brutal da morte do suspeito pelo crime, mas não aponta para a violência que castiga milhares e milhões de crianças vítimas da violência doméstica, muitas vezes dos próprios familiares. E a sociedade? Muitas vezes silencia, num pacto de concordância e espanto com a barbárie. 

É urgente, portanto, que se repense a forma como lidamos com tragédias assim: que a busca por justiça não se traduza em violência popular e que o luto não seja monetizado ou transformado em espetáculo. A memória de Arthur e a necessidade de proteger nossas crianças devem nos impulsionar a construir um sistema de segurança e de justiça que seja verdadeiramente humano, capaz de acolher e agir de forma responsável diante das mazelas que assombram nossa sociedade.

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segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Política de Pernambuco: movimentos estratégicos para as Eleições de 2026

              Com as eleições estaduais de 2026 cada vez mais próximas, os principais atores políticos de Pernambuco começam a intensificar suas movimentações, consolidando alianças e disputando espaços no cenário político. Duas figuras de destaque nesse processo são o prefeito do Recife, João Campos (PSB), e a governadora Raquel Lyra (PSDB), cujas ações recentes revelam estratégias bem definidas com vistas ao pleito estadual, com foco em uma disputa pelo cargo de governador.

O prefeito do Recife, João Campos, tem adotado uma série de estratégias que visam não só consolidar sua gestão na capital, mas também construir um cenário favorável para sua possível candidatura ao governo de Pernambuco em 2026. Recentemente, Campos promoveu uma série de nomeações na prefeitura, movimentações que têm atraído políticos e partidos de diferentes tendências ideológicas. Ao reforçar sua base de apoio com nomes de relevância local e nacional, o prefeito demonstra que está trabalhando para formar um grande arco de alianças, o que é fundamental para as eleições estaduais.

Enquanto João Campos busca consolidar sua candidatura por meio de nomeações e alianças estratégicas, a governadora Raquel Lyra adota um caminho diferente para fortalecer sua posição no cenário político de Pernambuco. Com a promessa de promover desenvolvimento e entregar benefícios diretamente para a população, Lyra começa a se deslocar para o interior do estado, contrariando fala de seu próprio secretário da Casa Civil, que disse em entrevista que a hora da política não seria agora.

A decisão de Lyra de "ganhar as ruas" e realizar visitas às cidades do interior é um movimento claro para reforçar sua presença política fora da capital e se conectar diretamente com os anseios da população. A decisão da governadora de seguir com uma agenda pública intensa no interior reflete uma estratégia de visibilidade e proximidade, algo fundamental para sua candidatura ao governo em 2026.

Com João Campos e Raquel Lyra se preparando para uma possível disputa pelo governo de Pernambuco em 2026, o estado irá testemunhar uma movimentação intensa entre as duas lideranças.

Ambos os políticos têm plena consciência de que a corrida pelo governo estadual será marcada por um forte confronto de estratégias. A busca pelo apoio dos eleitores do interior será um fator decisivo, visto que a eleição para governador em Pernambuco sempre teve forte influência das regiões mais distantes da capital. O sucesso de suas estratégias depende, portanto, da capacidade de cada um em equilibrar suas bases eleitorais e garantir que suas alianças políticas se mostrem sólidas até o dia da eleição.

Com os próximos meses prometendo novas movimentações, o cenário político de Pernambuco se torna cada vez mais dinâmico e imprevisível. A disputa por Pernambuco, que se intensificará ao longo dos próximos anos, está apenas começando, e os próximos passos de João Campos e Raquel Lyra serão fundamentais para definir quem terá a liderança política do estado nas eleições de 2026.

PEDALA 2X0 – A Secretaria de Turismo de Arcoverde realizou neste final de semana dois eventos de Pedal Tur, reunindo desde crianças, no sábado, a adultos, no domingo. Além da prática esportiva e saudável o que pode ser visto nos dois eventos foi a supremacia do vice-prefeito, Wevertton Siqueira – Siqueirinha, nas redes sociais sobre a imagem do titular e prefeito, Zeca Cavalcanti. Nos dois eventos, Siqueirinha pedalou mais rápido e postou seus vídeos super produzidos primeiros que a prefeitura e o titular dela, Zeca. Na disputa dos filmes pelo Oscar popular, o vice e sua equipe de mídia deram de 2x0.

GOLPE - Michele e Eduardo Bolsonaro estavam entre os maiores defensores do golpe armado contra a posse de Lula, de acordo com a primeira delação de Mauro Cid, publicada pelo jornalista Elio Gaspari. Eram e ainda são as pessoas mais próximas do ex-presidente e seus maiores porta-vozes na política. Nas articulações do golpe contra a democracia, havia até um plano que previa o assassinato de Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes. 

SEMENTES - O Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) definiu o mês de março como prazo máximo para finalizar o ciclo de distribuição de sementes de feijão, milho e sorgo aos agricultores e agricultoras familiares do Agreste, Zona da Mata e Região Metropolitana dentro do Programa Terra Plantar. Isso garante o plantio dentro do período de chuvas e, consequentemente, provocará impactos relevantes na safra 2024/2025. A informação foi divulgada na quarta-feira (22), pela presidente do IPA, Ellen Viégas, em Arcoverde. 

COMPESA - Ao lado dos deputados Pedro Campos, Sileno Guedes e Cayo Albino, o deputado Waldemar Borges conduziu uma importante reunião de trabalho do PSB, em Gravatá, para discutir a proposta de concessão de parte dos serviços da Compesa, com a presença de prefeitos, vereadores e representantes de 20 municípios pernambucanos. A privatização da Compesa proposta pela governadora Raquel Lyra não vem sendo bem vista em nenhuma parte do estado. Segundo Pedro Campos, o governo estadual conduz esse processo de maneira equivocada, deixando à margem pontos essenciais ao interesse do povo.

CARNAVAL NA ORLA – Após anuncia sua disposição para disputar a presidência da Associação Municipalista de Pernambuco – AMUPE, o prefeito de Petrolândia, Fabiano Marques (Republicanos), divulga nesta segunda-feira (27) a programação do Carnaval 2025 do município. O evento promete agitar a Orla Fluvial da cidade com blocos, bonecos de panta, orquestras de frevo, pagode, samba e nomes regionais que vão agitar os foliões entre os dias 1 e 4 de março.

CARNAVAL NA PRAÇA - No clima de carnaval, a secretária de Turismo de Arcoverde, Nerianny Cavalcanti, marcou para este dia 30 de janeiro o anúncio de toda a programação do Carnaval Folia dos Bois, inclusive os homenageados do Baile Municipal e da folia de momo. Para o pré-carnaval na Praça da Bandeira já estão anunciados: Rafa e Pipo Marques; Netinho, ícone do axé; Marcinho Dhuka, Almir Rouche e Marrom Brasileiro. Na semana oficial de festas, o Carnaval Folia de Bois, criado em 2003 no Governo Rosa Barros, promete movimentar a cidade com uma programação descentralizada. Garante o governo.

TERRA PRONTA – Em Itaíba, o prefeito Pedro Pilota (Republicanos) colocou a mão na massa e está disponibilizando duas (2) horas de trator para os pequenos produtores prepararem a terra para o plantio. Com isso e a chegada das chuvas, os agricultores vão poder antecipar o plantio já que o governo do estado pretende entregar todas as sementes do Agreste até março. Para o prefeito, o programa é uma mão amiga para quem não tem condições de contratar horas máquinas para preparar a terra. “Os produtores rurais vão ter a assistência permanente da prefeitura para produzirem”, afirmou.

NOME SUJO - O Sindicato dos Servidores Municipais de Serra Talhada registrou Boletim de Ocorrência na sexta-feira na Delegacia de Polícia da cidade contra a prefeitura comandada pela petista Márcia Conrado. Acusa a Prefeitura de não vir pagando os empréstimos consignados – descontados em folha – de servidores, a maioria inativos, o que vem provocando inadimplência dessas pessoas. A grande maioria já está com o nome de maus pagadores na Serasa. Segundo o sindicato, desde setembro não têm sido pagas as parcelas dos consignados pela previdência municipal.

FRASE DO DIA

“Na desvalorização do passado está implícita uma justificativa da nulidade do presente”. (Antônio Gramsci)

domingo, 5 de janeiro de 2025

Arquimedes Valença – O Prefeito que se tornou ícone em Buíque

             Arquimedes Valença não é apenas mais um ex-prefeito que encerrou seu mandato. Ele é um marco, um ícone na história de Buíque. Com cinco mandatos como prefeito, somados a décadas de atuação na política e gestão pública, Arquimedes transformou o município em um modelo de desenvolvimento, equilíbrio administrativo e proximidade com o povo.

Se há algo que define Arquimedes é seu carisma natural e a habilidade de se conectar com a população. Durante seus oito anos consecutivos no comando de Buíque, ele não apenas governou; ele ouviu, esteve presente e foi uma figura constante em todas as comunidades, do centro urbano aos recantos mais distantes da zona rural. Essa conexão é resultado de uma liderança empática, que enxerga as necessidades de cada cidadão e as transforma em prioridades de gestão.

Arquimedes uniu algo raro na política: o concreto das obras com o intangível da empatia. Sob sua liderança, Buíque viu a construção de um novo hospital, escolas reformadas, ruas asfaltadas, sistemas de saúde e educação modernizados e o turismo fortalecido no Parque Nacional do Catimbau.

Essas realizações não são apenas números em um relatório de gestão; são histórias de transformação. É a mãe que agora tem acesso rápido a serviços de saúde na zona rural, o agricultor que vê sua produção apoiada pelo Garantia Safra ou o estudante que frequenta uma escola equipada e bem cuidada.

Arquimedes carrega consigo um dos maiores trunfos de qualquer líder político: o carisma. Ele não é lembrado apenas como o gestor que pagou salários em dia, realizou obras e organizou as contas públicas; é lembrado como o homem que conversava com os moradores nas feiras, que entendia as dores das comunidades e que falava a língua do povo.

Essa proximidade não é fabricada – é autêntica. É o que o coloca em um patamar diferenciado, não apenas como um político, mas como uma liderança que inspirou e continua a inspirar gerações em Buíque.

Ao deixar a prefeitura, Arquimedes entrega um município com uma base sólida para o futuro. Mas seu verdadeiro legado vai além das obras físicas ou dos números financeiros. Ele deixa um exemplo de que a política pode ser feita com compromisso, respeito e humanidade.

Arquimedes Valença entra para a história de Buíque não apenas como o prefeito que promoveu uma transformação estrutural, mas como um ícone que mostrou que governar é, antes de tudo, servir. Ele deixa o cargo, mas permanece na memória e no coração do povo buiquense.

Essa combinação de força, carisma e entrega faz de Arquimedes Valença não apenas uma liderança do passado, mas uma referência para o futuro político de Buíque e da região. Ele é a prova viva de que a história de um lugar não se constrói apenas com tijolos, mas com empatia e inspiração.

Arcoverde – Ao visitar as secretarias no primeiro dia útil após a posse, o prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti (Pode), começou a mostrar o cenário que encontrou em algumas pastas e fez a pregação da famosa “herança maldita” do governo passado. Na Secretaria de Serviços Públicos disse que a herança não foi das melhores, mostrando em vídeo veículos sucateados, sem condições de funcionarem em meio a cidade com lixo acumulado em várias partes da cidade. O lixo continua em muitas partes ainda.

Arcoverde 2 – Em entrevista ao Podcast LW, o vereador e agora presidente da Câmara de Vereadores de Arcoverde, Luciano Pacheco (MDB), disse que o prefeito Zeca não foi derrotado na eleição da Mesa Diretora. Zeca tinha indicado o vereador Rodrigo Roa (Pode), mas Célia apresentou o nome de Luciano e ele acabou tendo até o voto de Rodrigo. Pacheco afirmou que pediu desculpas ao colega de bancada, mas disse que entre votar em Rodrigo e nele, fez a segunda opção. Prometeu uma presidência aberta e democrática.

Sertânia – A prefeita de Sertânia, Pollyanna Abreu (PSDB), apresentou a frota de veículos que encontrou na prefeitura ao assumir seu primeiro mandato. Na Secretaria de Agricultura a bagaceira era generalizada, com veículos e equipamentos até com ferrugem. Segundo o secretário Toinho Almeida a situação é “muito difícil”. Detalhe, Sertânia tem uma das maiores zona rurais da região. É um município onde os distritos e povoados estão bem distantes da sede, exigindo um trabalho muito articulado para suprir as demandas da população.

Itaíba – O prefeito Pedro Pilota (Republicanos) abriu ontem a tradicional Festa de Reis do Jirau. A abertura foi adiada devido a problemas na montagem da estrutura, mas as apresentações marcadas para ontem (Pedrinho Pegação e Vilões do Forró) foram adiadas para a segunda-feira (6). Hoje, sobem no palco da festa Manim Vaqueiro e Ciro Santos. No domingo (5), a festa fica por conta de Márcia Felipe e Léo Foguete.

Pedra – Eleito para comandar a Mesa Diretora da Câmara Municipal da Pedra, o vereador Mecinho Lira promete transparência e muito trabalho à frente da casa legislativa. Vai dirigir a casa legislativa tendo ao lado os vereadores Benevides e Riva de Jota. Integrante da base do prefeito Junior Vaz (PV), Mecinho prega a união. “Juntos vamos trabalhar pelo bem da nossa amada Pedra. Vamos seguir trabalhando”, afirmou.

A semana – Com certeza a semana foi da vereadora Célia Galindo (Podemos), dada como carta fora do baralho na disputa da Mesa Diretora da Câmara Municipal, deu um baile de última hora e emplacou uma chapa encabeçada pelo vereador Luciano Pacheco (MDB). Terminou virando manchete nos principais blogs e sites do estado e mostrou que política é feita com paciência, conversa e respeito. Na nova Mesa Diretora, Célia ficou com a primeira secretaria. Repetiu-se o filme de 2012/2013 quando estava tudo certo e deu tudo errado.

FRASE DA SEMANA

“Os homens erram, os grandes homens confessam que erraram”. (Voltaire)

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segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Painel: João Campos dispara em pesquisa e Arcoverde segue tendência estadual

                A recente pesquisa do Instituto Opinião, divulgada pelo Blog do Magno, trouxe números impressionantes sobre a disputa entre João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSDB) para o Governo do Estado. Com 76,2% das intenções de voto contra 15,8% de Raquel, João aparece com uma confortável diferença de mais de 60 pontos percentuais na pesquisa estimulada. 

Na pesquisa espontânea, a vantagem de João também é significativa, com mais de 30 pontos à frente de Raquel, mas um detalhe chama atenção: 41% do eleitorado permanece indeciso, evidenciando que o jogo ainda pode sofrer alterações, especialmente com a mobilização de lideranças locais e a dinâmica da campanha.

Embora João Campos esteja liderando com ampla margem no estado, o panorama político de Arcoverde reflete um equilíbrio mais complexo. Raquel Lyra, hoje, detém o apoio de figuras políticas importantes da cidade, como o atual prefeito Wellington Maciel, que carrega uma reprovação de mais de 80%; e o prefeito eleito Zeca, que levou o pleito com 59% dos votos válidos, além de seis vereadores.

Por outro lado, João Campos conta com uma base de apoio igualmente expressiva, liderada pela ex-prefeita Madalena Britto, uma figura influente na política local que mesmo enfrentando as máquinas municipal, estadual e a câmara de vereadores, obteve quase 40% dos votos válidos no pleito passado. Soma-se a ela, outros ex-prefeitos, como Julião, Rosa e Erivânia, e o suporte de pelo menos quatro vereadores.

Historicamente, o comportamento eleitoral de Arcoverde costuma acompanhar as tendências estaduais. Se João Campos mantém sua trajetória ascendente no restante do estado, é possível que isso se reflita também na cidade, mesmo com a força política que Raquel conseguiu reunir localmente. No entanto, os 41% de indecisos registrados na pesquisa espontânea indicam que ainda há espaço para mudanças significativas no cenário. A disputa em Arcoverde promete ser uma síntese interessante do embate estadual, onde estratégias locais, histórico de realizações e o peso das lideranças podem fazer a diferença.

PESO DAS LIDERANÇAS - A ampla vantagem de João Campos na pesquisa Opinião não é uma surpresa, dado seu histórico de liderança no estado e o legado político que carrega. Porém, a forte base de apoio de Raquel Lyra em cidades como Arcoverde mostra que a eleição não está totalmente definida, especialmente em locais onde o apoio de lideranças ainda pesa significativamente no voto do eleitorado, o que não é o caso da Capital do Sertão.

REFLEXO DO ESTADO - Com as eleições se aproximando, resta saber se os números se consolidarão ou se Raquel conseguirá reverter a vantagem de João, ao menos em cidades estratégicas como Arcoverde. Uma coisa é certa: o termômetro de Arcoverde deverá ser mais uma vez um espelho fiel do que veremos nas urnas estaduais. Se pegarmos as últimas eleições estaduais e comparar com os dados da cidade, veremos que os números finais são sempre semelhantes, proporcionalmente.

NOVA ITAÍBA – Considerado um dos sangues novos saídos da última eleição, o prefeito eleito de Itaíba, Pedro Pilota (Republicanos), promete dar um salto na já vitoriosa e aprovada administração da prefeita Regina Cunha (Podemos), sua madrinha política. Prepara-se para promover mudanças nas secretarias com uma nova estrutura e apostar na inovação tecnológica para avançar com os serviços prestados à população.

TABIRA EM DESTAQUE - O município de Tabira, em Pernambuco, celebra uma conquista significativa no campo da saúde, com o reconhecimento nacional do seu serviço de mamografia. Este feito é resultado do Programa de Qualidade em Mamografia, promovido pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), que visa garantir a excelência na detecção precoce do câncer de mama. Tabira se destaca como o único serviço público municipal no estado a obter essa distinção.

BUÍQUE NA TELA – É o que promete o novo prefeito Túlio Monteiro (MDB) como revelou em entrevista à Rádio Agnus Dei, sábado passado (9), ao lado de sua vice, Miriam Briano. Anunciou a vinda de obras, a implantação de um distrito industrial para a atração de empresas e geração de empregos, além de ressaltar a conquista das obras de construção da estrada de São Domingos, que vai avançar com o desenvolvimento da maior bacia leiteira de Pernambuco. 

ARCOVERDE NO PÓDIO - Arcoverde brilha no Campeonato Pernambucano de Judô! A equipe de judô de Arcoverde participou da 3ª fase do Campeonato Pernambucano, realizada no Geraldão, Recife, com 10 atletas talentosos representando nossas escolas. Os jovens judocas conquistaram medalhas de ouro, prata e bronze, mostrando a força do esporte na educação municipal. Estavam lá alunos das escolas Alfabeto, Ivany Bradley, ECIM, Japiassu e Cardeal.

PEDRA EM SUSPENSE – Assim como em Arcoverde, onde a eleição para prefeito pode ficar na justiça por um bom tempo, na cidade da Pedra o caminho parece ser o mesmo. Lá, a Justiça Eleitoral marcou para o dia 2 de dezembro a audiência de instrução da ação que pede a inexigibilidade e cassação da chapa do prefeito Junior Vaz (PV) por abuso de poder político e econômico. Provas documentais apontam um esquema no qual Júnior Vaz se favorece de pagamentos oficiais como moeda de troca eleitoral.

ATENÇÃO, GRAVANDO - Hoje, dezenas de prefeitos e prefeitas eleitas participam do Seminário Novos Gestores promovido pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), com o tema “Gestão que Transforma”. O encontro acontece no Hotel Canários de Gravatá, até amanhã, dia 12, e com certeza será um verdadeiro cenário cinematográfico para prefeitos e prefeitas gravarem seus vídeos e jogarem nas redes sociais. Resta saber se além dos filmetes, o que as populações dessas cidades vão ganhar com o encontro.

SUSPENSE DE ARCOVERDE – Na cidade do Cardeal, a audiência de instrução com oitiva de testemunhas acontece hoje de manhã, mas em pauta está a ação que pede a cassação da chapa do Partido Progressista – PP, por fraude à cota de gênero. Uma outra ação corre paralela por abuso de poder político e econômico contra a chapa encabeçada pelo prefeito eleito Zeca Cavalcanti. Em 2020, Zeca entrou com uma mesma ação deste tipo que afastou Wellington Maciel por 100 dias, agora pode experimentar do mesmo prato. 

“Que maravilha é ninguém precisar esperar um único momento para melhorar o mundo” (Anne Frank)


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sábado, 22 de julho de 2023

Lei da Ficha Limpa e suas diretrizes para quem sonha com o poder

                Criada há 13 anos, a Lei da Ficha Limpa volta à cena no próximo ano quando os cidadãos e cidadãs brasileiras vão escolher os prefeitos e vereadores de mais de 5,5 mil municípios. Sobre isso, o Dr. Pedro Melchior, do escritório Barros Advogados Associados destaca suas principais diretrizes e seu impacto na vida nacional desde sua criação.

A Lei Complementar nº 135/2010 - Criada a partir de iniciativa popular, acrescentou dispositivos à Lei Complementar nº 64/90 (Lei de Inelegibilidade), estabelecendo critérios mais rígidos para que candidatas e candidatos possam disputar uma eleição.

A lei afasta do pleito as pessoas que não cumprem determinadas regras de elegibilidade ou que se enquadram em alguma das causas de inelegibilidade previstas em seus itens.

Desde o seu advento, a Lei da Ficha Limpa impacta a vida política nacional. Entre os seus dispositivos, a norma proíbe a candidatura de pessoas que tiveram representação julgada procedente pela Justiça Eleitoral, em decisão transitada em julgado ou dada por órgão colegiado, em processo de apuração de abuso de poder econômico ou político.

A regra também impede que disputem as eleições pessoas que tiveram contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas, por irregularidade insanável, caracterizando ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente.

Afasta ainda da eleição, por oito anos, aqueles que forem condenados – em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral – por corrupção eleitoral, compra de votos, doação, arrecadação ou gastos ilícitos de recursos de campanha ou por conduta vedada a agentes públicos em campanhas eleitorais que impliquem cassação do registro ou do diploma, entre outras regras. 

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segunda-feira, 17 de julho de 2023

Eleições 2024: Redução do teto de candidatos a vereador é desafio para partidos e federações

                Algumas mudanças promovidas no âmbito da Justiça Eleitoral vão afetar diretamente as eleições de 2024 em todos os municípios brasileiros. Uma delas trata da disputa eleitoral para as Câmaras de Vereadores, como revela o advogado Dr. Pedro Melchior, da Barros Advogados Associados.

Uma mudança que pode parecer sutil para o eleitor e que já esteve vigente na eleição geral do ano passado será aplicada pela primeira vez em um pleito municipal.

Diferente de outras disputas, onde cada partido podia apresentar uma nominata condizente com o total de vagas nas Câmaras de Vereadores mais a metade (150%), agora cada sigla ou federação terá como teto a inscrição do total de cadeiras mais um (100% mais um).

Por exemplo, na cidade X onde a Câmara é composta por 10 vereadores, cada partido ou federação poderá apresentar, no máximo 11 candidatos, não mais 15 como foi até 2020.

A previsão está contida na lei 14.211/21, que estabeleceu a redução do número máximo de candidatos ao legislativo e tende a provocar uma escolha mais criteriosa dos postulantes. 

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