terça-feira, 24 de março de 2026

Lula sanciona lei contra facções e endurece regras para auxílio-reclusão e voto de presos

                O combate ao crime organizado no Brasil ganhou um novo marco legal nesta terça-feira (24), com a sanção do projeto conhecido como “PL Antifacção” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova legislação estabelece medidas mais rígidas contra integrantes de organizações criminosas e altera regras sensíveis, como o acesso ao auxílio-reclusão e o direito ao voto.

Entre os principais pontos mantidos pelo chefe do Executivo está a proibição do pagamento do auxílio-reclusão a dependentes de presos ligados a facções criminosas, milícias ou grupos paramilitares. A vedação se aplica tanto a detentos provisórios quanto àqueles que cumprem pena em regimes fechado ou semiaberto por envolvimento com esse tipo de organização.

Durante a sanção, Luiz Inácio Lula da Silva classificou a medida como relevante no enfrentamento à criminalidade. Segundo ele, a mudança busca ampliar o impacto das consequências legais sobre quem opta por integrar grupos criminosos. “Quem decide cometer crimes precisa compreender que suas atitudes afetam não apenas a sociedade, mas também sua própria família”, afirmou.

Outro dispositivo mantido altera o Código Eleitoral ao impedir que presos provisórios participem de votações, endurecendo ainda mais o conjunto de regras aplicadas a pessoas em situação de privação de liberdade.

O texto sancionado institui o chamado Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, com diretrizes mais rígidas voltadas à repressão dessas estruturas criminosas em todo o país.

Apesar de sancionar a maior parte do projeto aprovado pelo Câmara dos Deputados do Brasil, o presidente vetou trechos considerados sensíveis. Entre eles, a proposta que previa equiparar penas entre integrantes e não integrantes de organizações criminosas em determinados crimes, além de um dispositivo que destinava bens e valores apreendidos a fundos estaduais e do Distrito Federal — medida que poderia impactar a arrecadação da União.

Com a nova legislação, o governo federal sinaliza um endurecimento no enfrentamento às organizações criminosas, ao mesmo tempo em que busca equilibrar aspectos jurídicos e fiscais da proposta. 

VEJA AQUI A FALA DO PRESIDENTE LULA SOBRE A NOVA LEI

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