sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Raquel Lyra vê “perseguição política” e recorre ao Planalto, mas fiscalização levanta debate

          A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), decidiu elevar o tom do embate político nacional ao procurar o Palácio do Planalto para relatar o que classifica como uma suposta “perseguição política” contra sua gestão. A movimentação, feita diretamente junto ao ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), reacende um debate sensível: por que uma fiscalização federal causa tanto incômodo se, em tese, está tudo dentro da normalidade?

Na última quarta-feira (28), Raquel esteve em Brasília para tratar do assunto com Rui Costa, considerado por aliados da governadora como um dos principais interlocutores no governo do presidente Lula. Segundo relatos de bastidores, a chefe do Executivo pernambucano reclamou de ações do governo federal que, em sua avaliação, estariam direcionadas a fragilizar politicamente sua administração.

O estopim da insatisfação teria sido a informação de que o Ministério da Saúde pretende realizar uma inspeção em um hospital localizado em Garanhuns, no Agreste do Estado. A unidade, Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, embora privada, mantém contrato para prestação de serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS) e tem como sócio o marido da vice-governadora Priscila Krause (PSD).

A situação levanta questionamentos inevitáveis. Fiscalizações em unidades que recebem recursos públicos são práticas rotineiras e previstas em lei. Diante disso, cresce o questionamento nos meios políticos e institucionais: o que exatamente o governo estadual teme com a presença de auditores federais?

Aliados da governadora avaliam que o movimento do Ministério da Saúde teria motivação política e estaria alinhado a uma estratégia do Palácio do Planalto para fortalecer o prefeito do Recife, João Campos (PSB), apontado como provável adversário de Raquel Lyra na disputa pelo Governo de Pernambuco em 2026.

A tensão entre Raquel Lyra e João Campos já ultrapassou o campo administrativo e se consolidou como uma guerra política aberta. O embate inclui trocas de acusações nos bastidores e episódios graves, como denúncias de espionagem envolvendo a gestão estadual e integrantes da Prefeitura do Recife.

Apesar do clima de confronto, especialistas lembram que ninguém está acima da lei e que a fiscalização de recursos públicos deve ser vista como um instrumento de transparência, não como ataque político. Em um Estado marcado por desafios históricos na saúde pública, a expectativa da sociedade é por esclarecimentos objetivos, e não por disputas institucionais. Com inormações do Metrópoles


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