Segundo
informações do jornal O Globo, a maratona de viagens tem como objetivo
demonstrar vigor físico e consolidar gestos públicos de aproximação com aliados
que disputarão governos estaduais nos próximos anos.
No
Rio de Janeiro, no dia 15, o presidente acompanhará o desfile da escola de
samba Acadêmicos de Niterói, que concorre no Grupo Especial do carnaval
carioca. O samba-enredo da agremiação presta homenagem a Lula e também resgata
a trajetória de sua mãe, Dona Lindu, figura emblemática de sua história pessoal
e política.
Durante
o desfile, Lula estará no camarote da Prefeitura do Rio, ao lado do prefeito
Eduardo Paes (PSD), pré-candidato ao governo fluminense. A aliança entre os
dois é estratégica: o presidente busca garantir Paes em seu palanque e ampliar
a aproximação com o PSD no Rio, partido que passa por um momento de
efervescência interna após a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado,
apontado como um dos presidenciáveis da legenda.
No
Recife, o roteiro político se mistura ao frevo. Lula deve acompanhar o
tradicional Galo da Madrugada no camarote do prefeito João Campos (PSB), que
também se prepara para disputar o Governo de Pernambuco. No Estado, o cenário é
mais delicado: o presidente tenta equilibrar sua relação com Campos e com a
atual governadora Raquel Lyra (PSD), ambos interessados no apoio de Lula em
2026.
Já
em Salvador, a expectativa é que o presidente marque presença ao lado do
governador Jerônimo Rodrigues (PT), pré-candidato à reeleição. A agenda deve
contar ainda com a participação dos dois nomes do PT cotados para o Senado: o
líder do governo no Congresso, Jaques Wagner, e o ministro da Casa Civil, Rui
Costa.
A
estratégia reforça a leitura de que, para Lula, o carnaval de 2025 será menos
descanso e mais política — com música, multidões e alianças sendo
cuidadosamente coreografadas.


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