Presente na reunião realizada por Raquel com os deputados estaduais na sexta-feira (6), João Paulo (PT) analisou que a organização geral do funcionalismo público deverá ser mantida, apesar de todas as mudanças.
“Eu senti que ela não deve fazer uma alteração profunda na estrutura geral (da
máquina pública). A meu ver, ela vai fazer uma adequação para manter a
governabilidade no Estado”, disse o deputado estadual reeleito. “Segunda-feira
(9), quando o projeto chegar na Assembleia Legislativa, eu poderei me debruçar
melhor sobre o assunto. Mas garanto que não cheguei a ver nenhuma ameaça aos
servidores estaduais”, continuou João Paulo.
Opinião semelhante tem o deputado
Aluísio Lessa (PSB). Presidente do comitê de Finanças, Orçamento e Tributação
da Alepe nesta Legislatura, ele não esteve no encontro com os demais
deputados por já ter se reunido com a governadora um dia antes para tratar do
mesmo assunto.
Para Lessa, apesar da
mudança de nomenclatura, a medida não terá impacto algum. “Como só há troca de
nome de secretaria e divisão de uma pasta em duas (Secretaria de Infraestrutura
e Recursos Hídricos se tornou, agora, a Secretaria de Mobilidade e
Infraestrutura e a Secretaria de Recursos Hídricos e Saneamento), não há nenhum
efeito”, ratificou.
Em relação à medida tomada
por Raquel sobre o funcionalismo público, o presidente da Comissão lembra que
“o decreto pode ter exonerado os servidores comissionados, mas não quer dizer
que, quando a reforma administrativa for aprovada, a governadora não possa
preencher todos os cargos na hora que bem entender”.
Para o cientista político Alex Ribeiro, além da questão econômica, é necessário ver o lado político. “Por ora, não vejo problema na aprovação do projeto da reforma administrativa. No entanto, é preciso saber a sua efetividade. Redução de gastos não quer dizer eficiência no setor público”. Antes de chegar às mãos dos deputados estaduais, o projeto de reforma administrativa precisa ser publicado no Diário Oficial do Estado, o que deve ocorrer somente na segunda-feira (9). Como o projeto vai tramitar em regime de urgência, a expectativa é de que a reforma seja aprovada ainda nesta legislatura, que vai até o dia 31 de janeiro.
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