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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Tiros e drones são registrados próximo ao Palácio de Miraflores após mudança no comando da Venezuela

             Momentos de tensão marcaram a noite desta segunda-feira (5) em Caracas. Moradores das imediações do Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano, relataram ter ouvido rajadas de tiros e observado o sobrevoo de drones não identificados nas proximidades do complexo presidencial.

Segundo informações repassadas por uma fonte próxima ao governo, os disparos ocorreram após as 20h no horário local (21h em Brasília) e teriam sido uma resposta das forças de segurança, acionadas diante da movimentação aérea suspeita. A mesma fonte afirmou que, apesar do susto, a situação foi rapidamente controlada.

O episódio acontece em um momento de forte instabilidade política no país. Horas antes, foi confirmada a captura do agora deposto presidente Nicolás Maduro, durante uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos. Ainda nesta segunda-feira, a vice-presidente venezuelana tomou posse como governante interina, em meio a um cenário de incertezas e alerta máximo nas áreas estratégicas da capital.

As autoridades venezuelanas não divulgaram detalhes oficiais sobre a origem dos drones nem sobre possíveis danos ou feridos. A área do Palácio de Miraflores segue sob forte esquema de segurança, enquanto o governo interino tenta garantir a normalidade institucional. 

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domingo, 4 de janeiro de 2026

Após captura de Maduro, EUA condicionam diálogo a decisões da liderança venezuelana e crise gera reações globais

                      A crise política e diplomática envolvendo a Venezuela ganhou novos desdobramentos neste domingo (4), após o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmar que o governo norte-americano poderá trabalhar com as atuais lideranças venezuelanas, desde que sejam tomadas “as decisões certas”. A declaração ocorre após uma operação militar americana que resultou no sequestro e retirada do país do presidente Nicolás Maduro.

Em entrevista ao programa Face the Nation, da CBS News, Rubio afirmou que a postura dos Estados Unidos dependerá das ações adotadas pelas autoridades venezuelanas.

“Vamos julgar tudo pelo que fizerem, e vamos ver o que fazem”, declarou. Segundo ele, caso não haja avanços considerados adequados, Washington manterá “diversas ferramentas de pressão”.

A operação militar gerou reações imediatas no cenário internacional. O presidente da França, Emmanuel Macron, manifestou apoio à ação dos Estados Unidos e afirmou que o “povo venezuelano está livre da ditadura de Nicolás Maduro”. Macron disse ainda esperar que o oposicionista Edmundo González Urrutia, candidato nas eleições de 2024 e a quem se referiu como presidente, conduza uma transição política “o mais rápido possível”.

Em posição mais cautelosa, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, alertou que a escalada da tensão traz “implicações preocupantes para a região” e estabelece um precedente perigoso, independentemente do contexto político interno da Venezuela.

Outros países também se posicionaram. Espanha e Rússia se ofereceram para atuar como mediadores, enquanto Irã e China, aliados do governo venezuelano, condenaram a ação americana. O representante chinês para a América Latina e o Caribe, Qiu Xiaoqi, havia se reunido com Maduro na véspera da ofensiva.

No âmbito interno, o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma interinamente a Presidência da República, com o objetivo de garantir a continuidade administrativa do Estado após a captura de Maduro.

Em pronunciamento feito logo após os bombardeios em Caracas, Rodríguez afirmou que o governo estava preparado para defender a soberania e os recursos naturais do país. Ela também pediu calma à população, declarou que a Venezuela “nunca será colônia de nenhuma nação” e classificou a captura de Maduro como um “sequestro”, reafirmando que ele segue sendo, em sua avaliação, o único presidente legítimo do país. 

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Trump eleva tom contra a Venezuela, anuncia bloqueio de navios petroleiros e amplia tensão diplomática

                O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer o discurso contra a Venezuela nesta terça-feira (16), ao afirmar que o país sul-americano está cercado “pela maior armada já reunida na história da América do Sul”. Segundo o chefe da Casa Branca, a pressão internacional sobre o governo de Caracas tende a aumentar nos próximos dias.

Em declarações feitas por meio de uma rede social, Trump acusou a Venezuela de roubar petróleo e terras pertencentes aos Estados Unidos, sem detalhar quais ativos teriam sido supostamente tomados. O presidente norte-americano afirmou ainda que as sanções permanecerão em vigor até que o país “devolva” o que considera ter sido retirado dos interesses americanos.

Trump também direcionou críticas diretas ao presidente venezuelano Nicolás Maduro, a quem acusou de utilizar os recursos do país para sustentar um “regime ilegítimo”. Segundo ele, o governo de Caracas estaria envolvido no financiamento de atividades criminosas, incluindo o que classificou como terrorismo associado ao narcotráfico, tráfico de pessoas, assassinatos e sequestros.

Com base nessas acusações, o presidente dos Estados Unidos anunciou um bloqueio total a todos os navios petroleiros que estejam sob sanções norte-americanas e que tentem entrar ou sair do território venezuelano. A medida amplia o cerco econômico contra o país, cuja principal fonte de receita é a exportação de petróleo.

No último dia 10 de dezembro, autoridades americanas já haviam interceptado e apreendido um navio petroleiro no Caribe que constava na lista de embarcações sancionadas pelo governo dos EUA, sinalizando uma escalada prática das restrições anunciadas.

Em resposta, o governo venezuelano divulgou uma nota oficial nesta terça-feira (16), na qual classificou a decisão de Trump como uma “ameaça grotesca” e descreveu o bloqueio como “absolutamente irracional”. Caracas afirmou ainda que a medida viola princípios do livre comércio internacional e da navegabilidade marítima.

No comunicado, o governo de Nicolás Maduro reafirmou a soberania da Venezuela sobre suas riquezas naturais, em especial o petróleo, principal alvo das investidas norte-americanas, conforme apontado em reportagem do jornal The New York Times.

Os novos episódios aprofundam a crise diplomática entre Washington e Caracas, marcando mais um capítulo de instabilidade política e econômica na América do Sul.

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