domingo, 4 de janeiro de 2026

Após captura de Maduro, EUA condicionam diálogo a decisões da liderança venezuelana e crise gera reações globais

                      A crise política e diplomática envolvendo a Venezuela ganhou novos desdobramentos neste domingo (4), após o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmar que o governo norte-americano poderá trabalhar com as atuais lideranças venezuelanas, desde que sejam tomadas “as decisões certas”. A declaração ocorre após uma operação militar americana que resultou no sequestro e retirada do país do presidente Nicolás Maduro.

Em entrevista ao programa Face the Nation, da CBS News, Rubio afirmou que a postura dos Estados Unidos dependerá das ações adotadas pelas autoridades venezuelanas.

“Vamos julgar tudo pelo que fizerem, e vamos ver o que fazem”, declarou. Segundo ele, caso não haja avanços considerados adequados, Washington manterá “diversas ferramentas de pressão”.

A operação militar gerou reações imediatas no cenário internacional. O presidente da França, Emmanuel Macron, manifestou apoio à ação dos Estados Unidos e afirmou que o “povo venezuelano está livre da ditadura de Nicolás Maduro”. Macron disse ainda esperar que o oposicionista Edmundo González Urrutia, candidato nas eleições de 2024 e a quem se referiu como presidente, conduza uma transição política “o mais rápido possível”.

Em posição mais cautelosa, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, alertou que a escalada da tensão traz “implicações preocupantes para a região” e estabelece um precedente perigoso, independentemente do contexto político interno da Venezuela.

Outros países também se posicionaram. Espanha e Rússia se ofereceram para atuar como mediadores, enquanto Irã e China, aliados do governo venezuelano, condenaram a ação americana. O representante chinês para a América Latina e o Caribe, Qiu Xiaoqi, havia se reunido com Maduro na véspera da ofensiva.

No âmbito interno, o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma interinamente a Presidência da República, com o objetivo de garantir a continuidade administrativa do Estado após a captura de Maduro.

Em pronunciamento feito logo após os bombardeios em Caracas, Rodríguez afirmou que o governo estava preparado para defender a soberania e os recursos naturais do país. Ela também pediu calma à população, declarou que a Venezuela “nunca será colônia de nenhuma nação” e classificou a captura de Maduro como um “sequestro”, reafirmando que ele segue sendo, em sua avaliação, o único presidente legítimo do país. 

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

Nenhum comentário:

Postar um comentário