quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Caiado muda de posição e anuncia apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno após chamá-lo de “ladrão”

Ex-governador de Goiás terminou a disputa presidencial em quinto lugar após campanha marcada por críticas ao candidato do PL

O candidato derrotado à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) deve anunciar nesta terça-feira (6), em Goiás, apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. A decisão ocorre após uma campanha em que Caiado fez duras críticas ao candidato bolsonarista e chegou a chamá-lo de “ladrão”.

Ao justificar a mudança de posição, Caiado deve afirmar que “nunca foi de ficar em cima do muro” e que sua trajetória política sempre foi de oposição ao PT, argumento que, segundo aliados, inviabilizaria um eventual apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Caiado terminou o primeiro turno em quinto lugar, com cerca de 2,6 milhões de votos (2,18%), atrás de Flávio Bolsonaro, Lula, Augusto Cury e Renan Santos.

Na reta final do primeiro turno, aliados de Flávio Bolsonaro e integrantes da equipe de campanha pressionaram Caiado a retirar sua candidatura para apoiar o senador.

Segundo interlocutores do candidato do PSD, bolsonaristas chegaram a ameaçar politicamente o grupo em Goiás, afirmando que a permanência de Caiado na disputa poderia prejudicar a candidatura de sua esposa, Gracinha Caiado (União Brasil), ao Senado. Ela, no entanto, foi eleita com 21,61% dos votos válidos.

A decisão ganha peso político pelo tom adotado por Caiado durante a campanha. Em busca de se diferenciar de Flávio Bolsonaro, o candidato do PSD passou a atacá-lo em entrevistas e no horário eleitoral.

“Tanto faz roubar com a mão esquerda ou a direita: quem rouba é ladrão”, afirmou Caiado durante a campanha.

Em outra declaração, durante sabatina do SBT, disse que quem tivesse cometido irregularidades não poderia reivindicar autoridade para combater o crime.

Agora, após o resultado das urnas, Caiado se aproxima justamente do candidato que foi alvo de seus principais ataques durante a disputa presidencial.

Nos bastidores da campanha de Flávio Bolsonaro, o nome de Caiado também é considerado para uma eventual participação em um futuro governo, inclusive com a possibilidade de assumir um ministério. A hipótese, porém, não foi confirmada oficialmente. 

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