Ex-governador
de Goiás terminou a disputa presidencial em quinto lugar após campanha marcada
por críticas ao candidato do PL
O
candidato derrotado à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) deve anunciar nesta
terça-feira (6), em Goiás, apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo
turno. A decisão ocorre após uma campanha em que Caiado fez duras críticas ao
candidato bolsonarista e chegou a chamá-lo de “ladrão”.
Ao
justificar a mudança de posição, Caiado deve afirmar que “nunca foi de
ficar em cima do muro” e que sua trajetória política sempre foi de
oposição ao PT, argumento que, segundo aliados, inviabilizaria um eventual
apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Caiado
terminou o primeiro turno em quinto lugar, com cerca de 2,6 milhões de votos
(2,18%), atrás de Flávio Bolsonaro, Lula, Augusto Cury e Renan Santos.
Na
reta final do primeiro turno, aliados de Flávio Bolsonaro e integrantes da
equipe de campanha pressionaram Caiado a retirar sua candidatura para apoiar o
senador.
Segundo
interlocutores do candidato do PSD, bolsonaristas chegaram a ameaçar
politicamente o grupo em Goiás, afirmando que a permanência de Caiado na
disputa poderia prejudicar a candidatura de sua esposa, Gracinha Caiado (União
Brasil), ao Senado. Ela, no entanto, foi eleita com 21,61% dos votos válidos.
A
decisão ganha peso político pelo tom adotado por Caiado durante a campanha. Em
busca de se diferenciar de Flávio Bolsonaro, o candidato do PSD passou a
atacá-lo em entrevistas e no horário eleitoral.
“Tanto faz roubar com a mão esquerda ou a direita: quem
rouba é ladrão”,
afirmou Caiado durante a campanha.
Em
outra declaração, durante sabatina do SBT, disse que quem tivesse cometido
irregularidades não poderia reivindicar autoridade para combater o crime.
Agora,
após o resultado das urnas, Caiado se aproxima justamente do candidato que foi
alvo de seus principais ataques durante a disputa presidencial.
Nos bastidores da campanha de Flávio Bolsonaro, o nome de Caiado também é considerado para uma eventual participação em um futuro governo, inclusive com a possibilidade de assumir um ministério. A hipótese, porém, não foi confirmada oficialmente.
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