Estiagem,
alagamentos e deslizamentos já afetaram cerca de 36 mil pessoas em oito
municípios; pecuária e agricultura concentram a maior parte das perdas
Pernambuco
já contabiliza 13 decretações de situação de emergência em 2026 relacionadas a
eventos climáticos como estiagem, alagamentos e deslizamentos. Segundo
levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), as ocorrências
afetaram cerca de 36 mil pessoas em oito municípios e provocaram R$ 35,3
milhões em prejuízos.
Do
total, R$ 31,5 milhões correspondem a perdas no setor privado, enquanto R$ 3,5
milhões atingem o setor público.
A
pecuária concentra o maior volume de danos no estado, com aproximadamente R$ 16
milhões, seguida pela agricultura, com R$ 15,6 milhões. Na infraestrutura
pública, o abastecimento de água representa cerca de R$ 3,4 milhões em
prejuízos.
O
cenário de Pernambuco faz parte de um quadro mais amplo de agravamento das
ocorrências climáticas no Nordeste. De acordo com o Boletim El Niño 2026/2027
da CNM, 319 municípios dos nove estados nordestinos decretaram situação de
emergência entre 1º de julho e 30 de setembro.
No
período, aproximadamente 1,4 milhão de pessoas foram afetadas e os prejuízos
chegaram a R$ 5,7 bilhões. A agricultura foi o setor mais atingido,
concentrando R$ 3,4 bilhões das perdas registradas na região.
A
CNM aponta que as anomalias de temperatura no Oceano Pacífico, associadas a
outros fatores atmosféricos, vêm contribuindo para intensificar as condições de
seca e estiagem no Nordeste.
Segundo
o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o El Niño tem 95% de
probabilidade de alcançar intensidade muito forte no trimestre formado por
outubro, novembro e dezembro.
Para Pernambuco, os números reforçam a necessidade de atenção às áreas rurais, ao abastecimento de água e à infraestrutura dos municípios diante da possibilidade de novos eventos climáticos.
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