Análises
da VI Geres detectaram cilindrospermopsina em amostras do manancial; água
distribuída pela Compesa segue própria para consumo, esclarece município
A
Secretaria Municipal de Saúde de Sertânia emitiu uma nota de esclarecimento
após análises realizadas pela VI Gerência Regional de Saúde (VI Geres)
confirmarem a presença da cilindrospermopsina em amostras de água coletadas no Açude
da Barra, localizado na zona rural do município.
A
substância é uma toxina produzida por determinadas espécies de cianobactérias,
popularmente conhecidas como algas, e pode representar riscos à saúde quando a
água contaminada é utilizada para consumo ou em atividades domésticas.
Diante
do resultado, a Secretaria orienta que a população não utilize a água do Açude
da Barra para beber, preparar alimentos, cozinhar, fabricar gelo, escovar os
dentes, irrigar hortaliças consumidas cruas ou dessedentar animais, até que
novos exames laboratoriais confirmem a normalização da qualidade da água.
Segundo
o comunicado, a recomendação é preventiva e segue os protocolos de vigilância
sanitária para proteger a saúde da população.
A
Secretaria Municipal de Saúde fez questão de tranquilizar os moradores ao
esclarecer que a situação está restrita ao manancial do Açude da Barra.
De
acordo com a nota, a água distribuída pela Compesa continua própria para
consumo, atendendo aos padrões de qualidade exigidos pelos órgãos de controle e
fiscalização.
O
município reforçou que não há qualquer alteração na qualidade da água fornecida
pelo sistema público de abastecimento.
A
Vigilância Sanitária Municipal informou que seguirá realizando o acompanhamento
da qualidade da água em parceria com os órgãos estaduais competentes.
Novas
coletas e análises laboratoriais serão realizadas periodicamente para monitorar
o comportamento do manancial.
Assim
que os resultados confirmarem que a água voltou a apresentar condições
adequadas para uso, a população será comunicada oficialmente pelos canais
institucionais da Prefeitura de Sertânia.
A
cilindrospermopsina é uma toxina produzida por algumas espécies de
cianobactérias, organismos que podem se proliferar em ambientes aquáticos,
principalmente em períodos de altas temperaturas e acúmulo de nutrientes.
Dependendo
da concentração e do tempo de exposição, a substância pode causar danos ao
organismo humano e animal, motivo pelo qual as autoridades de saúde recomendam
evitar qualquer utilização da água até que sua qualidade seja restabelecida.
A Secretaria de Saúde reforça que todas as medidas de monitoramento e prevenção seguem em andamento, buscando garantir a segurança hídrica e a proteção da população sertaniense.
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