Ex-prefeito
de Petrolina usou as redes sociais para divulgar o primeiro mote da corrida à
Casa Alta, chancelando seu nome na chapa governista ao lado de Túlio Gadêlha.
Com
o cenário eleitoral se afunilando em Pernambuco, o presidente estadual do União
Brasil (UB) e ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, oficializou seu primeiro
movimento na disputa por uma vaga no Senado Federal. A sinalização ocorre logo
após a governadora Raquel Lyra (PSD) bater o martelo e definir que a chapa
majoritária governista terá Coelho e o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD)
como os dois candidatos à Casa Alta.
O
pontapé inicial da pré-campanha foi dado através das redes sociais. Em seu
perfil no Instagram, Miguel Coelho publicou uma arte com a imagem do Recife ao
fundo e o mote: "Miguel Coelho, a força do trabalho". Na
legenda, o pré-candidato foi direto ao ponto com a palavra "Começou",
marcando oficialmente seu ingresso na corrida eleitoral.
A
ascensão de Miguel Coelho à chapa majoritária de Raquel Lyra é o desfecho de
uma intensa disputa de bastidores pela indicação da Federação União
Progressista (UP). O ex-prefeito concorria diretamente com o deputado federal
Eduardo da Fonte, presidente do Partido Progressistas (PP) em Pernambuco.
Embora
Eduardo da Fonte tenha chegado a ser o nome indicado pelo grupo político da
federação, a governadora Raquel Lyra interveio de forma decisiva. Durante
reunião com os líderes nacionais da UP, a chefe do Executivo estadual
manifestou sua preferência inegociável por Miguel Coelho.
A
justificativa para a rejeição ao líder progressista envolveu um histórico de
desgastes recentes. Segundo os bastidores, Raquel Lyra argumentou que, em
momentos anteriores, havia oferecido a vaga ao Senado a Eduardo da Fonte,
recebendo negativas em duas ocasiões. O estopim para a perda de espaço do
deputado, no entanto, foi a movimentação política de Fonte ao abrir canais de
negociação com o principal adversário político do Palácio do Campo das
Princesas: o atual prefeito do Recife e pré-candidato ao governo estadual, João
Campos (PSB).
Com a definição, o grupo de Raquel Lyra fecha o bloco governista para o Senado, apostando na força política de Miguel Coelho no Sertão e no engajamento de Túlio Gadêlha na Região Metropolitana para enfrentar a oposição nas urnas.
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