quinta-feira, 9 de abril de 2026

Unicef lança campanha nacional para ampliar participação de jovens nas eleições de 2026

                Em um esforço para fortalecer a cultura democrática entre as novas gerações, o Fundo das Nações Unidas para a Infância iniciou uma campanha voltada ao alistamento eleitoral de adolescentes em todo o Brasil. A iniciativa busca incentivar jovens de 16 e 17 anos — além daqueles que ainda têm 15, mas completarão 16 até o primeiro turno — a garantirem o título de eleitor e participarem do processo democrático nas eleições de 2026.

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral, o país possui um potencial de cerca de 5,8 milhões de adolescentes aptos ao voto facultativo nessa faixa etária. No entanto, até fevereiro deste ano, apenas aproximadamente 1,8 milhão haviam realizado o cadastro, o que acende um alerta para a baixa adesão juvenil ao sistema eleitoral.

A campanha será intensificada ao longo do mês de abril, com ações nas redes sociais e em veículos de comunicação, em parceria com o TSE. O objetivo é ampliar o acesso à informação e estimular o engajamento político entre os jovens, destacando a importância da participação ativa na escolha dos representantes.

Como parte das estratégias, o UNICEF também lançará uma gincana digital que mobilizará grupos de adolescentes em diversas regiões do país. A proposta é premiar aqueles que conseguirem incentivar o maior número de jovens a tirar o título de eleitor, promovendo uma dinâmica colaborativa de mobilização social.

A ação contará com o apoio dos Núcleos de Cidadania do Adolescente (NUCAs), presentes em mais de 2.300 municípios brasileiros, ampliando o alcance da campanha e fortalecendo o protagonismo juvenil.

Os dados mais recentes indicam que estados como Rondônia, Tocantins e Piauí apresentam os maiores índices de adolescentes com título eleitoral, enquanto unidades como Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro registram os menores percentuais.

O prazo para emissão ou regularização do título de eleitor segue até o dia 6 de maio. Embora o voto seja facultativo para jovens de 16 e 17 anos, a legislação brasileira estabelece obrigatoriedade a partir dos 18 anos. Também é facultativo para pessoas acima de 70 anos e analfabetos, enquanto estrangeiros e cidadãos em serviço militar obrigatório não podem se alistar.

A campanha reforça a importância da participação política desde cedo, como forma de fortalecer a democracia e ampliar a representatividade das juventudes nos espaços de decisão. 

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