quinta-feira, 9 de abril de 2026

Ato no Recife reúne movimentos feministas e cobra ações urgentes contra feminicídios em Pernambuco

            A escalada da violência contra mulheres em Pernambuco voltou a mobilizar organizações sociais e ativistas nesta quinta-feira (9), no Recife. Em um ato marcado por forte simbolismo e indignação, mulheres ocuparam as ruas da capital em defesa da vida e por políticas públicas mais eficazes no enfrentamento aos feminicídios.

A mobilização foi organizada pela Campanha Levante Feminista e reuniu participantes em uma caminhada que teve início no Parque 13 de Maio, seguindo até o Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo do Estado. O grupo também realizou um momento de protesto em frente à Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Durante o percurso, manifestantes carregaram placas com os nomes de 18 mulheres vítimas de feminicídio em Pernambuco apenas neste ano, em um gesto de denúncia e memória. O ato também ampliou o debate para outras formas de violência de gênero, incluindo lesbocídios e transfeminicídios.

Uma das organizadoras, Analba Brasão, destacou o sentimento de revolta diante dos números crescentes e da necessidade de mobilização social:

“Estamos nas ruas porque não podemos aceitar a naturalização dessa violência. Pernambuco lidera índices preocupantes, e isso exige reação da sociedade e do poder público. Cada vida perdida precisa ser lembrada e denunciada.”

As reivindicações do movimento também incluem o fortalecimento de políticas públicas preventivas, maior investimento na rede de proteção às mulheres e ampliação do acesso a serviços especializados.

Para Liliana Barros, o enfrentamento à violência precisa começar antes dos casos mais extremos:

“O feminicídio é o último estágio de uma sequência de violências. É fundamental atuar na prevenção, garantir apoio às vítimas e envolver toda a sociedade nesse debate.”

A manifestação contou ainda com a presença da deputada estadual Rosa Amorim, que reforçou a necessidade de ampliar a estrutura de atendimento às mulheres no estado:

“É urgente garantir delegacias especializadas funcionando de forma integral, inclusive nos momentos de maior vulnerabilidade, como madrugadas e finais de semana.”

O ato reforça o papel da mobilização social na cobrança por respostas institucionais e evidencia a urgência de medidas concretas para conter a violência de gênero em Pernambuco.

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