A
mobilização foi organizada pela Campanha Levante Feminista e reuniu
participantes em uma caminhada que teve início no Parque 13 de Maio, seguindo
até o Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo do Estado. O grupo também
realizou um momento de protesto em frente à Assembleia Legislativa de
Pernambuco.
Durante
o percurso, manifestantes carregaram placas com os nomes de 18 mulheres vítimas
de feminicídio em Pernambuco apenas neste ano, em um gesto de denúncia e
memória. O ato também ampliou o debate para outras formas de violência de
gênero, incluindo lesbocídios e transfeminicídios.
Uma
das organizadoras, Analba Brasão, destacou o sentimento de revolta diante dos
números crescentes e da necessidade de mobilização social:
“Estamos nas ruas porque não podemos aceitar a
naturalização dessa violência. Pernambuco lidera índices preocupantes, e isso
exige reação da sociedade e do poder público. Cada vida perdida precisa ser
lembrada e denunciada.”
As
reivindicações do movimento também incluem o fortalecimento de políticas
públicas preventivas, maior investimento na rede de proteção às mulheres e
ampliação do acesso a serviços especializados.
Para
Liliana Barros, o enfrentamento à violência precisa começar antes dos casos
mais extremos:
“O feminicídio é o último estágio de uma sequência de
violências. É fundamental atuar na prevenção, garantir apoio às vítimas e
envolver toda a sociedade nesse debate.”
A
manifestação contou ainda com a presença da deputada estadual Rosa Amorim, que
reforçou a necessidade de ampliar a estrutura de atendimento às mulheres no
estado:
“É urgente garantir delegacias especializadas funcionando
de forma integral, inclusive nos momentos de maior vulnerabilidade, como
madrugadas e finais de semana.”
O ato reforça o papel da mobilização social na cobrança por respostas institucionais e evidencia a urgência de medidas concretas para conter a violência de gênero em Pernambuco.
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