quarta-feira, 15 de abril de 2026

Operação da Polícia Civil mira ex-deputados Romário e Leonardo Dias em esquema de “rachadinha” na Alepe

                A nova fase de combate à corrupção em Pernambuco ganhou destaque nesta quarta-feira (15) com a deflagração da “Operação Draft”, conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco. A investigação coloca no centro das apurações nomes ligados à política estadual e a um suposto esquema estruturado de desvio de recursos públicos dentro da Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Entre os principais alvos estão os ex-deputados estadual Romário Dias e seu filho Leonardo Dias, apontados nas apurações como figuras centrais ou diretamente ligadas ao núcleo político investigado. Segundo a polícia, o esquema teria funcionado entre 2015 e 2024, período em que assessores parlamentares teriam parte de seus salários retidos — prática conhecida como “rachadinha”.

Além dos nomes do meio político, a operação também alcança um grupo de pessoas que, de acordo com as investigações, desempenhavam funções estratégicas na engrenagem financeira e operacional do esquema.

Entre eles, José Natanael Mendes de Sá é apontado como operador, com possível atuação na guarda de documentos e no fluxo de informações. Já Arthur Valença de Luna e Rodrigo Antonio Martorelli Silva de Almeida aparecem como intermediários, supostamente responsáveis pela articulação e circulação de valores.

Outros nomes como Carlos Tavares Bernardo, Ario Krishnamurti Machado de Albuquerque e Schebna Machado de Albuquerque são citados como integrantes da estrutura financeira, com indícios de participação na movimentação de recursos e uso de contas e documentos para viabilizar o esquema.

De acordo com os delegados responsáveis pela investigação, o montante desviado ultrapassa R$ 2,8 milhões, podendo chegar a R$ 6 milhões. O grupo é suspeito de utilizar mecanismos típicos de lavagem de dinheiro, como transações fracionadas, uso de terceiros e movimentação por meio de cheques.

Segundo a investigação os salários desviados variavam de R$ 6 mil a R$ 18 mil por mês. As pessoas acertavam os vencimentos com os gabinetes dos ex-deputados, ficavam com apenas R$ 300 e devolviam a grande parte do dinheiro.  

A operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão em endereços no Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes, com autorização do Tribunal de Justiça de Pernambuco.

Durante as diligências, foram apreendidos celulares, documentos, folhas de cheque assinadas e itens de alto valor, como barras de prata e moedas estrangeiras. Parte significativa do material foi encontrada em um imóvel localizado na Avenida Boa Viagem, área nobre da capital pernambucana, que possuía estrutura de segurança reforçada.

Em um dos endereços ligados a Leonardo Dias, os agentes também localizaram uma arma com porte vencido, além de munições, o que pode ampliar o alcance das investigações.

A Polícia Civil informou que o caso segue em andamento e que novas fases da operação não estão descartadas, especialmente a partir da análise do material apreendido e do rastreamento das movimentações financeiras. 

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