quarta-feira, 15 de abril de 2026

Governo projeta salário mínimo de R$ 1.717 em 2027 e sinaliza manutenção de política com ganho real

           A política de valorização do salário mínimo deve seguir como instrumento central da estratégia econômica do governo federal nos próximos anos. De acordo com projeções inseridas no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, o piso nacional poderá alcançar R$ 1.717 a partir de janeiro de 2027, com pagamento efetivo a partir de fevereiro.

O texto será encaminhado ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (15) e traz estimativas baseadas nos parâmetros atuais da política de reajuste. Hoje, o salário mínimo está fixado em R$ 1.621, após aumento de 6,79% concedido neste ano.

Caso a projeção se confirme, o reajuste previsto para 2027 será de aproximadamente 5,92%, o que representa um acréscimo de R$ 96 no valor atual. No entanto, a cifra ainda não é definitiva e poderá sofrer alterações ao longo dos próximos meses, uma vez que o cálculo final depende de indicadores econômicos que ainda serão consolidados.

O modelo adotado pelo governo leva em consideração dois fatores principais: a inflação acumulada medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) nos 12 meses encerrados em novembro e o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. Para o cálculo de 2027, será considerado o desempenho da economia em 2025, estimado em 2,3%.

A confirmação do valor final ocorrerá apenas em dezembro de 2026, quando será divulgado o INPC consolidado, indicador que serve como base para a correção do poder de compra da população.

A atual política marca uma retomada do modelo que prevê aumento real do salário mínimo — ou seja, acima da inflação — diferentemente do que foi praticado durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, quando os reajustes se limitavam à recomposição inflacionária, sem ganhos reais para os trabalhadores.

Com a nova metodologia, o governo busca não apenas preservar o poder de compra, mas também estimular o consumo interno e a atividade econômica, especialmente entre as camadas de menor renda da população. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

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