O
texto será encaminhado ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (15) e traz
estimativas baseadas nos parâmetros atuais da política de reajuste. Hoje, o
salário mínimo está fixado em R$ 1.621, após aumento de 6,79% concedido neste
ano.
Caso
a projeção se confirme, o reajuste previsto para 2027 será de aproximadamente 5,92%,
o que representa um acréscimo de R$ 96 no valor atual. No entanto, a cifra
ainda não é definitiva e poderá sofrer alterações ao longo dos próximos meses,
uma vez que o cálculo final depende de indicadores econômicos que ainda serão
consolidados.
O
modelo adotado pelo governo leva em consideração dois fatores principais: a
inflação acumulada medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)
nos 12 meses encerrados em novembro e o crescimento real do Produto Interno
Bruto (PIB) de dois anos anteriores. Para o cálculo de 2027, será considerado o
desempenho da economia em 2025, estimado em 2,3%.
A
confirmação do valor final ocorrerá apenas em dezembro de 2026, quando será
divulgado o INPC consolidado, indicador que serve como base para a correção do
poder de compra da população.
A
atual política marca uma retomada do modelo que prevê aumento real do salário
mínimo — ou seja, acima da inflação — diferentemente do que foi praticado
durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, quando os reajustes se
limitavam à recomposição inflacionária, sem ganhos reais para os trabalhadores.
Com a nova metodologia, o governo busca não apenas preservar o poder de compra, mas também estimular o consumo interno e a atividade econômica, especialmente entre as camadas de menor renda da população. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
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