terça-feira, 21 de abril de 2026

Lula defende reforma da ONU e ironiza Trump em discurso sobre paz mundial

             Em um cenário internacional marcado por conflitos persistentes e crescente tensão geopolítica, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, voltou a defender mudanças estruturais na governança global como caminho para a construção de uma paz duradoura. Durante agenda oficial em Lisboa, ao lado do primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, Lula destacou a necessidade de reformar o estatuto da Organização das Nações Unidas e, especialmente, o Conselho de Segurança.

Segundo o presidente brasileiro, o atual modelo das instituições multilaterais já não responde de forma eficaz aos desafios contemporâneos. “Não é possível que não tenhamos uma instituição capaz de acabar com a guerra no mundo”, afirmou, ao reforçar que a ONU precisa ser fortalecida e modernizada para garantir maior capacidade de mediação e resolução de conflitos.

Na mesma declaração, Lula se posicionou de forma crítica ao que classificou como práticas unilaterais no cenário internacional, defendendo o multilateralismo como base para a estabilidade global. Ele se autodefiniu como “inimigo do unilateralismo e do protecionismo”, sinalizando divergências com políticas adotadas por grandes potências.

O presidente também fez referência ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ironizando declarações recorrentes do republicano sobre sua atuação em conflitos internacionais. “Vamos dar o prêmio para ele para que as guerras acabem”, disse Lula, em tom crítico, ao mencionar o Prêmio Nobel da Paz.

A fala integra um conjunto de posicionamentos recentes do governo brasileiro em defesa de uma atuação mais ativa no cenário internacional, com ênfase na diplomacia, no diálogo e na busca por soluções negociadas para crises globais. 

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