terça-feira, 21 de abril de 2026

Vereadores de Arcoverde denunciam omissão da presidência em ataques à vereadora Célia

          A instabilidade política na Câmara Municipal de Arcoverde ganhou novos contornos nesta terça-feira, ampliando o desgaste institucional após uma sessão marcada por tensão, acusações e quebra de decoro. A crise ganhou novos capítulos após vereadores divulgarem uma nota contundente em defesa da vereadora Célia Galindo e criticarem a condução da sessão pelo presidente Luciano Pacheco.

No documento, os parlamentares manifestam solidariedade à vereadora Célia Galindo e descrevem o ocorrido de forma contundente: “Não houve debate. Houve ataque.” A nota ressalta ainda a trajetória da parlamentar e aponta que “a vereadora, com dez mandatos de serviços prestados, foi atingida em sua honra em um episódio que desrespeita o parlamento e a população.”

O texto também direciona críticas à condução da sessão pela presidência da Casa, comandada por Luciano Pacheco. Segundo os vereadores, houve falha grave na mediação dos trabalhos: “Em vários momentos, vereadores pediram intervenção. Ainda assim, os ataques continuaram.” Para os signatários, a omissão contribuiu diretamente para o agravamento do cenário de descontrole no plenário.

Outro ponto central da nota é a reprovação ao uso da Tribuna Livre por parte do advogado Eldy Magalhães. Os parlamentares afirmam que o espaço foi utilizado de forma indevida: “A presidência abriu a tribuna livre para um denunciado por ameaça e injúria, que utilizou o espaço para atacar a vereadora e também outros parlamentares.”

Em um dos trechos mais duros do documento, os vereadores classificam o teor das falas como inaceitável: “As falas foram ofensivas, misóginas e caracterizam violência política de gênero. Não há espaço para esse tipo de conduta na tribuna da Câmara.” A declaração eleva o nível do embate e pode gerar repercussões além do campo político.

A nota também reforça críticas institucionais ao comando da Casa ao afirmar que “a omissão da presidência agravou o cenário” e que não houve garantia de equilíbrio no debate. Em tom de advertência, os parlamentares destacam ainda que “presidente não está acima da maioria. A condução da Casa exige respeito às regras e aos pares.”

O documento é encerrado com um alerta direto: “O episódio é grave e exige providências.” A manifestação foi assinada pelos vereadores Wellington Siqueira, Rodrigo Roa, Paulinho Galindo, João Taxista, Heriberto do Sacolão, João Marcos e Luiza Margarida, ampliando a pressão política sobre a presidência.

O caso aprofunda a crise já instalada no Legislativo municipal e expõe um cenário de desgaste entre os parlamentares, com impactos diretos na imagem da Câmara perante a população de Arcoverde.

 

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