A
proposta, segundo o chefe do Executivo, prevê a redução da carga horária sem
diminuição salarial, sustentada pelo argumento de que avanços tecnológicos e
ganhos de produtividade permitem reorganizar o tempo de trabalho sem prejuízo
econômico.
Durante
entrevista, Lula destacou que a medida busca garantir mais qualidade de vida
aos trabalhadores, ampliando o tempo destinado ao descanso, lazer e convivência
familiar. Ao mesmo tempo, sinalizou que o texto deverá incluir mecanismos de
flexibilização para atender realidades específicas de determinadas categorias
profissionais.
Nesse
sentido, o presidente afirmou que será necessário prever possibilidades de
negociação, permitindo exceções em setores com características próprias,
evitando a aplicação de uma regra rígida para todo o mercado de trabalho.
A
articulação política para viabilizar o projeto já está em curso. Lula indicou
que pretende dialogar com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, com
o objetivo de acelerar a tramitação da proposta.
Paralelamente,
o tema já está em análise no Legislativo por meio de uma Proposta de Emenda à
Constituição (PEC) que tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da
Câmara. A iniciativa também trata da redução da jornada e do fim da escala 6x1,
e segue seu curso independentemente do envio do novo projeto pelo Executivo.
A
pauta tem ganhado força no cenário nacional, impulsionada tanto pelo impacto
social quanto pelo interesse político em ano pré-eleitoral. Levantamento
recente do instituto Datafolha aponta que 71% dos brasileiros são favoráveis à
mudança no modelo atual de jornada.
Caso avance no Congresso, a proposta poderá representar uma das mais significativas alterações nas relações de trabalho das últimas décadas, com efeitos diretos sobre empresas, trabalhadores e a dinâmica econômica do país.
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