quinta-feira, 9 de abril de 2026

Justiça Eleitoral rejeita pedido do PSD de Raquel para parar agenda de João Campos no Sertão

        As visitas do ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), já vem deixando os integrantes da gestão Raquel Lyra de orelha em pé. Nesta quinta-feira (9), a Justiça Eleitoral voltou a negar um pedido apresentado pelo PSD, partido da governadora Raquel Lyra, que buscava limitar a atuação do pré-candidato João Campos no interior pernambucano. Raquel queria impedir de João circular pelo estado.

A ação tentava impedir agendas recentes do socialista no Sertão, especialmente após eventos realizados no município de Santa Cruz, onde houve forte mobilização política e participação popular. O partido alegava que as atividades poderiam configurar propaganda eleitoral antecipada e solicitava, em caráter liminar, a suspensão de novos atos semelhantes.

No entanto, ao analisar o caso, o desembargador eleitoral Luiz Gustavo Mendonça de Araújo entendeu que não há elementos suficientes para caracterizar irregularidade que justifique intervenção imediata da Justiça.

Na decisão, o magistrado destacou que impedir previamente a realização de eventos políticos é uma medida excepcional e incompatível com os princípios constitucionais. Segundo ele, esse tipo de restrição pode configurar censura prévia, prática vedada pelo ordenamento jurídico brasileiro.

Outro ponto ressaltado foi a fragilidade dos argumentos apresentados na ação. De acordo com o entendimento da Justiça Eleitoral, os pedidos formulados pelo partido são genéricos e baseados em situações futuras incertas, o que inviabiliza a concessão da liminar.

Além disso, mesmo com a apresentação de conteúdos publicados em redes sociais por aliados e lideranças políticas, o tribunal avaliou que não houve identificação de pedido explícito de votos — elemento essencial para caracterizar propaganda eleitoral antecipada.

Essa é mais uma derrota judicial enfrentada pelo grupo político da governadora em um curto intervalo de tempo, o que reforça o clima de tensão e judicialização que marca o início das articulações para as eleições de 2026 em Pernambuco. 

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