A
decisão foi assinada pela juíza Danielle Christine Melo, da 3ª Vara do Tribunal
do Júri do Recife, que apontou a necessidade da medida para garantir a ordem
pública e evitar novos riscos à saúde da população. Segundo a magistrada, há
indícios de que o profissional teria continuado realizando procedimentos mesmo
após denúncias envolvendo sua atuação.
O
mandado de prisão foi expedido no dia 27 de março, e o investigado é
considerado foragido. As buscas estão sendo conduzidas pela Polícia Civil de
Pernambuco, que realiza diligências e monitoramento constante de sistemas
nacionais para cumprimento de ordens judiciais.
O
caso teve origem na morte de Adriana, ocorrida em janeiro de 2025, um dia após
ela se submeter a uma bioplastia de glúteos em uma clínica particular do Recife.
A vítima foi encontrada sem vida em sua residência, apresentando sinais de
complicações clínicas.
De
acordo com o laudo pericial, a causa da morte foi choque séptico — uma infecção
generalizada — associada a um quadro de infecção urinária, o que reforça a
gravidade das condições após o procedimento.
O
médico foi denunciado pelo Ministério Público de Pernambuco por homicídio
qualificado e também responde por exercício ilegal da medicina. Conforme a
investigação, ele não possuía registro profissional válido no estado à época
dos fatos, tendo regularizado a situação apenas após o ocorrido.
A
audiência de instrução e julgamento já está marcada para o dia 22 de setembro,
quando serão ouvidas testemunhas de acusação e defesa. Ao final dessa etapa, a
Justiça decidirá se o caso será levado a júri popular.
O episódio reacende o debate sobre fiscalização, regulamentação e segurança em procedimentos estéticos, especialmente aqueles realizados fora de padrões rigorosos de controle e habilitação profissional.
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