De
acordo com pesquisa realizada pela Genial/Quaest, divulgada nesta semana com
dados obtidos pelo O Estado de S. Paulo, 53% dos brasileiros afirmam não
confiar na Suprema Corte, enquanto 41% declaram confiar. O resultado representa
uma virada em relação à série histórica iniciada em 2022, quando a confiança na
instituição era predominante, atingindo 56% naquele período.
A
mudança não ocorreu de forma abrupta, mas sim gradual. Em agosto de 2025, os
índices ainda indicavam um cenário de equilíbrio, com 50% de confiança e 47% de
desconfiança. Desde então, no entanto, a avaliação negativa avançou de maneira
consistente, ultrapassando a positiva e consolidando-se como tendência no
início de 2026.
O
estudo também evidencia diferenças relevantes conforme o perfil socioeconômico
e a localização geográfica dos entrevistados. As maiores taxas de desconfiança
foram registradas nas regiões Sul (62%) e Sudeste (59%), indicando um padrão
regional mais crítico em relação ao Judiciário.
No
recorte por renda, os dados apontam que a rejeição ao STF cresce à medida que
aumenta o poder aquisitivo. Entre brasileiros com renda familiar superior a
cinco salários mínimos, 60% dizem não confiar na Corte. Já entre aqueles com
renda de até dois salários mínimos, o cenário é mais equilibrado, com 47% de
desconfiança e 45% de confiança, configurando empate técnico dentro da margem
de erro.
A
pesquisa ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, entre os dias 10 e 13 de
abril, por meio de entrevistas presenciais. O levantamento possui margem de
erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, estando registrado
na Justiça Eleitoral sob o número BR-09285/2026.
Os dados reforçam o desafio institucional de reconstrução da confiança pública em um dos principais pilares da democracia brasileira, em meio a um ambiente político e social cada vez mais polarizado.
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