domingo, 19 de abril de 2026

Lula comenta guerra no Oriente Médio e destaca papel do Brasil na energia limpa

              Em meio a um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e instabilidade nos mercados energéticos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (19) que o Brasil tem sido pouco impactado pelos efeitos dos conflitos no Oriente Médio, especialmente no que diz respeito à oscilação dos preços do petróleo.

Durante discurso na abertura da Feira Industrial de Hannover, uma das maiores vitrines globais de inovação e tecnologia industrial, Lula classificou como “maluquice” a escalada de tensões envolvendo o Irã e os Estados Unidos, destacando que o Brasil mantém relativa estabilidade diante desse cenário.

Segundo o presidente, a menor dependência externa de combustíveis tem contribuído para amortecer os impactos. “O Brasil é um dos países menos afetados. Nós não estamos sofrendo o aumento do preço do petróleo como muitos países estão sofrendo, porque o governo tomou medidas, e o Brasil só importa cerca de 30% do óleo diesel que consome”, afirmou.

No mesmo discurso, Lula reforçou a necessidade de acelerar a transição energética global, defendendo alternativas aos combustíveis fósseis. Ele apontou o potencial brasileiro na produção de hidrogênio verde, destacando que o país reúne condições para se tornar líder mundial no segmento. “É urgente encontrar uma saída para os combustíveis fósseis, e o Brasil pode produzir o hidrogênio verde mais barato do mundo”, disse.

O presidente também voltou a defender mudanças no sistema de comércio internacional, sugerindo a necessidade de uma reformulação da Organização Mundial do Comércio. Em sua avaliação, práticas protecionistas e barreiras comerciais têm prejudicado produtos brasileiros no mercado global.

Ao abordar o tema, Lula criticou o que chamou de “narrativas falsas” sobre a sustentabilidade da agricultura nacional e alertou para os efeitos negativos da imposição de restrições a biocombustíveis. “Criar barreiras adicionais ao acesso de biocombustíveis é contraproducente, tanto do ponto de vista ambiental quanto energético”, declarou.

Por fim, o chefe do Executivo reafirmou que o Brasil não pretende se limitar ao papel de exportador de matérias-primas estratégicas, como as chamadas terras raras, defendendo maior agregação de valor por meio de tecnologia e inovação. Segundo ele, o objetivo é posicionar o país como protagonista na construção de um modelo de desenvolvimento mais sustentável e seguro. 

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

Nenhum comentário:

Postar um comentário