domingo, 19 de abril de 2026

Operação Draft amplia crise na Alepe e provoca novas exonerações no gabinete de Gleide Ângelo.

         A repercussão da Operação Draft segue provocando abalos significativos na estrutura administrativa da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e em setores do Governo do Estado. A investigação, conduzida pela Polícia Civil, mira um suposto esquema de “rachadinhas” e utilização de servidores-fantasmas em gabinetes parlamentares, com indícios de desvio de recursos públicos ao longo de quase uma década.

Entre os desdobramentos mais recentes está a exoneração de Arthur Valença de Luna, que integrava o gabinete da deputada Gleide Ângelo. A dispensa foi oficializada no Diário Oficial do Legislativo na última sexta-feira (17), com ato datado de 15 de abril e assinado pelo presidente da Alepe, Álvaro Porto, coincidindo com a data das diligências realizadas pela operação.

O movimento ocorre em meio a uma série de exonerações já registradas no âmbito do Governo de Pernambuco. Dois nomes com atuação estratégica foram desligados de suas funções: o ex-deputado estadual Leonardo Dias, que exercia o cargo de secretário-executivo de Micro e Pequena Empresa e Fomento ao Empreendedorismo, e Carlos Tavares Bernardo, então gestor de Articulação e Implementação na Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo. As demissões foram publicadas no Diário Oficial do Estado na quinta-feira (16), também com efeito retroativo ao dia 15.

De acordo com as investigações, ambos estão entre os alvos centrais da operação, que apura a existência de um esquema estruturado de desvio de verbas públicas por meio de práticas ilícitas dentro de gabinetes parlamentares.

Outro nome de destaque no inquérito é o de Romário Dias, ex-presidente da Alepe e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), apontado, juntamente com seu filho, Leonardo Dias, como possível liderança de um esquema que teria movimentado valores milionários ao longo dos anos.

Além deles, também figuram entre os investigados Rodrigo Antonio Martorelli Silva de Almeida, Ario Krishnamurti Machado de Albuquerque, Arthur Valença de Luna, Carlos Tavares Bernardo e José Natanael Mendes de Sá.

Segundo a Polícia Civil, todos são ou foram agentes públicos com atuação em gabinetes parlamentares entre 2015 e 2024 — período sob análise, no qual teriam ocorrido os supostos desvios.

A Operação Draft segue em andamento, e novos desdobramentos não estão descartados, ampliando a expectativa por responsabilizações e possíveis impactos políticos no cenário estadual. 

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