De
acordo com informações repassadas pelo Serviço de Imigração e Controle de
Aduanas dos Estados Unidos (ICE) à Polícia Federal brasileira, Ramagem poderá
aguardar fora da detenção a conclusão do processo migratório. O posicionamento
foi comunicado durante uma reunião realizada nesta quinta-feira (16), segundo
fontes ligadas à PF.
O
encontro entre autoridades brasileiras e norte-americanas já estava previamente
agendado e tinha como objetivo discutir estratégias para evitar a liberação do
ex-diretor da Abin. No entanto, a soltura ocorreu antes mesmo da realização da
reunião, frustrando a expectativa do governo brasileiro.
Ramagem
havia sido detido na última segunda-feira (13), em Orlando, no estado da
Flórida, por questões relacionadas à sua situação migratória. Após a prisão,
ele foi encaminhado a um centro de detenção no Condado de Orange, onde
permaneceu em uma ala separada. Já na quarta-feira (15), seu nome deixou de
constar nos registros oficiais de detidos, confirmando sua liberação no período
da tarde.
A
movimentação internacional ocorre em meio ao interesse do governo brasileiro em
tratar de uma possível repatriação, uma vez que Ramagem é considerado foragido
no Brasil.
Ele
foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão no âmbito
das investigações sobre uma tentativa de ruptura institucional. Segundo a
decisão da Corte, Ramagem teria utilizado a estrutura da Abin para favorecer
ações que buscavam manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.
O caso segue em aberto e deve envolver novas articulações diplomáticas e jurídicas entre Brasil e Estados Unidos nos próximos dias.
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