quinta-feira, 16 de abril de 2026

Após operação policial, Raquel exonera servidores investigados por suposto esquema na Alepe

           O avanço das investigações da Operação Draft, conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco, já começa a produzir efeitos diretos na estrutura do Governo de Pernambuco. Nesta quinta-feira (16), a governadora Raquel Lyra (PSD) determinou a exoneração de dois servidores citados no inquérito que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

As dispensas foram oficializadas por meio do Diário Oficial do Estado e atingem o ex-deputado estadual Leonardo Dias e Carlos Tavares Bernardo, que ocupavam funções estratégicas na Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo.

Segundo as investigações, o esquema teria operado entre os anos de 2015 e 2024, com prejuízos estimados em até R$ 6 milhões aos cofres públicos. A operação policial, deflagrada na quarta-feira (15), cumpriu mandados de busca e apreensão com o objetivo de aprofundar a apuração das irregularidades.

De acordo com os registros oficiais, Leonardo Dias exercia o cargo de secretário-executivo de Micro e Pequena Empresa e Fomento ao Empreendedorismo, enquanto Carlos Tavares Bernardo atuava como Gestor de Articulação e Implementação. Ambos tiveram as exonerações retroativas ao dia 15 de abril, mesma data da deflagração da operação.

Em declaração à imprensa, a governadora reforçou o distanciamento institucional em relação às investigações. “A polícia tem cumprido seu papel. Peço que qualquer informação adicional seja dada pela própria Secretaria de Defesa Social. Eu não dirijo essas operações, não participo delas”, afirmou.

O caso segue sob responsabilidade dos órgãos de investigação e pode avançar para novas fases, à medida que provas sejam analisadas e eventuais responsabilidades sejam definidas. 

Operação Draft - Leonardo Dias e seu pai, Romário Dias (PL), que também é ex-presidente da Alepe e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), são suspeitos de chefiar um esquema de desvio milionário em gabinetes da Alepe.

Além dos parlamentares, Carlos e Schebna também foram alvos da operação: Rodrigo Antonio Martorelli Silva de Almeida, Ario Krishnamurti Machado de Albuquerque, Arthur Valença de Luna e José Natanael Mendes de Sá.

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