A
medida está sendo analisada internamente e surge em meio ao avanço de
investigações consideradas sensíveis que tramitam sob relatoria do ministro.
Atualmente, o protocolo de segurança da Corte é direcionado exclusivamente aos
magistrados, garantindo escolta e monitoramento em atividades oficiais e
deslocamentos institucionais.
Pela
nova proposta, agentes da Polícia Judicial passariam a acompanhar também os
deslocamentos de familiares diretos do ministro, ampliando a chamada proteção
integral. A iniciativa foi discutida com o gabinete do magistrado, que avalia a
viabilidade operacional e jurídica da medida.
Auxiliares
próximos ao ministro indicam que, caso a ampliação da segurança seja
considerada viável, a tendência é que Mendonça concorde com o reforço do
esquema de proteção.
Nos
últimos meses, o ministro tem adotado cuidados adicionais em compromissos
públicos. Em algumas ocasiões, inclusive, ele utilizou colete à prova de balas
durante atividades fora da agenda institucional, como em momentos em que
realiza pregações religiosas na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo,
onde também atua como pastor.
O
aumento da preocupação com a segurança ocorre em paralelo ao avanço de
investigações de grande repercussão conduzidas sob sua relatoria no Supremo.
Entre os casos mais sensíveis está o processo relacionado ao Banco Master, que
resultou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro.
Na
decisão que autorizou a prisão do empresário, o ministro descreveu a existência
de uma suposta estrutura criminosa que funcionaria como uma espécie de “milícia
privada”. De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Federal, o
grupo — conhecido nos autos como “A Turma” — utilizaria estratégias de
monitoramento ilegal e intimidação contra autoridades públicas, jornalistas e
pessoas consideradas adversárias.
Relatórios
da investigação apontam ainda que teriam sido interceptadas comunicações
envolvendo ordens para agressões físicas contra críticos do grupo investigado.
Diante
desse cenário e do potencial de retaliação ou tentativa de intimidação, a
Polícia Judicial do STF passou a considerar prioritário o reforço da proteção
ao relator do caso e, eventualmente, aos seus familiares mais próximos.
O tema segue em análise dentro da estrutura de segurança da Corte e poderá resultar em mudanças no protocolo de proteção destinado a ministros que conduzem investigações de grande impacto nacional.
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