sexta-feira, 6 de março de 2026

STF avalia ampliar segurança do ministro André Mendonça para proteger familiares diante do caso Master

               O ambiente de segurança em torno de ministros da mais alta Corte do país voltou ao centro das atenções após a Polícia Judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciar consultas sobre a possibilidade de ampliar o esquema de proteção destinado ao ministro André Mendonça. A proposta prevê estender o aparato de segurança não apenas ao magistrado, mas também à sua família, incluindo a esposa e os filhos.

A medida está sendo analisada internamente e surge em meio ao avanço de investigações consideradas sensíveis que tramitam sob relatoria do ministro. Atualmente, o protocolo de segurança da Corte é direcionado exclusivamente aos magistrados, garantindo escolta e monitoramento em atividades oficiais e deslocamentos institucionais.

Pela nova proposta, agentes da Polícia Judicial passariam a acompanhar também os deslocamentos de familiares diretos do ministro, ampliando a chamada proteção integral. A iniciativa foi discutida com o gabinete do magistrado, que avalia a viabilidade operacional e jurídica da medida.

Auxiliares próximos ao ministro indicam que, caso a ampliação da segurança seja considerada viável, a tendência é que Mendonça concorde com o reforço do esquema de proteção.

Nos últimos meses, o ministro tem adotado cuidados adicionais em compromissos públicos. Em algumas ocasiões, inclusive, ele utilizou colete à prova de balas durante atividades fora da agenda institucional, como em momentos em que realiza pregações religiosas na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, onde também atua como pastor.

O aumento da preocupação com a segurança ocorre em paralelo ao avanço de investigações de grande repercussão conduzidas sob sua relatoria no Supremo. Entre os casos mais sensíveis está o processo relacionado ao Banco Master, que resultou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro.

Na decisão que autorizou a prisão do empresário, o ministro descreveu a existência de uma suposta estrutura criminosa que funcionaria como uma espécie de “milícia privada”. De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Federal, o grupo — conhecido nos autos como “A Turma” — utilizaria estratégias de monitoramento ilegal e intimidação contra autoridades públicas, jornalistas e pessoas consideradas adversárias.

Relatórios da investigação apontam ainda que teriam sido interceptadas comunicações envolvendo ordens para agressões físicas contra críticos do grupo investigado.

Diante desse cenário e do potencial de retaliação ou tentativa de intimidação, a Polícia Judicial do STF passou a considerar prioritário o reforço da proteção ao relator do caso e, eventualmente, aos seus familiares mais próximos.

O tema segue em análise dentro da estrutura de segurança da Corte e poderá resultar em mudanças no protocolo de proteção destinado a ministros que conduzem investigações de grande impacto nacional. 

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