sexta-feira, 6 de março de 2026

Profissionais da educação anunciam paralisação em Pernambuco por reajuste salarial

                O clima de mobilização entre os profissionais da educação pública de Pernambuco ganhou força nesta semana. Representantes da categoria anunciaram a realização de uma paralisação das atividades na próxima terça-feira (10), como parte da campanha salarial de 2026 e das negociações com o governo estadual.

O anúncio foi feito pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) após uma assembleia geral realizada em frente à sede da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), no centro do Recife. Antes da reunião, professores e demais servidores da rede estadual participaram de uma caminhada pelas ruas da capital para chamar atenção para as reivindicações da categoria.

Além da paralisação programada para o dia 10, o sindicato informou que também haverá manifestações em frente às escolas estaduais na quinta-feira (12). As atividades fazem parte da mobilização da Campanha Salarial Educacional 2026.

Segundo a presidente do sindicato, Ivete Caetano, a categoria aguarda há cerca de um mês uma resposta concreta do governo estadual às reivindicações apresentadas.

“Já faz um mês que entregamos a pauta de reivindicações da Campanha Salarial Educacional ao Governo do Estado. Tivemos uma mesa de negociação, mas não houve nenhuma proposta concreta da gestão até agora”, afirmou.

Entre os principais pontos defendidos pelos trabalhadores da educação está a atualização do Piso Salarial Nacional do Magistério, com impacto em toda a carreira dos servidores vinculados à rede estadual de ensino.

A correção do piso foi estabelecida com base na Medida Provisória nº 1.334/2026, que define uma nova metodologia de cálculo. Pela regra, o reajuste anual passa a considerar a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado no ano anterior, acrescida de 50% da média da variação da receita real do Fundeb.

Com base nesse cálculo, o piso nacional para 2026 teve reajuste de 5,4%, passando de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 para professores com jornada de 40 horas semanais.

O Sintepe defende que o mesmo percentual seja aplicado também aos profissionais que recebem acima do piso, seguindo os princípios estabelecidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), garantindo repercussão em toda a estrutura da carreira.

Além da pauta salarial, a mobilização da categoria também busca chamar atenção para problemas estruturais enfrentados por diversas unidades da rede estadual de ensino.

De acordo com o sindicato, há escolas que apresentam problemas na rede elétrica, falta de climatização nas salas de aula, qualidade inadequada da merenda escolar e reformas estruturais ainda não concluídas.

A mobilização prevista para o dia 12 deve reforçar essas denúncias, com protestos organizados em frente às escolas da rede estadual em diferentes municípios pernambucanos.

A pauta da campanha salarial de 2026 também inclui a reformulação do Plano de Cargos, Carreira e Rendimentos (PCCR) dos profissionais da educação, além de mudanças nas jornadas de trabalho de servidores administrativos e analistas educacionais.

Entre as reivindicações apresentadas estão ainda a realização de novos concursos públicos, ampliação de gratificações e políticas voltadas à formação continuada dos profissionais.

A expectativa da categoria é que novas rodadas de negociação sejam abertas com o governo estadual nos próximos dias para discutir os pontos apresentados. 

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