O
anúncio foi feito pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco
(Sintepe) após uma assembleia geral realizada em frente à sede da Assembleia
Legislativa de Pernambuco (Alepe), no centro do Recife. Antes da reunião,
professores e demais servidores da rede estadual participaram de uma caminhada
pelas ruas da capital para chamar atenção para as reivindicações da categoria.
Além
da paralisação programada para o dia 10, o sindicato informou que também haverá
manifestações em frente às escolas estaduais na quinta-feira (12). As
atividades fazem parte da mobilização da Campanha Salarial Educacional 2026.
Segundo
a presidente do sindicato, Ivete Caetano, a categoria aguarda há cerca de um
mês uma resposta concreta do governo estadual às reivindicações apresentadas.
“Já faz um mês que entregamos a pauta de reivindicações
da Campanha Salarial Educacional ao Governo do Estado. Tivemos uma mesa de
negociação, mas não houve nenhuma proposta concreta da gestão até agora”, afirmou.
Entre
os principais pontos defendidos pelos trabalhadores da educação está a
atualização do Piso Salarial Nacional do Magistério, com impacto em toda a
carreira dos servidores vinculados à rede estadual de ensino.
A
correção do piso foi estabelecida com base na Medida Provisória nº 1.334/2026,
que define uma nova metodologia de cálculo. Pela regra, o reajuste anual passa
a considerar a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)
acumulado no ano anterior, acrescida de 50% da média da variação da receita
real do Fundeb.
Com
base nesse cálculo, o piso nacional para 2026 teve reajuste de 5,4%, passando
de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 para professores com jornada de 40 horas
semanais.
O
Sintepe defende que o mesmo percentual seja aplicado também aos profissionais
que recebem acima do piso, seguindo os princípios estabelecidos pela Lei de
Diretrizes e Bases da Educação (LDB), garantindo repercussão em toda a
estrutura da carreira.
Além
da pauta salarial, a mobilização da categoria também busca chamar atenção para
problemas estruturais enfrentados por diversas unidades da rede estadual de
ensino.
De
acordo com o sindicato, há escolas que apresentam problemas na rede
elétrica, falta de climatização nas salas de aula, qualidade inadequada da
merenda escolar e reformas estruturais ainda não concluídas.
A
mobilização prevista para o dia 12 deve reforçar essas denúncias, com protestos
organizados em frente às escolas da rede estadual em diferentes municípios
pernambucanos.
A
pauta da campanha salarial de 2026 também inclui a reformulação do Plano de
Cargos, Carreira e Rendimentos (PCCR) dos profissionais da educação, além de
mudanças nas jornadas de trabalho de servidores administrativos e analistas
educacionais.
Entre
as reivindicações apresentadas estão ainda a realização de novos concursos
públicos, ampliação de gratificações e políticas voltadas à formação continuada
dos profissionais.
A expectativa da categoria é que novas rodadas de negociação sejam abertas com o governo estadual nos próximos dias para discutir os pontos apresentados.
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