Segundo
o estudo, 186 mulheres perderam a vida em decorrência de feminicídio, homicídio
ou transfeminicídio ao longo do último ano. O número representa 51,3% dos
registros de violência extrema contra mulheres contabilizados no estado.
No
total, Pernambuco somou 364 ocorrências de violência contra mulheres em 2025,
um aumento de 16,7% em relação a 2024, quando foram registrados 312 episódios.
O relatório reúne dados de nove estados monitorados pela rede: além de Pernambuco,
também fazem parte do levantamento Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Piauí, Rio
de Janeiro e São Paulo.
O
relatório detalha os tipos de crimes que resultaram na morte de mulheres no
estado ao longo do ano. Entre os casos registrados, 95 foram classificados como
homicídios, 91 como feminicídios e seis como transfeminicídios.
Além
dos crimes consumados, o levantamento também identificou 97 casos de tentativa
de feminicídio ou agressões físicas graves, além de 37 ocorrências de tentativa
de homicídio.
Outras
formas de violência também aparecem no relatório. Foram contabilizados 22
episódios de violência sexual ou estupro, reforçando o alerta sobre a
vulnerabilidade de mulheres em diferentes contextos sociais.
O
boletim também analisou o perfil dos agressores. Em 33,7% dos casos, os
responsáveis pela violência eram cônjuges ou ex-cônjuges das vítimas. Já 1,9%
das ocorrências envolveram namorados ou ex-namorados.
Em
relação aos meios utilizados nas agressões, 38,7% dos crimes foram cometidos
com armas de fogo, enquanto 18% envolveram objetos cortantes. Já 17,5% dos
casos ocorreram por espancamento, segundo o levantamento.
A
capital pernambucana aparece no topo da lista de municípios com maior número de
registros. De acordo com o relatório, Recife contabilizou 59 casos de violência
contra mulheres em 2025, sendo também a cidade com mais feminicídios
registrados no período, com 16 ocorrências.
Outros
municípios que aparecem com números elevados são Garanhuns, no Agreste, com 21
casos; Petrolina, no Sertão, com 19 registros; Jaboatão dos Guararapes, na
Região Metropolitana do Recife, com 16; e Águas Belas, também no Agreste, com 12
ocorrências.
Na
lista de municípios com feminicídios registrados aparecem ainda Cabo de Santo
Agostinho, com cinco casos, além de Arcoverde, Paulista e o próprio Jaboatão
dos Guararapes, cada um com quatro registros.
O relatório reforça o alerta sobre a necessidade de políticas públicas eficazes de prevenção, proteção e combate à violência de gênero, além do fortalecimento das redes de atendimento e apoio às vítimas.
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