A
mobilização teve início à meia-noite e é coordenada pelo Sindicato dos
Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE). Segundo a entidade, o movimento é um
alerta diante da falta de investimentos, da desvalorização profissional e das condições
precárias de trabalho enfrentadas pela categoria, cenário que, segundo os
policiais, compromete diretamente o combate à criminalidade no estado.
De
acordo com o sindicato, a paralisação busca pressionar o Governo de Pernambuco
a promover uma reestruturação urgente da Polícia Civil, considerada estratégica
para fortalecer as investigações e enfrentar o crime organizado. Entre as
principais reivindicações estão o aumento do efetivo, melhorias na infraestrutura
das delegacias, modernização dos serviços e a revisão salarial dos
profissionais.
O
SINPOL-PE afirma que o sucateamento da estrutura policial tem reflexos diretos
no atendimento à população. Delegacias operam com número reduzido de agentes,
equipamentos insuficientes e prédios em condições inadequadas, o que dificulta
a elucidação de crimes e fragiliza a segurança pública, especialmente diante
dos elevados índices de violência registrados em Pernambuco.
Na
última segunda-feira (2), representantes do sindicato marcaram presença na abertura
do ano legislativo da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), onde
cobraram do Executivo estadual o cumprimento de compromissos assumidos com a
categoria. A paralisação faz parte de uma agenda de mobilizações aprovada em
assembleia e tem como objetivo forçar a retomada do diálogo com o governo.
Mesmo
após promessas feitas durante o período eleitoral, os policiais civis afirmam
que os avanços esperados não se concretizaram. Entre as pautas centrais está o
envio da Lei Orgânica da Polícia Civil, apontada como essencial para garantir
valorização profissional, melhores condições de trabalho e maior eficiência no
enfrentamento à criminalidade em Pernambuco.
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