quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Semana começa turbulenta para Raquel Lyra com paralisação da Polícia Civil em meio a crise na segurança

                A governadora Raquel Lyra iniciou a semana enfrentando mais um desafio sensível na área da segurança pública. Em meio a investigações da Polícia Federal envolvendo ações das forças de segurança do Estado, Pernambuco amanheceu nesta quarta-feira (4) com uma paralisação de 24 horas dos policiais civis, atingindo delegacias e unidades da Polícia Civil em todas as regiões.

A mobilização teve início à meia-noite e é coordenada pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE). Segundo a entidade, o movimento é um alerta diante da falta de investimentos, da desvalorização profissional e das condições precárias de trabalho enfrentadas pela categoria, cenário que, segundo os policiais, compromete diretamente o combate à criminalidade no estado.

De acordo com o sindicato, a paralisação busca pressionar o Governo de Pernambuco a promover uma reestruturação urgente da Polícia Civil, considerada estratégica para fortalecer as investigações e enfrentar o crime organizado. Entre as principais reivindicações estão o aumento do efetivo, melhorias na infraestrutura das delegacias, modernização dos serviços e a revisão salarial dos profissionais.

O SINPOL-PE afirma que o sucateamento da estrutura policial tem reflexos diretos no atendimento à população. Delegacias operam com número reduzido de agentes, equipamentos insuficientes e prédios em condições inadequadas, o que dificulta a elucidação de crimes e fragiliza a segurança pública, especialmente diante dos elevados índices de violência registrados em Pernambuco.

Na última segunda-feira (2), representantes do sindicato marcaram presença na abertura do ano legislativo da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), onde cobraram do Executivo estadual o cumprimento de compromissos assumidos com a categoria. A paralisação faz parte de uma agenda de mobilizações aprovada em assembleia e tem como objetivo forçar a retomada do diálogo com o governo.

Mesmo após promessas feitas durante o período eleitoral, os policiais civis afirmam que os avanços esperados não se concretizaram. Entre as pautas centrais está o envio da Lei Orgânica da Polícia Civil, apontada como essencial para garantir valorização profissional, melhores condições de trabalho e maior eficiência no enfrentamento à criminalidade em Pernambuco. 

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