quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Mais três réus da Chacina de Poção estão sendo julgados hoje em Recife

            Uma década após um dos crimes mais impactantes do Sertão pernambucano, a Justiça volta a se debruçar sobre a Chacina de Poção, episódio que deixou marcas profundas na memória da população. Nesta quarta-feira (4), acontece no Recife o julgamento de três réus acusados de envolvimento direto no assassinato de três conselheiros tutelares e uma idosa, mortos a tiros em 2015.

Sentam-se no banco dos réus Bernadete de Lourdes Britto Siqueira Rocha, avó paterna de uma criança e apontada pelo Ministério Público como a suposta mandante do crime; José Vicente Pereira Cardoso da Silva, ex-diretor da Penitenciária de Arcoverde, acusado de articular a ação criminosa; e Leandro José da Silva, detento que teria intermediado, a partir do presídio, o contato entre a mandante e os executores.

De acordo com a acusação, o crime teria sido motivado por uma disputa pela guarda de uma criança, que também estava no veículo no momento da emboscada. A menina foi ferida durante a ação, mas sobreviveu. A emboscada terminou com a morte imediata das quatro vítimas adultas.

Embora os assassinatos tenham ocorrido no município de Poção, no Agreste pernambucano, o julgamento acontece na Comarca do Recife após o processo de desaforamento, mecanismo jurídico utilizado para garantir a imparcialidade dos jurados, diante da comoção e repercussão local do caso.

A chacina ocorreu na noite de 6 de fevereiro de 2015, no Sítio Cafundó, quando o carro em que estavam os conselheiros tutelares e a idosa foi interceptado. Segundo a denúncia, os acusados efetuaram diversos disparos que resultaram na execução das vítimas ainda no local.

Dos sete denunciados, parte já recebeu sentença. Em 2024, Wellington Silvestre dos Santos, preso no Maranhão mais de um ano após o crime, foi condenado a 74 anos de prisão. Em dezembro do ano passado, outros três acusados foram sentenciados pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), sendo dois a 101 anos e quatro meses de prisão por homicídio qualificado, e um a 12 anos e seis meses por homicídio simples.

O julgamento desta quarta-feira representa mais um capítulo na tentativa de responsabilização penal de todos os envolvidos em um crime que mobilizou a sociedade e expôs a vulnerabilidade de agentes públicos no exercício de suas funções. 

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