De acordo com mensagens extraídas do celular do
empresário durante investigação federal, Vorcaro teria relatado estar sendo
pressionado para autorizar repasses financeiros ao resort Tayayá Resort,
empreendimento localizado em Ribeirão Claro (PR) e que teve participação
societária vinculada a empresa pertencente ao magistrado e familiares.
As conversas, divulgadas pelo jornal O Estado de S.
Paulo, mostram diálogos entre Vorcaro e seu cunhado, o pastor Fabiano Zettel.
Segundo a apuração, os repasses autorizados teriam alcançado aproximadamente R$
35 milhões.
Os registros constam no relatório remetido ao STF e
reforçaram o ambiente de questionamentos sobre a permanência de Toffoli na
relatoria de processos que envolvem o Banco Master. Na última quinta-feira, o
ministro decidiu se afastar do caso após reunião com os demais integrantes da
Corte.
O conteúdo das mensagens está agora sob análise da Procuradoria-Geral
da República, que avaliará eventuais desdobramentos jurídicos.
Conforme o material obtido pela PF, Fabiano Zettel
— investigado na Operação Compliance Zero — teria atuado como intermediador nas
tratativas financeiras. Em uma das conversas, datada de maio de 2024, Vorcaro
teria cobrado solução para um aporte vinculado ao empreendimento. “Você não
resolveu o aporte do fundo Tayayá? Estou em situação ruim”, teria escrito. Na
sequência, após o envio de uma lista de pagamentos com a indicação “Tayaya -
15”, possivelmente referência a R$ 15 milhões, o banqueiro respondeu: “Paga
tudo hoje”.
Até o fechamento desta matéria, Dias Toffoli não
havia se manifestado especificamente sobre as novas revelações. Em nota
anterior, contudo, o ministro negou ter recebido qualquer valor de Vorcaro ou
de Fabiano Zettel.
O caso amplia o debate institucional sobre conflitos de interesse e reforça a tensão nos bastidores do Judiciário em um momento de elevada sensibilidade política e econômica. A investigação segue em curso.
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