As
apurações estão sendo conduzidas de forma integrada pela Polícia Federal, pelo Ministério
Público Federal (MPF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). O foco
principal recai sobre possíveis manipulações de dados do Censo Escolar,
instrumento utilizado pelo Governo Federal para definir os valores repassados
anualmente aos municípios.
Entre
as práticas sob investigação estão o inflamento artificial de matrículas, a
manutenção de alunos inexistentes nos registros oficiais e a classificação
indevida de modalidades de ensino que recebem valores maiores por estudante, o
que pode elevar significativamente os repasses federais.
Estados
como Maranhão, Bahia e Piauí já registraram operações e auditorias após
municípios apresentarem aumentos considerados atípicos nos recursos recebidos,
sem correspondência com a estrutura física, o número de escolas ou a capacidade
real das redes municipais de ensino. Segundo fontes ligadas aos órgãos de
controle, as investigações devem avançar para outros estados do Nordeste.
Especialistas
em finanças públicas e gestão educacional ressaltam que nem todo aumento
elevado nos repasses é, por si só, irregular, uma vez que fatores como expansão
da rede, políticas de inclusão ou reorganização administrativa podem justificar
variações. No entanto, alertam que saltos expressivos exigem transparência,
prestação de contas rigorosa e comprovação técnica detalhada.
Por
se tratar de um recurso carimbado exclusivamente para a educação, o uso
indevido do FUNDEB pode resultar em responsabilização administrativa, civil e
criminal, além de devolução de valores e sanções políticas. Os casos reforçam a
importância do controle social, do acompanhamento pelos conselhos municipais de
educação e da atuação permanente dos órgãos fiscalizadores para garantir que os
recursos cheguem efetivamente às salas de aula.
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