O que já era esperado se confirmou: bastidores
aquecidos, cumprimentos calculados e gestos simbólicos. Mas, apesar do volume
de encontros e conversas reservadas, nenhuma definição concreta emergiu do
maior bloco carnavalesco do mundo.
Durante a agenda no Recife, Lula adotou postura
diplomática e distribuiu acenos tanto à governadora Raquel Lyra quanto ao
prefeito da capital, João Campos — dois nomes que despontam como possíveis
protagonistas na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.
Se o presidente evitou qualquer gesto de
exclusividade, João Campos repetiu o movimento estratégico quando o tema foi a
formação da chapa para o Senado. No camarote oficial — e ainda nas primeiras
horas do tradicional café da manhã do Galo — o prefeito reuniu quatro
pré-candidatos à Casa Alta: Humberto Costa, Marília Arraes, Miguel Coelho e Silvio
Costa Filho.
A movimentação foi interpretada nos bastidores como
um gesto de equilíbrio e construção ampla, evitando antecipações públicas em um
cenário ainda em formação.
Nas redes sociais, João Campos reforçou o tom de
unidade. Em publicação no Instagram, destacou a presença ao lado de
“companheiros e companheiras” que caminham por um Brasil, Pernambuco e Recife
melhores, sem sinalizar preferências específicas.
O gesto dialoga diretamente com a estratégia
nacional do presidente Lula: manter o campo aliado coeso enquanto as costuras
eleitorais seguem em andamento.
Nos bastidores, lideranças reconhecem que o Carnaval serviu mais como teste de temperatura política do que como espaço de definição. A corrida estadual permanece aberta, com alianças em construção e negociações que devem ganhar intensidade nos próximos meses.
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