Segundo
Renan, o atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o
ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), estariam atuando para influenciar
decisões internas do TCU relacionadas ao processo. O senador, no entanto, não
apresentou detalhes sobre como essa suposta pressão teria ocorrido.
“Estou tendo informações de que o atual presidente da
Câmara dos Deputados e o ex-presidente da Câmara pressionaram e continuam
pressionando o Tribunal de Contas da União, aliás, um setor do Tribunal de
Contas da União, para que o Tribunal liquide a liquidação”, declarou Renan Calheiros em
entrevista à GloboNews. O senador é adversário político de Arthur Lira em
Alagoas.
Questionado
se se referia diretamente a Hugo Motta e Arthur Lira, Renan confirmou:
“Exatamente. São as informações que eu recebi, não apenas daquele procedimento,
mas de vários outros procedimentos que o Tribunal de Contas da União tornou
sigilosos, que têm a mesma origem e a mesma pressão”.
Além
das acusações envolvendo o TCU, Renan Calheiros afirmou ter visto com estranhamento
decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, no caso
relacionado ao banco Master.
“Não somos nós, do Legislativo, que vamos colocar limites
no ministro Dias Toffoli, mas foi estranha a maneira como ele se apropriou da
investigação e muito estranha a maneira como ele transferiu o sigilo apurado
nas investigações para o presidente do Senado”, afirmou o parlamentar.
Renan
também criticou a atuação do Banco Central (BC) no episódio, afirmando que
houve demora na adoção de medidas contra a instituição financeira.
“Temos que cobrar responsabilidade do Galípolo e do Banco
Central e saber por que eles demoraram tanto a fazer a liquidação do banco
Master. O Banco Central ficou de braços cruzados”, declarou.
Diante
da repercussão do caso, o senador anunciou que a Comissão de Assuntos
Econômicos instalará, na primeira semana de fevereiro, um grupo de trabalho
para acompanhar e supervisionar as investigações relacionadas ao banco Master.
O grupo, criado na semana passada, conta inicialmente com sete integrantes e
será coordenado por Renan Calheiros.
Segundo o senador, após manifestações de interesse de outros parlamentares, o colegiado deverá ser ampliado em mais quatro membros, reforçando o acompanhamento político e institucional do caso.
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