quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

PF cita Lulinha em investigação sobre fraudes no INSS e envia informações ao STF

                  A investigação da Polícia Federal (PF) sobre um suposto esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ganhou novos contornos e chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em ofício encaminhado à Corte, a PF informou que apura citações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República, no contexto do inquérito que investiga descontos associativos fraudulentos aplicados em benefícios previdenciários.

A informação consta em uma representação revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada por O Globo. No documento, a Polícia Federal afirma que Lulinha “em tese, poderia atuar como sócio oculto” do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “careca do INSS”, apontado pelos investigadores como o principal articulador do esquema.

Segundo a PF, a possível ligação indireta ocorreria por meio de Roberta Luchsinger, ex-candidata a deputada estadual pelo PT e amiga pessoal de Lulinha. Ela teria atuado como um elo entre o empresário investigado e um terceiro que, em tese, poderia figurar como sócio oculto.

“Vislumbra-se a possibilidade de vínculo indireto entre Antônio Camilo e terceiro que, em tese, poderia atuar como sócio oculto, por intermédio da mencionada Roberta, que funcionaria como elo entre ambos. Tal pessoa pode ser Fábio Lula da Silva”, diz o ofício da PF.

Apesar da citação, a Polícia Federal faz uma ressalva importante no documento, ao afirmar que não há indícios de que Lulinha esteja diretamente envolvido nas condutas criminosas relacionadas aos descontos fraudulentos investigados no INSS.

A representação foi encaminhada ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, responsável por supervisionar os desdobramentos do inquérito no âmbito da Corte.

Em paralelo, Roberta Luchsinger foi alvo de mandado de busca e apreensão na mais recente fase da operação da PF. De acordo com as investigações, ela teria prestado serviços de consultoria ao “careca do INSS”, recebendo cerca de R$ 1,5 milhão.

Procurado, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que já atuou na defesa de Lulinha em outros processos e é amigo pessoal do investigado, classificou as suspeitas como “mentirosas”. Segundo ele, Lulinha nunca manteve qualquer tipo de relação ou negócio com Antônio Carlos Camilo Antunes. Até o momento, Lulinha não constituiu oficialmente defesa no âmbito deste inquérito.

O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal, enquanto a Polícia Federal aprofunda as apurações para esclarecer o alcance e os envolvidos no esquema investigado. 

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