quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Governo Raquel exonera presidente da EPTI após crise no transporte e pressão política na Alepe

                Em meio a uma crise que extrapolou a esfera administrativa e chegou ao campo político, o Governo de Pernambuco decidiu exonerar, a pedido, o presidente da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI), Antônio Carlos Reinaux. A decisão foi tomada na noite desta terça-feira (20) e ocorre após uma sequência de denúncias envolvendo falhas na fiscalização do transporte por ônibus no interior do Estado — episódio que culminou, inclusive, em um pedido de abertura de processo de impeachment da governadora Raquel Lyra (PSD) na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

O ato de exoneração será publicado no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (21), encerrando a gestão de Reinaux à frente da estatal responsável por regular e fiscalizar o sistema de transporte intermunicipal. A informação foi confirmada por fontes palacianas, que reconheceram o desgaste político provocado pelo caso.

A EPTI passou a ocupar o centro do debate público há cerca de uma semana, quando parlamentares da oposição denunciaram que a empresa estaria falhando na fiscalização das concessionárias que operam no interior, muitas delas enfrentando sérias dificuldades financeiras. Segundo as críticas, a ausência de uma atuação mais rigorosa do Estado teria contribuído para o agravamento da situação do setor.

Um dos casos mais emblemáticos é o da Logo Caruaruense, empresa tradicional do Agreste, de propriedade do pai da governadora, João Lyra, que encerrou suas atividades recentemente, alegando inviabilidade econômica. Ela funcionou durante os 3 anos de governo de Raquel de forma irregular. Com isso, as linhas antes operadas pela empresa foram assumidas pela própria estatal, o que ampliou ainda mais o debate sobre a gestão do sistema e a responsabilidade do governo.

O episódio ganhou contornos ainda mais graves quando deputados estaduais protocolaram um pedido de abertura de processo de impeachment da governadora, apontando supostas omissões administrativas e falhas na condução da política de transporte intermunicipal como parte do conjunto de argumentos apresentados.

Embora o governo tenha tratado a exoneração como um pedido pessoal do então presidente da EPTI, nos bastidores a avaliação é de que a decisão busca conter o desgaste político, reduzir a pressão sobre o Executivo e sinalizar uma resposta institucional diante das críticas e da crise instalada. Infomações do blog Dellas

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