terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Câmara de Petrolândia formaliza pedido de cassação de vereador preso preventivamente

              A Câmara Municipal de Petrolândia deu um passo decisivo no aprofundamento das investigações envolvendo o vereador Cristiano Lima dos Santos, conhecido como Cristiano da Van, ao protocolar oficialmente um procedimento administrativo que pode culminar na cassação de seu mandato por quebra de decoro parlamentar. A iniciativa marca o início formal da apuração no âmbito do Legislativo municipal, diante da gravidade dos fatos atribuídos ao parlamentar.

O procedimento tem como base um pedido oficial de informações encaminhado à Polícia Civil, com o objetivo de obter dados técnicos e documentais que subsidiem a análise dos vereadores. A solicitação foi assinada pelo advogado Johnnatan Cordeiro de Almeida e pelo presidente da Câmara, Erinaldo Alencar Fernandes, e busca esclarecer a autoria delitiva atribuída ao vereador em um caso que vitimou o empresário Samyr Oliveira.

No ofício, a Mesa Diretora ressalta que, até o momento, as informações que chegaram ao conhecimento da Casa Legislativa tiveram origem em blogs e comentários informais na cidade, o que, segundo o documento, não é suficiente para embasar juridicamente um processo de tamanha relevância institucional. Por isso, a Câmara solicita dados oficiais da autoridade policial, como eventual indiciamento, provas colhidas e outros elementos formais.

O documento também registra que já é de conhecimento público a decretação da prisão preventiva do vereador, determinada no processo nº 0000042-45.2026.8.17.3120, por decisão do Juízo da 1ª Vara da Comarca de Petrolândia. Para o Legislativo, a medida judicial representa “sérios indícios de autoria delitiva”, reforçando a necessidade de uma apuração rigorosa no âmbito parlamentar.

A Câmara enfatiza que as informações solicitadas à Polícia Civil serão fundamentais para que os vereadores possam analisar o caso de forma técnica e responsável, assegurando o respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa, antes de qualquer deliberação sobre a eventual perda do mandato.

O ofício é datado de 20 de janeiro de 2026 e foi assinado digitalmente pelas autoridades envolvidas. Com informações do Blog de Assis Ramalho.

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