De
acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de
Petróleo de Pernambuco (Sindcombustíveis-PE), Alfredo Pinheiro Ramos, o
reajuste já começou a ser registrado nas notas fiscais das distribuidoras, o
que deve refletir gradualmente no preço final ao consumidor.
“Aumento
nunca é bom, pois impacta diretamente nos nossos custos operacionais. A gente
acredita que os impactos poderão ser sentidos a partir da próxima semana,
quando o mercado começar a repor seus estoques e, consequentemente, fazer suas
contas”, explicou.
Ramos
ressalta que o repasse não acontece de forma imediata ou linear. Segundo ele, o
aumento do imposto incide inicialmente sobre as distribuidoras, e os postos
precisam reajustar os preços para manter o capital de giro e garantir a
reposição dos combustíveis.
“Se
o custo sobe 10 centavos, o posto é obrigado a repassar para conseguir comprar
o próximo caminhão. Sem repasse, o capital de giro do posto é ‘comido’ pela
inflação do combustível”, afirmou.
Ainda
não há uma estimativa oficial sobre o valor exato que será repassado ao
consumidor nas bombas. O Sindcombustíveis-PE explica que, embora o percentual
do ICMS seja igual para todos, cada posto possui uma estrutura de custos
diferente e decide quanto consegue absorver.
“Esses 10 centavos nunca chegam puros na bomba. Eles carregam o aumento proporcional das taxas de cartão, impostos e perdas operacionais. Por isso, no final, o ajuste precisa ser do tamanho dos seus custos”, concluiu Ramos.
👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:


Nenhum comentário:
Postar um comentário