quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Oposição de Sertânia aciona TCE-PE para barrar criação do 'Bolsa Cidadania' e denuncia manobra fiscal

Vereadores alegam que projeto aprovado nesta terça (25) tenta legalizar despesas retroativas e burlar limites da folha de pagamento; pedido de cautelar foi protocolado.

Por Redação | A Folha das Cidades

Um grupo de vereadores da bancada de oposição de Sertânia ingressou com uma denúncia urgente junto ao Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) contra a implementação do programa "Bolsa Cidadania e Comunidade Sertaniense" (BCCS). A ação ocorre logo após a aprovação do Projeto de Lei nº 022/2025 pela Câmara Municipal, na sessão realizada nesta terça-feira (25), sob fortes críticas dos parlamentares denunciantes.

O documento enviado ao órgão fiscalizador aponta indícios de graves irregularidades na proposta do Executivo. O ponto mais crítico, segundo a denúncia, é a previsão de retroatividade dos efeitos da lei para janeiro de 2025. Para os vereadores, essa cláusula configura uma tentativa de "legalizar" despesas que já foram realizadas pela gestão municipal sem a devida cobertura legislativa no início do ano.

Drible na Folha de Pagamento Outro alerta central da denúncia refere-se ao possível uso do programa para contornar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O BCCS estipula o pagamento de auxílio financeiro em troca de prestação de serviços comunitários de até seis horas diárias.

Segundo a oposição, essa estrutura mascara uma relação de trabalho formal. Ao classificar esses pagamentos como "bolsa" ou "auxílio", a prefeitura evitaria que tais gastos fossem contabilizados no limite prudencial da folha de pagamento, permitindo a contratação indireta de mão de obra sem concurso público.

Prejuízo aos concursados e falta de transparência A representação ao TCE também destaca que a criação do programa ocorre em detrimento da convocação de candidatos aprovados em concursos e seleções públicas vigentes. Além disso, questiona-se a contratação de mediadoras sem a qualificação técnica exigida para a função e a ausência de transparência sobre os valores já executados e a lista nominal dos beneficiários.

Pedidos ao TCE-PE Diante dos fatos, os vereadores solicitaram:

  • A expedição de uma Medida Cautelar Urgente para suspender os efeitos do projeto imediatamente;
  • A disponibilização da relação completa de beneficiários e valores pagos;
  • Abertura de auditoria para apurar responsabilidades da gestão.

O documento é assinado pelos vereadores Alexandre Laet, Antônio Henrique Ferreira (Fiapo), Niltinho Sousa, Marinho do Ônibus e Washington Passos. 

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